Aplicativo

Céu Modernista – Painel de Cobogós – Sede Energisa MG / Cataguases

O DESAFIO
Temos um relacionamento com Cataguases desde 2007, quando a produtora Karla Guerra nos indicou para Cesar Piva do Instituto Fábrica do Futuro. Ele nos procurou para desenvolver o site do projeto Webvisão. De lá pra cá, nestes mais de 11 anos trabalhando em conjunto, nos tornamos parceiros e participamos de vários projetos. Hoje fazemos parte ativamente do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais. Com trajetória reconhecida, sobretudo, através de grandes produções realizadas a partir de 2010, o POLO é reconhecido em 2012 como APL (Arranjo Produtivo Local) reunindo realizadores, produtoras, e uma ampla rede de cooperação com a sociedade civil, universidades, empresas e governos. A Energisa é a principal empresa privada, parceira e patrocinadora do Polo Audiovisual da Zona da Mata.
Foi assim que conhecemos Mônica Botelho, presidente da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, mantida pelo grupo Energisa. Trabalhamos nos projetos de comunicação e estratégicos do POLO e no ano de 2017 a Voltz foi responsável também pelo desenvolvimento do site da Fundação, que comemorou seus 30 anos. Um trabalho importante que marca uma trajetória e revela a dimensão dos projetos desenvolvidos pela Fundação em Minas e no Brasil. Essa aproximação e envolvimento gerou o convite para que juntos,  pudéssemos pensar um painel para a fachada da sede da Energisa em Minas Gerais na zona industrial de Cataguases.
Paulo Rogério Lage (Relações Públicas do Grupo Energisa e proprietário da Saramanenha Artes e Ofícios) junto com Mônica Botelho, definiram qual seria o modelo de Cobogó a ser utilizado. Foi escolhido o modelo Twist da Burguina Cerâmicas Artísticas. O ideia é que teríamos que trabalhar com 3 cores: azul, amarelo e branco. A partir daí foram vários estudos e visitas técnicas dada a importância do projeto e em função do legado histórico da cidade de Cataguases. Outro fator de relevância seria realizar este projeto no ano de 2017, quase 90 anos depois do início do movimento modernista.
O COBOGÓ E O MODERNISMO EM CATAGUASES
O site especializado em arquitetura ArchDaily tem uma boa matéria sobre o legado modernista em Cataguases. “Com uma população com pouco mais de 70 mil habitantes, ao longo de sua história, Cataguases ficou conhecida por reunir uma série de significativas obras artístico-culturais ligadas à produção modernista brasileira a partir do século XX. As importantes obras variam entre as Artes Plásticas, Cinema e, sobretudo, Arquitetura, num panorama de produção entre as décadas de 1940 e 1950.
Do ponto de vista arquitetônico, Cataguases é repleta de particularidades e reafirma o papel social da Arquitetura brasileira, quebrando a ideia de pertencimento apenas ao território em questão, mas, por garantir importante papel histórico, social e construtivo no cenário nacional. Nos variados aspectos e peculiaridades, elementos decorrentes da linguagem moderna europeia difundida por Le Corbusier e a tropicalidade dos elementos presentes nas obras de Oscar Niemeyere Lúcio Costa ganham destaque na arquitetura produzida ao Município, fundindo-se e garantindo nova linguagem.” … “A fachada livre e janelas em fita marcam grande parcela das edificações em questão, entre residências e projetos institucionais, …  adotaram sistemas mais eficazes ao clima brasileiro, como o uso de brises soleil e beiral, na tentativa de controle da luz solar e qualidade térmica. Ainda na tentativa de controle solar, os arquitetos utilizaram com frequência, a adoção de elementos vazados cerâmicos, os chamados COBOGÓS, como elementos e permitindo a entrada de luz natural e brise ao calor, além de sistema de ventilação cruzada.
A ARQUIRTETURA DO PRÉDIO E AS CONSTELAÇÕES DO PAINEL
O projeto arquitetônico dos arrojados prédios da nova sede da Energisa Minas Gerais, tem a assinatura da DBB Arquitetura traz em sua fachada o painel ‘Céu Modernista’, obra que foi criada por Monica Botelho (FCOJB) e Cláudio Santos Rodrigues (VOLTZ) e executada pela equipe da Energisa, comandada pelo engenheiro Vicente Costa e Alexandre.
A ideia original de Mônica era de um padrão gráfico aleatório. Daí conseguimos avançar para um aleatório com conceito. Como um dos principais negócios da Energisa é a distribuição e fornecimento de energia elétrica, buscamos a ideia da luz primordial. A luz das estrelas e as constelações, que guiam e que toda noite está com todos e nos apresenta a possibilidade de ver que estamos inseridos num vasto mundo. Essa grandiosidade reflete o espírito do grupo.
A produção executiva foi realizada por Paulo Rogério Lage e o projeto de iluminação de LED, com consultoria de Pedro Pederneiras, permite que as luzes sejam dimerizadas com gradações diferentes, a partir de um sistema eletrônico controlado remotamente, desenvolvido pela equipe da Tekhne. O painel composto por 1.474 peças cobogós de 20cm x 20cm, é uma homenagem à arquitetura moderna brasileira. ‘Céu Modernista’ tem as dimensões de 14m x 4,60m nas cores azul, branco e amarelo, sendo que as cores claras representam as estrelas e o azul a noite.
O CÉU MODERNISTA

Criamos um grid com os cobogós azuis na escala do projeto e iniciamos uma construção gráfica a partir de uma referência de um céu constelado. As estrelas eram os cobogós brancos e o desenho das constelações foi grafado com os cobogós amarelos. Um elemento importante foi não ficar preso à constelação de um dia ou do ponto-de-vista da cidade ou do local. Porém, um fato curioso que surgiu ao longo do processo, foi a forma que a ideia foi recebida incorporada pelos diretores da empresa. Eduardo Alves Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Gerais se deu ao trabalho de subir no alto do prédio e através de uma aplicativo de visualização das constelações detectou a constelação de escorpião. Acabamos incluindo mais este elemento no projeto, trazendo uma carga emocional-afetiva e de engajamento com a ideia.

As constelações que inspiraram o painel e que mais podem se aproximar das que são vistas no hemisfério sul estão dispostas da esquerda para a direita: lince, escorpião, gêmeos, peixes, touro, órion, a pomba, o cinzel (caelum), eridanus, o escultor, a baleia, o dourado, aquário e fênix. Podem ser vistas de dia através da composição das cores dos cobogós.

O painel foi inaugurado no dia 26.02.2018, mesma data do início das atividades da Companhia Força e Luz Cataguases/Leopoldina, há 113 anos atrás. A partir de agora, durante todas as noites, as luzes de LED que ficam atrás do painel e que foram programadas em um sistema que permite a variação de intensidade, ilumina e revela as constelações para todos que passam por ali! A ideia agora é trazer dinamismo às variações de intensidade das lâmpadas, valorizando as diferentes formas de visualizar as constelações.

Categoria: Aplicativo, Arquitetura, Experimental, Instalação, Sinalização, Sistema em 24/02/2018    


 

APP Guia Multimídia

Produzimos um guia eletrônico para tornar a visita ao Memorial Vale ainda mais completa. Trata-se de uma Ferramenta multimídia para aumentar a acessibilidade para os visitantes.


O guia multimídia vai auxiliar visitantes a terem uma experiência ainda mais completa e interessante no museu. Por meio de um tablet, disponibilizado pelo próprio Memorial Vale, ou por aplicativo para celular (iOS e Android), aqueles que visitam o espaço terão à disposição um guia virtual, com informações e curiosidades sobre os cerca de 30 espaços de exposição permanente, além de curiosidades sobre o prédio de 1897, onde funcionava a antiga Secretaria de Fazenda de Minas Gerais. O guia está disponível em português, inglês e espanhol. Todas as informações estão disponíveis em áudio e texto.

Sobre guia eletrônico e visita virtual

A cada sala, é possível acessar conteúdo que ajuda a entender com mais profundidade os conceitos e histórias por trás daquele espaço. Por meio de perguntas e frases que provocam reflexão, o aplicativo ajuda a aprofundar a vivência da visita.

O guia multimídia também ajuda a organizar percursos temáticos, por meio de uma seleção de salas e atrações. São oito propostas de roteiro: Literatura, Africanidades, República e memória, Mineiridades, Cartografia, Mulheres Geraes, Artes Visuais e Percurso da Criança. Esta última, por exemplo, conta com a ajuda da personagem Florinda, que propõe desafios e tarefas para os pequenos.

Mas o aplicativo também permite que o visitante personalize o roteiro, selecionando as salas que quer visitar e ordem do percurso, por meio de um mapa eletrônico do espaço.

O guia multimída também vai ajudar você a manter na memória a experiência da visita. Por meio da função “Meu registro” será possível montar um álbum de fotos feitos nos espaços do Memorial Vale. As imagens poderão ser compartilhadas nas redes sociais.

Outro recurso é a agenda, que permite ao usuário saber a programação artística do mês e se há, por exemplo, algum show, exposição fotográfica ou performance acontecendo no mesmo dia da visita.

O lançamento aconteceu no Memorial no dia 08 de junho de 2017. Estiveram presentes representantes do Iphan e Secretarias de estado de Educação e Cultura. Aconteceu uma visita mediada, simulando como poderia ser a atuação do setor educativo do Memorial.



Ficha técnica:

Realização: Memorial Minas Gerais Vale, Ministério da Cultura e Governo Federal
Concepção e execução: Voltz Design
Coordenação Geral: Cláudio Santos Rodrigues
Textos: Anna Flávia Dias Sales (Tria), Charles Junior Souza, Mabel Faleiro Coelho e Tiago Reis (MMGV)
Design de Interface: Cláudio Santos Rodrigues e Luis Matuto
Programação e Montagem: Álvaro Andrade Garcia e Lucas Junqueira (Ciclope)
Produção de Áudio: Fabiano Fonseca
Mixagem: Pedro Jácome (AudioPop)
Locuções: Christian Fernandes e Bruna Challub
Revisão: Élida Murta (Trema Textos)


Categoria: Aplicativo, Museus em 08/06/2017    


 

Rede Tipográfica de Minas Gerais

A pesquisa de Cláudio Santos Rodrigues busca busca investigar a possibilidade de (re)conectar uma rede que existiu em torno da tipografia e dos seus impressos gerados em Minas Gerais. Discutimos a forma como o design pode contribuir para apresentar e expandir uma rede de pessoas e instituições com o uso de tecnologias digitais colaborativas e sociais como um novo suporte para disseminação e sistematização de informações no processo de resgate e construção de memórias coletivas. Para tanto, a pesquisa teve como objeto de estudo a história da tipografia nas cidades de Mariana e Ouro Preto/MG, entendida como rede que marcou a transformação da sociedade mineira nos séculos XVIII e XIX, assim como a análise de experiências atuais de lugares e instituições que mantêm a tipografia viva no Estado. Ao longo do trabalho serão apresentadas outras redes existentes, partindo dos tipógrafos em atividade de Minas Gerais em conexão com pessoas que ainda se dedicam a esse ofício em suas mais diversas formas de atuação (como ofício ligado ao design, de forma artística, como pesquisa etc.). Com a proposição de uma metodologia aliada ao uso das tecnologias da informação, pretende-se ampliar as potências dessas conexões, extrapolando as dimensões físicas e territoriais de Minas Gerais, a partir do compartilhamento de memórias e saberes.

Design aplicado às tecnologias de Rede Colaborativa: Projeto para Diufsão da Memória Coletiva de Minas Gerais.

Agradecimentos:

Aos meus pais, Marilda e Walter, e aos meus irmãos, pelo exemplo de vida, de luta e de honestidade. Especialmente à Alessandra Maria Soares, esposa, mãe dos meus filhos e sócia no exercício incansável do design, por me proporcionar disponibilidade e coragem.

Agradeço a confiança, parceria e disposição do meu orientador, Prof. Dr. Sérgio Antônio Silva, que me apresentou o mundo das letras, e à Fernanda Mourão, pela criteriosa revisão.

Ao Sr. Sebastião Bento da Paixão. Mestre tipógrafo, letrista e projecionista de cinema da Cidade de Jequitinhonha, ensinou-me a imprimir em sua prensa centenária e deixou-me o legado de continuar a dar vida a ela. A Cláudio Bento, poeta e sobrinho que intermediou todo o processo e forneceu ricas informações. Aos tipógrafos contemporâneos, pesquisadores, professores (em especial ao Flávio Vignoli, Glória Campos, Marcelo Drummond, Mário Azevedo) que contribuíram com entrevistas, empréstimos de livros e informações valiosas.

À Eleonora Santa Rosa, pela parceria profissional, amizade e reconhecimento do meu trabalho, e por proporcionar acesso a pessoas, espaços e equipamentos culturais do mais alto nível no Brasil e no mundo.

Ao tipoeta Guilherme Mansur, pela vida dedicada ao ato de imprimir para além das funções utilitárias e por abrir as portas de sua gráfica e desse universo em Ouro Preto.

Ao amigo, professor, pesquisador e parceiro em diversos projetos e que me levou para a academia, Leonardo Rocha Dutra, com quem tive o prazer de realizar a animação Tipos Móveis.

Ao grande articulador de redes Cesar Piva e à equipe da Fábrica do Futuro, por dar espaço à experimentação.

Ao Marcelo Braga, amigo e realizador audiovisual, pela oportunidade de registrar o lado mágico do Jequitinhonha e pelas discussões, críticas e realização de trabalhos em conjunto.

À Izabela Vecci, pela apresentação de autores e pelas conversas sobre memória.

À Maria Eugênia e à equipe do Inhotim, por permitir discussões profundas e expansão das possibilidade das redes conectadas ao universo educativo e patrimonial.

A Eduardo de Jesus e Álvaro Andrade Garcia, pelas experiências pioneiras com as multi-mídias.

Ao Rodrigo Minelli (in memorian) e ao grupo de live images F.A.Q., pelas pesquisas, vivências, viagens e deslocamentos em prol da rede do audiovisual de forma coletiva e colaborativa.

À Ângela Maria Soares e ao Juvêncio Braga Lima, pelo acolhimento, incentivo, conversas, sugestões e contribuições fundamentais.

À equipe e aos parceiros da Voltz Design, pelas trocas, aprendizado e convivência diária.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Publicações, Tipografia em 26/03/2016    


 

Foto em Pauta 2016 – Performance audiovisual

Performance Audiovisuai – Rede Tipográfica de Minas Gerais from Voltz Design on Vimeo.

Por causa das fortes chuvas, as 2 performances programadas (para sexta e sábado) se modificaram em um ensaio aberto no sábado a tarde e uma apresentação oficial a noite. André Travassos, no violão (Câmera) e Renato Moura, na percussão (Pequeno Céu) criaram o clima sonoro para o sistema que alternava os vídeos e fotos a partir do uso da alavanca da prensa centenária.



A intenção era comemorar os 20 anos da Voltz participando nos eventos de parceiros. A partir de todos esse envolvimento com essa edição do Foto em Pauta em torno dos clichês fotográficos e do uso da tipografia, optou-se por se fazer uma apresentação pública de fragmentos da dissertação de Cláudio Santos Rodrigues. A pesquisa realizada no âmbito da Programa de Pós-Graduação da Escola de Design da UEMG, trata do Design aplicado às tecnologias de rede colaborativa: projeto para difusão da memória coletiva da tipografia em Minas Gerais.


Pesquisa, edição e performance | Cláudio Santos Rodrigues

Imagens | Alessandra Maria Soares e Fábio Martins (ao vivo)
Cláudio Santos Rodrigues, Leonardo Rocha Dutra e Rede Minas (acervo)

Trilha Sonora | André Travassos e Renato Moura (ao vivo)
O Grivo e Lucas Miranda (incidental)

Desenvolvimento de Sistema | Sérgio Mendes

Agradecimentos | Alessandra Maria Soares, Eugênio Sávio, Fábio Martins
Isadora e Miguel Soares Rodrigues, Marcello, W. Tostes e Sergin Castanheira

Jardim do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes – 2016


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Festival, Mostra, Performance, Tipografia, Video em 16/03/2016    


 

devagar – evento

O evento aconteceu no Teatro Marília. Transportamos a prensa e todo material necessário e montamos nosso set de impressão de papel, áudio e vídeo.

Após a montagem da rama e o acerto de tinta e de posicionamento, iniciamos a montagem do sensor que foi acoplado ao braço da impressora. A ação se dá pela proximidade do sensor com um imã, que conectados a uma placa via arduíno e computador, desencadeiam a ação de exibir as imagens e vídeos relacionados aos 20 anos da 20 voltz. Pelo projeção era possível ver vídeos autorais, detalhes e fragmentos de nossa história.

Depois que tudo estava testado começaram a chegar os curiosos e interessados. Primeiro um grupo de deficientes visuais, tocaram e sentiram a textura da máquina e do papel e do cheiro da tinta, acompanhados pelo pessoal do SVOA, grupo de audiodescrição, convidados pelo evento. Ao longo do dia as mais diversas pessoas puderam imprimir e entender melhor sobre os tipos móveis e como ressignificamos sua utilização.

Enquanto isso, todo Teatro Marília e principalmente o auditório estavam tomados por um público diverso, para assistir as palestras / performances, que foram todas registradas ao vivo pela Rede Minas. A sinalização basicamente se deu através de desdobramentos do logotipo criado por nós, que ficaram ao longo do espaço.

Para saber e ver como foram outras atividades acesse a página do facebok do Devagar.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Palestra, Performance, Sinalização, Tipografia, Video, Voltz em 18/12/2015    


 

devagar – manifesto

Prova de prelo de parte do texto manifesto do DEVAGAR, impresso em tipos móveis na tipografia Matias em BH. Abaixo, primeira logo da Voltz, a partir de clichê. Durante o evento, enquanto as pessoas usam a prensa para acessar vídeos e fotos, elas vão gerando uma impressão com tinta em papel, que podem levar para casa como lembrança do evento.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Editorial, Evento, Performance, Tipografia, Video, Voltz em 11/12/2015    


 

devagar + voltz 20 anos

Fragmentos e conexão de uma história. Pessoas, máquinas e sonhos

Em 2006, a Voltz adquiriu a prensa tipográfica centenária do Mestre tipógrafo do Jequitinhonha Sr. Sebastião Bento da Paixão. Tanto o maquinário, quanto os tipos e os clichês foram ressignificados se apropriando das possibilidades de ligação entre os meios analógicos e digitais.

Em 2008, aconteceu o projeto SIMBIO, que teve como prerrogativa apresentar uma simbiose entre diferentes formas de manifestações artísticas. Foi apresentado por Cláudio Santos Rodrigues (design, vídeos, composição e impressão tipográfica e videográfica), Guilherme Lessa (roteiro), Sérgio Mendes (desenvolvimento de sistema) e Fabiano Fonseca (música) o Almanaque de perdas, fracassos e transformações. Uma instalação audiovisual composta por uma projeção e sistema interativo acionado por sensores de presença dispostos em seis bancadas. Nas bancadas ficavam disponíveis calendários com o verso em branco. O público assistia aos vídeos, refletia sobre o tema, escrevia suas notas no calendário e o jogava ao chão, a sua frente. Parte das mais de 500 anotações recolhidas durante a exposição foram digitalizadas e compuseram o material para a performance que utilizou a prensa tipográfica.


O Simbio Remix, em 2009 foi o formato ao vivo e o diálogo multimídia dos artistas envolvidos no projeto, com música, vídeo e interações em tempo real. Durante a apresentação, calendários eram impressos e, nas telas, simultaneamente, exibidas as imagens dos calendários escritos que foram deixados pelos visitantes da exposição na Casa do Baile, em Belo Horizonte. O que se deu foi a integração dos suportes através de uma interface mecânico-digital, gerando uma máquina de imprimir vídeos e imagens. Abaixo uma breve explicação do funcionamento do sistema de impressão de vídeos:

1) O operador executa o movimento de impressão da tipografia.

2) O sensor é acionado através do contrapeso.

3) Um circuito eletrônico que permite a exibição de uma mídia é disparado.

4) Imagens e vídeos são acionados e exibidos.

5) A pessoa sai com um impresso de lembrança

Em 2015, o coletivo DEVAGAR nos procurou para que pudéssemos criar a identidade visual de uma nova proposta de evento/performance/espaço de troca de ideias. Nos identificamos de cara e viramos parceiro do projeto. Com isso, resolvemos resgatar a traquitana que exibimos em 2008/2009 e que, agora, poderá ser manipulada pelos participantes, com um conteúdo que revela fragmentos da relação da Voltz com a cultura de Belo Horizonte ao longo desses vinte anos. Além de manipular uma interface centenária, os visitantes poderão levar para casa um texto exclusivo do DEVAGAR e impresso por eles mesmos.

O DEVAGAR é um grupo de pessoas ligadas à comunicação e interessadas em um tipo de reflexão e pensamento crítico sobre o mundo das notícias e a velocidade dele. Esse é o mote do projeto, formado por um grupo de sete mineiros – o coordenador Augusto Barros, os jornalistas Laura De Las Casas, Joana Diniz e Caíque Pinheiro, o administrador Erlon Filgueiras, o arquiteto Guilherme Vasconcelos e o advogado e escritor Frederico Linhares.
O evento terá o diálogo entre os debatedores e artistas que criraram obras específicas para o Seminário.
- O sistema da dívida pública: Maria Lúcia Fatorelli, Maria Leite e Sara Lana

- O princípio da dualidade onda-partícula: Gabriela Barreto Lemos e Henrique Roscoe

- Sérgio Godinho e os 15 anos de experiência em pedagogia e democracia

-Daniel Iglesias e a antropologia do selfie

Dia: 12/12/15 – Local: Teatro Marília – Belo Horizonte, das 14h às 20h.

Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Exposição, Música, Performance, Tipografia, Video em 10/12/2015    


 

Rede Educativa Inhotim

Este projeto se iniciou com a implantação de uma rede digital incorporada à metodologia educativa existente do Instituto Inhotim. A Voltz design junto a equipe do educativo do Inhotim desenvolveu uma rede junto aos usuários e aos projetos existentes no período entre abril de 2013 até sua expansão em forma de um aplicativo para dispositivos móveis lançado em março de 2015. Ao longo do ano de 2014 foram implementadas ações relacionadas à manutenção, formação interna e incorporação de novas metodologias e ferramentas. Todas essas ações foram produzidas no âmbito do programa Educativo do Inhotim, partindo de um projeto piloto do Instituto – Jovens Agentes Ambientais. Nos artigos publicados sobre essa proposta, pode-se ver como  design da informação permite que os fluxos da rede criem uma memória de seus próprios processos e como a rede pode se manter viva, em conexão com outros projetos, e quais podem ser os próximos passos para a sustentabilidade de sua existência.

Abaixo um infográfico que revela todas as ações implementadas e a continuidade da Rede Educativa Inhotim.

Para entender toda metodologia de desenvolvimento, leia o artigo escrito por Cláudio Santos Rodrigues (Voltz), Maria Eugênia Salcedo Repolês (Inhotim) e Sérgio Antônio Silva (UEMG). Este artigo foi apresentado e publicado nos seguintes congressos:

VIII Congresso Internacional de Diseno de La Habana (Cuba) >>
II Colóquio Internacional de Design – Belo Horizonte >>
VII Congresso Internacional de Design da Informação >>

Além de uma busca por aprimorar as ferramentas já existentes na Rede, foi iniciado um processo de elaboração de uma interface que avançasse em relação ao ambiente tradicional, no que diz respeito aos recursos de visualização e análise das publicações. Foi, portanto, desenvolvida a Interface Modular Relacional, como uma maneira alternativa de organizar e exibir os conteúdos da Rede Educativa. Pela navegação modular, cada projeto ganha um ambiente de síntese, com informações básicas e listagem de seu conteúdo, além de uma organização visual que quebra a lógica hierárquica da navegação existente.

interfaces imr sep 2015 from Voltz Design on Vimeo.

A Voltz idealizou, implementou e coordena todo o projeto e para a produção da plataforma, aplicativo e interfaces de visualização de dados, conta com a parceria da Fábrica do Futuro, Ciclope e Sumbioun.


Categoria: Aplicativo, Internet, Plataforma em 01/10/2015