Evento

INDIE 2017

Boa sorte ao Indie e aos amantes do cinema revolucionário deste mundo

Assim começa o texto de Francesca Azzi curadora do Festival há 17 anos.

“Há 17 anos nos perguntamos o que queremos ser como um festival de cinema independente. Há 17 anos a resposta parece estar cada vez mais clara. Com as últimas reviravoltas políticas do país, perdemos a inocência. O INDIE se tornou adulto apesar de ainda não ter alcançado sua maioridade. Se antes nos perguntávamos que tipo de festival gostaríamos de ser, sem seguir formatos prontos, sem sofrer com as forças políticas e econômicas que nos colocavam desafios para nossa existência, hoje queremos seguir sendo o que construímos, ao longo do tempo, como ideia, mas sem abrir mão de nossa liberdade curatorial ou do nosso quase “estatuto” de que um festival precisa necessariamente de conceitos e de filmes que questionem e revigorem o próprio cinema. Um festival como o INDIE pensa em cada escolha, e são elas que tecem os meandros de nossa especificidade enquanto um festival.”

Queremos ser o que somos, e do tamanho que somos, não há nenhuma outra intenção aqui que não a de trazer o pensamento contemporâneo sobre o cinema através dos filmes, dos conteúdos dos filmes, dos diretores dos filmes e da história do cinema. Esta é nossa maneira de fazer política. Um festival é em si um ato político – o cinema é algo que pode revolucionar a maneira de pensar do indivíduo, trazê-lo para um mundo mais íntegro que respeita as diferenças individuais e culturais, que complexifica a vida ordinária para trazer à luz a liberdade estética e experimental.  O cinema pode servir a uma experiência libertadora, e abrir para infinitas possibilidades do pensamento.”

O cineasta homenageado este ano foi o francês Philipe Garrel, que nos inspirou com seu cinema intimista. “Marcado pelo preto & branco, pelo silêncio mortal das entrelinhas, por uma música poética ou dramática, e pelo enigma que ilumina a metáfora feminina. E assim será desde sempre.”… Além disso, o espírito de seus filmes dialogam com a proposta de sempre do Indie, de resistir e fazer da forma que seja possível. “Há um consenso entre críticos e teóricos franceses … de que a obra de Garrel poderia ser dividida em dois grandes momentos. Na primeira fase marcadamente mais experimental teríamos os primeiros filmes, que ele mesmo, Garrel, denominaria como realizados nos “anos obscuros” de 1969 a 1979, sem recursos, de maneira mais underground, apoiado pelo grupo de amigos de uma geração que viveu intensamente o maio de 1968 na França.”

O catálogo permitiu conhecer ainda mais o cineastas a partir de vários textos e entrevistas.

Para a identidade de 17 anos anos, bem vividos de forma resiliente e potente, buscamos os detalhes que está no nosso entorno. O que fica ao nosso redor e que nem sempre percebemos. Rastros, fragmentos e sutilezas. Algumas das imagens utilizadas foram produzidas há mais de 7 anos e que agora se revelam para dar vida e trazer o sentimento desta edição.

A marca deste ano parte de letras escritas com pedaços de gravetos e folhas secas. A composição final tratada digitalmente é uma colagem gráfica dessas proposições. A tipografia dos títulos foi uma “typewriter” para remeter ao caráter analógico do texto original. Criamos também um manifesto tipográfico que norteou o processo de criação e a produção fotográfica realizada por Cláudio Santos.

Outra inspiração veio de alguns filmes de Philippe Garrel, onde os papéis de parede com motivos florais aparecem. Eles nos remeteram a uma memória afetiva de elementos que fazem, ou faziam parte da nossas vidas e do nosso imaginário. Daí criamos uma padronagem para a “guarda” do catálogo, a partir de flores secas guardadas por Alessandra Maria Soares por algum tempo. Essa é única parte colorida dos elementos gráficos que produzimos.

Identidade visual, peças gráficas, sinalização, vinheta e website: voltz design
Direção de criação e produção: alessandra maria soares, cláudio santos
Designers: andré travassos, cláudio santos, jenifer abad
Produção gráfica: renato moura
Vinheta: cláudio santos rodrigues (direção), leonardo rocha dutra (animação), bernardo bauer e renato moura (trilha sonora) – voz de emmanuelle riva em liberté, la nuit de philippe garrel.

Categoria: Animação, Editorial, Evento, Experimental, Filme, Identidade Visual, Sinalização, Tipografia em 17/09/2017    


 
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Hermes Pardini – Videowall e Identidade Visual para Stand

A partir do desenvolvimento da instalação audiovisual “Desmedido Humano”, que realizamos para o Hermes Pardini no CCBB-BH, fomos convidados para criar a Identidade Visual do Stand para a principal feira do segmento.

Hermes Pardini – Sinalização Audiovisual para Stand

A partir de projeto da arquiteta Isabela Vecci de BH, realizamos um trabalho em parceria com a empresa de montagem Poli Design de São Paulo. O resultado do ficou diferenciado ao utilizar materiais inusitados e soluções visuais. impactantes.

Hermes Pardini – Videowall e Identidade Visual para Stand

Além do Stand principal ainda sinalizamos a sala de treinamento com conteúdo dinâmico que anunciava a programação diária.

Ficha Técnica:

Idealização e Realização: Departamento de Comunicação Hermes Pardini
Direção de Criação e Produção: Alessandra M. Soares e Cláudio Santos Rodrigues
Projeto Arquitetônico: Isabela Vecci
Design: Luis Felipe Bacarense
Edição de imagens videowall: Henrique Roscoe
Trilha sonora: O.ST Trilhas
Edição de conteúdo informativo dinâmico: Marco Nick
Projeto Técnico, 3D e Execução: Poli Design (SP)


Categoria: Animação, Evento, Identidade Visual, Instalação, Video em 15/06/2017    


 
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Festival de Fotografia de Tiradentes – 2017

Desde 2014 cuidamos da identidade visual e sinalização do Festival de Fotografia de Tiradentes. Neste ano partimos das ilustrações do artista local Thi Rohrmann e do uso da tipografia para reforçar a localização das diversas atividades.

O evento aconteceu entre os dias 22 e 26 de março, com diversas exposições, workshops, palestras, debates, leituras de portfólio, projeções de fotografias e atividades educativas voltadas para a comunidade local.

O Festival proporciona ao público ricas experiências e trocas com profissionais de renome nacional e internacional, cuja produção artística é representativa no cenário da fotografia brasileira.


Categoria: Editorial, Evento, Exposição, Identidade Visual, Mostra, Publicações, Sinalização, Tipografia em 21/04/2017    


 
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Sou do Mundo, Sou Minas Gerais – Instituto Unimed

Unimed – Sou Minas Gerais

o Instituto Unimed-BH é o patrocinador do Festival Cultural de Belo Horizonte, que foi realizado dia 23 de outubro, no Grande Teatro do Palácio das Artes. O evento artístico celebrou a universalidade da mineiridade e foi inspirado na arte produzida em Belo Horizonte nos últimos 45 anos.

Com o tema “Sou do mundo, sou Minas Gerais”, o espetáculo fez uma homenagem à frase conhecida em todo o Brasil pela canção “Para Lennon e McCartney”, composta por Fernando Brant, Márcio Borges e Lô Borges e imortalizada na voz de Milton Nascimento, no início da década de 1970. A montagem cênico-musical percorreu do Clube da Esquina ao Pop Rock, passando por seus poetas, pela cultura popular, pela religiosidade, pelo teatro, pela dança, pelos ritmos de seus tambores, pela tradição, pelo novo e pelo desejo de síntese.

O Festival contou com 400 participantes dos cursos de percussão, balé, coral lírico infantil e dança de rua da Escola de Artes, projeto viabilizado pelo Instituto Unimed-BH no Aglomerado do Morro das Pedras. Como convidados, contará com apresentações do grupo de percussão e de congado Bloco Saúde, com regência de Maurício Tizumba, em parceria com a Associação Cultural Tambor Mineiro, além da Orquestra Sinfônica de Betim, o Coral Unimed-BH, o Grupo Jazz Mira e o Grupo de Palhaços Uniclown.

Direção artística: Gilvan de Oliveira, músico, arranjador e diretor musical do grupo Ponto de Partida
Direção de cena: Inês Amaral
Direção de produção: Lilian Nunes (Coreto)
Direção de produção audiovisual: Alessandra Maria Soares (Voltz)
Cenografia digital (executada ao vivo): Cláudio Santos Rodrigues (Voltz), Chico de Paula e Henrique Roscoe


Categoria: Animação, Evento, Festival, Performance em 06/04/2017    


 
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II Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento – Diamantina 2016

O II Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento, teve lançamento de diversos livros, oficina de gravura, palestras de altíssimo nível, com presenças nacionais e internacionais.

Vejam a programação. https://www.ufmg.br/online/arquivos/046007.shtml


Apresentamos em formato ao vivo, versão remix. TIPOEMA – MOVIMENTO 2, com  uso de sensor acoplado a minha prensa centenária, que permite imprimir vídeos!! Com Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes, a partir da instalação audiovisusal Tipos Móveis e o vídeo tipoema que produzi com Lucas Miranda Vieira, Leonardo Dutra, Eleonora Santa Rosa e Guilherme Mansur.


O mais rico desse encontro foi comprovar que estamos no caminho certo, ao promover o encontro de diferentes gerações de tipógrafos com jovens artistas e gravadores. Das Letras com o design. Da restauração com a tecnologia digital. Um caminho interdisciplinar que visa o agora e o futuro,  ao ressignificar e valorizar o passado.

No final o melhor de tudo foram as conversas paralelas e ouvir as estórias de figuras emblemáticas. Dulce e o ineditismo e coragem da Memória Gráfica oficina de gravura. O casal do Museu Xilogravura, com uma vida dedicada a este universo. José Lourenço da Lira Nordestina com sua sabedoria e sensibilidade. Os “punks” da UFG de Goiânia nos mostraram que temos que continuar a fazer. Ainda contamos com a presença delicada e a força do projeto Colombiano de resgate da tipografia em conexão com o design. Tomé de SP nos apresentou uma fundamentação e uma sofisticação nas soluções gráficas.

Sérgio Antônio Silva apresentou a Tipografia Kosmos e o Tipolab ED-UEMG e lançou o Tratado da Gravura. Importante livro com belo projeto gráfico do LDG-UEMG. Apresentei e reforcei mais uma vez o compromisso assumido com o mestre Sebastião Bento da Paixão do Jequitinhonha. Por fim, à turma de BH. O livro/filme Prelo coroou o encerramento com os jovens designers e a bela homenagem ao sr. Ademir Matias, nosso grande mestre. Ainda teve produção coletiva de alta qualidade para quem esteve lá colocar a mão na tinta e levar para casa esse registro.

Parabéns aos organizadores, colaboradores e todos que estiveram por lá. Um encontro que reforça o laço com velhos e novos amigos. Foi e será para sempre inesquecível. Ficou gravado na alma !!!


Categoria: #voltz20anos, Evento, Experimental, Performance, Tipografia em 12/12/2016    


 
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O desmedido, humano – instalação audiovisual imersiva

Voltz / Hermes Pardini _ O Desmedido Humano _

A partir da proposta de desenvolver uma experiência sensorial imersiva sobre o corpo humano e todas as suas peculiaridades, o Hermes Pardini lança a instalação “O Desmedido, Humano” dentro da exposição ComCiência. Foi criado um ambiente que possibilite olhar para o interior do corpo humano, por meio de diferentes sensações.

Ao todo, a exposição tem 17 telas sobrepostas e três grandes projeções em multi-telas cenográficas com tecidos semi-transparentes fragmentados, criando camadas e efeito de profundidade. Imagens de órgãos e elementos em 3D e estruturas captadas por meio de exames de imagem, como cadeias de DNA, batidas do coração, ressonâncias magnéticas e radiografias e são alguns exemplos que estarão representados graficamente.

A Galeria 2 do CCBB está ambientada com puffs para que os visitantes vivenciem essa experiência. Para isso, além das imagens que foram trabalhadas plasticamente, com fragmentação e composição cromática, o coletivo O.ST Trilhas produziu uma trilha sonora original, que remeterá com maior proximidade aos sons internos do corpo humano, misturada com uma sonoridade sintética e poética.

Criada a partir da mistura de instrumentos como guitarra, teclados, gongo e xilofone, e sons de objetos como ventilador, água em uma bacia, cântele, sementes, sintetizadores de vários tipos e sons de máquinas de exames e do corpo humano, os belo horizontinos do Coletivo O.ST Trilhas construíram a trilha sonora da instalação. A concepção do som mescla elementos orgânicos e eletrônicos, que possibilitou uma viagem pelo interior humano. Compreendemos que o som enquanto sentido é um elemento fundamental no cotidiano e também será um guia nessa jornada sinestésica da instalação.

O Desmedido, Humano dialoga com a exposição ComCiência de Patricia Piccinini, que também estará em cartaz no CCBB, uma vez que o fio condutor de ambas é o corpo humano. É uma interpretação lúdica com a Genética, a Citogenética, a Terapia Celular com Células Tronco, o Corpo Humano e o respeito as diferenças.

Veja matéria publicada no site do Hermes Pardini >>

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O Desmedido,Humano
CCBB Belo Horizonte – Galeria 2
11 de outubro de 2016 a 10 de janeiro de 2017
Classificação Livre
Entrada Franca
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Realização: Hermes Pardini
Concepção: Alessandra M. Soares / Cláudio Santos Rodrigues (Voltz) e Chico de Paula
Coordenação: Alessandra M. Soares e Aline Xavier
Expografia: Isabela Vecci
Produção: Ana Carolina Antunes
Trilha sonora: O.ST Trilhas
Gravação: Leonardo Marques (Ilha do Corvo)
Mixagem 5.1: Ronaldo Gino (La Table Produtora de Som)
Edição de imagens: Henrique Roscoe
Tecnologia audiovisual: Flávio Loureiro e Ricardo Rocha (EAV Engenharia Audiovisual)


Categoria: #voltz20anos, Animação, Evento, Experimental, Exposição, Filme, Instalação em 13/10/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Performance audiovisual

Performance Audiovisuai – Rede Tipográfica de Minas Gerais from Voltz Design on Vimeo.

Por causa das fortes chuvas, as 2 performances programadas (para sexta e sábado) se modificaram em um ensaio aberto no sábado a tarde e uma apresentação oficial a noite. André Travassos, no violão (Câmera) e Renato Moura, na percussão (Pequeno Céu) criaram o clima sonoro para o sistema que alternava os vídeos e fotos a partir do uso da alavanca da prensa centenária.



A intenção era comemorar os 20 anos da Voltz participando nos eventos de parceiros. A partir de todos esse envolvimento com essa edição do Foto em Pauta em torno dos clichês fotográficos e do uso da tipografia, optou-se por se fazer uma apresentação pública de fragmentos da dissertação de Cláudio Santos Rodrigues. A pesquisa realizada no âmbito da Programa de Pós-Graduação da Escola de Design da UEMG, trata do Design aplicado às tecnologias de rede colaborativa: projeto para difusão da memória coletiva da tipografia em Minas Gerais.


Pesquisa, edição e performance | Cláudio Santos Rodrigues

Imagens | Alessandra Maria Soares e Fábio Martins (ao vivo)
Cláudio Santos Rodrigues, Leonardo Rocha Dutra e Rede Minas (acervo)

Trilha Sonora | André Travassos e Renato Moura (ao vivo)
O Grivo e Lucas Miranda (incidental)

Desenvolvimento de Sistema | Sérgio Mendes

Agradecimentos | Alessandra Maria Soares, Eugênio Sávio, Fábio Martins
Isadora e Miguel Soares Rodrigues, Marcello, W. Tostes e Sergin Castanheira

Jardim do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes – 2016


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Festival, Mostra, Performance, Tipografia, Video em 16/03/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Impressão em tipografia da Capa do Catálogo e caderno

A relização da capa catálogo e do caderno promocional  do 6º Festival de Fotografia de Tiradentes aconteceu numa sexta-feira, 5 dias antes do festival.

6º Foto em Pauta + Voltz + Tipografia Assunção from Voltz Design on Vimeo.

O desafio era imprimir, em apenas um dia, 3.000 capas no papel ficha ouro 180 gr, a partir de uma composição de clichês fotográficos. Saímos de Tiradentes pela manhã, abençoados pela Serra de São José, rumo a São João del-Rei. Era preciso voltar ainda no final do dia para BH para entregar as capas para a Gráfica Paulinelli que estava rodando o miolo. Saturno/Cronos olharam por nós…

Nos enfurnamos no interior da Gráfica Assunção e começamos a escolher os clichês. Como forma de respeito e homenagem, os clichês dos retratos foram escolhidos a dedo por Sr. Afonso. Ele utilizava talco para identificar cada rosto e lembrava de cada um que se revelava. Após o quebra-cabeça da composição, necessária para encaixar a logo, partimos para o cuidadoso trabalho de limpar cada clichê para se obter a melhor a impressão. Gastamos toda manhã neste processo.

Após a rama montada, partimos para a impressão da primeira cor em vermelho, na heidelberg de leque utilizada nos últimos tempos apenas para numerar notas fiscais. Logo após o almoço, voltamos otimistas, mas a prensa precisava de ajustes e de algum afago para dar conta do recado. Sr. Afonso envolveu todos os funcionários no processo, que foi feito de forma harmoniosa e bem humorada. Seu filho chegou e acabou de deixar a máquina azeitada.


Daí foi só aguardar o tempo da própria impressão e ficar ao lado para acompanhar. Como tudo transcorria dentro do previsto, optamos por imprimir também a capa e montar um caderno promocional do evento. Saímos da gráfica com parte dos impressos às 18h45,  faltando 15 minutos para pegar o ônibus rumo a BH….


Ficha técnica:

Concepção: Cláudio Santos Rodrigues e Eugênio Sávio
Composição: Cláudio Santos Rodrigues e Sr. Afonso
Impressão: Quincas
Ilustração: Thi Rohrmann
Imagens: Cláudio Santos Rodrigues e Miguel Rohrmann
Edição do vídeo: Cláudio Santos Rodrigues
Trilha Sonora: Invisível
Produção: Alessandra Maria Soares e Renato Moura
Realização: Foto em Pauta e Voltz Design
Agradecimentos: A todos da Gráfica Assunção e Sergin Castanheira


Categoria: #voltz20anos, Evento, Experimental, Festival, Mostra, Tipografia em 16/03/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 / Tipografia Assunção

Lugares e imagens que sobrevivem – Oficina aberta e performance audiovisual


Este ano para a identidade visual do 6º Foto em Pauta – Festival de Fotografia de Tiradentes, partimos da pesquisa acerca da Rede Tipográfica de Minas Gerais de Cláudio Santos Rodrigues. A ideia era pesquisar um acervo de clichês fotográficos na região do campo das vertentes, principalmente entre Tiradentes e São João Del Rei. Daí, chegamos na Gráfica Assunção. Em uma primeira investigação, feita por Eugênio Sávio e Sergin Castanheira (Foto em Pauta) vimos as ricas possibildades que se abririam. Conseguimos tirar dos arquivos, o velho prelo e dar vida novamente a alguns clichês. Daí, surgiu uma nova proposta: transformar o que seria um workshop em uma oficina aberta onde a Voltz + o Foto em Pauta realizariam um livro durante o festival, a partir do acervo do Gráfica Assunção. Além disso, optou-se em apresentar a pesquisa sobre a Tipografia em Minas Gerais no formato de uma performance audiovisual com o sistema de imprimir videos, que estamos aperfeiçoando a cada novo uso.

A segunda visita se deu em plena sexta-feira, dia 19.02.2016. Chegamos às 10h30 conforme combinado e Sr. Afonso estava lá assisitndo TV atrás do balcão. Iniciamos a conversa tendo 3 objetivos como meta. Um seria escutá-lo para dar continuidade à pesquisa da Rede Tipográfica de Minas Gerais. O outro seria conseguir ter acesso a seu acervo para poder usar como suporte para um livro-homenagem a essa técnica e a esses homens-máquinas. O terceiro seria fazer um orçamento para ver a viabildade de imprimir o catálogo do 16º Festival Foto em Pauta, parte em tipografia e parte em off-set. Acabamos fechando de imprimir a capa do catálogo utlizando os antigos clichês fotográficos na Heidelberg de leque.

Sr. Afonso tem 64 anos de profissão. Recebe as pessoas, mas a todo momento Laércio, auxiliar administrativo que está lá há 22 anos, dá continuidade aos atendimentos. Os orçamentos ainda são conversados, tem que ser analisados e aprovados por ele antes de enviar. Após uma longa conversa ele nos convida a adentrar. Começamos passando pela pré-impressão, que ainda é chamada de Arte-Final. Nos mostra um gaveteiro que virou armário de papéis. Passamos por uma Catu em funcionamento ao lado de um antigo relógio de ponto. Daí chega-se ao salão principal, com as impressoras e mesas de montagem.

Para o lado esquerdo, por uma pequena porta, entramos em salas que viraram depósitos. Junto a potes de tinta e papéis, se encontra uma mesa de sinuca e uma “feijãozinho”. Entramos por mais um corredor e chegamos em um gaveteiro desgastado pelo tempo mas repleto de clichês em ótimo estado. Ao som do sino da Igreja do Pilar, vamos abrindo gaveta por gaveta e nos deparamos com toda sujeira possível por conta dos diversos insetos e pequenos roedores que devem passear por ali há anos. Nesse garimpo, encontramos também fotos de anúncios fúnebres, além de logotipos de associações religiosas, empresas locais, times de futebol, etc.

Retornamos para o salão principal e para o lado direito, caímos numa antiga quadra de futebol de salão, com as marcas ainda no chão. O teto foi coberto e hoje abriga pilhas de papéis e 2 heildelbergs de leque. Uma delas com a roalaria entintada de vermelho e em pleno funcionamento para numerar notas fiscais. Outro capítulo a parte, são os 3 catálogos de tipos e 1 de clichê. Impressos curiosos aparecem também, como é o caso do amigo da onça que era vendido para os estabelecimentos comerciais e uma antiga nota fiscal da empresa toda impressa em tipografia datada de 1974.


Em um dos catálogos da tipografia Assunção, cada tipo era nomeado como atores, atrizes de novela e personagens da televisão, assim como por jogadores de futebol, nome de amigos, de personalidades civis e religiosas da região. Os catálogos da Tipografia Progresso apresentavam os tipos em um texto que revela de forma didática como é o processo tipográfico e dava dica aos clientes da melhor forma de se usar os recursos gráficos.

Dando continuidade nessa história o próximo post será sobre como imprimimos a capa em tipografia, usando os clichês fotográficos e numerador.

Tipografia e Papelaria Assunção
Rua Marechal Deodoro, 36 – (32) 3371 2954 / 3371 2410
[email protected]


Categoria: #voltz20anos, Evento, Experimental, Exposição, Festival, Performance, Tipografia, Video em 07/03/2016    


 
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simbio 2016

O Simbio  é um evento no qual participamos desde a primeira edição, tanto com a identidade visual assim como um dos trabalhos. “Almanaque de Perdas Fracassos e Trasnformações”.

A palavra simbiose é definida como uma associação entre dois seres vivos na qual ambos são beneficiados. No 5ª Simbio, aberta a partir do dia 21 de fevereiro no Espaço Mari’Stella Tristão, no Palácio das Artes.


Para esta edição foram convidados os artistas plásticos Aruan Mattos e Flavia Regaldo, o músico Barulhista, o fotógrafo João Castilho, o designer Shima, a bonequeira Cássia Macieira e o grafiteiro Warley Desali. Cada um deles, por sua vez, foi desafiado a convidar outros artistas para trabalhar em um objeto. A idealização e direção artística é de Jeff Santos, com Mercado Moderno, Kika e Francisca Caporali (Ja.ca).

Para a identidade visual desta edição Jeff sugeriu o uso do recurso gráfico da Risografia. Daí iniciamos um série de testes com o pessoal da Entrecampo, de Ricardo Portilho (que já foi designer na Voltz entre 2002 e 2004) e Graziani Riccio. Foram vários testes de preparação das imagens e de composição para se chegar no resultado de cartazes que funde as imagens dos artistas.

FICHA TÉCNICA

Direção de Criação: Cláudio Santos Rodrigues
Designers: André Travassos, Cláudio Santos Rodrigues e Luís Matuto
Produção: Alessandra Maria Soares e Renato Moura
Preparação de arquivos e impressão em Risografia: Entrecampo


Categoria: Evento, Experimental, Identidade Visual, Sinalização em 26/01/2016    


 
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