Experimental

Fórum das Letras 2018

Começou no dia 01 de novembro, mais uma edição do Fórum das Letras de Ouro Preto. O evento literário movimentou a cidade barroca com debates, exposições e apresentações artísticas voltadas para adultos e crianças e segue até 04 de novembro. Com o tema “Emergências: Literaturas e Outras Narrativas”, o encontro homenageará os poetas Guilherme Mansur e Paulo Leminski. Em 2018, a curadoria é assinada pela coordenadora Guiomar de Grammont em parceria com o Sesc. A realização do evento, cuja programação foi inteiramente gratuita, é da Universidade Federal de Ouro Preto.


A abertura oficial do Fórum das Letras de 2018 aconteceu na Casa dos Contos, com a abertura das exposições “Silêncio Lascado – Guilherme Mansur & Paulo Leminski” e Mostra Literária do Sesc de Paulo Leminski. Em seguida, o público poderá acompanhar a apresentação do Coral do IFMG. A exposição  contou com o apoio da Voltz Design.

O primeiro dia de evento contará também com a Performance Homenagem: Tipoema: Movimento 7 – Mansur / Leminski. Trata-se de uma espetáculo mecânico/analógico/digital com uso de prensa tipográfica, música e imagens, realizado por Claudio Santos (Voltz), Leonardo Dutra e Fabiano Fonseca. Participaram também Ivan de Castro e Guilherme Garcia. A partir da manipulação de um sistema digital que alterna vídeos e fotos com uso da alavanca de uma prensa manual, serão apresentados haicais de Guilherme Mansur e poemas de sua parceria com Paulo Leminski. A apresentação aconteceu no Glória Bistrô. Foi apresentado material de arquivo jamais visto sobre Mansur e Liminski, além de alguns poemas impressos em tipos móveis no TipoLab – Laboratório de Tipografia da Escola de Design da UEMG.

HOMENAGEM

O ouro-pretano Guilherme Mansur é personagem de fundamental importância na história do Fórum das Letras. O tipoeta, como era chamado pelo concretista Haroldo de Campos, já participou de diversas edições do evento e recebe, agora, justa homenagem, ao lado do curitibano Paulo Leminski, falecido em 1989, de quem foi amigo pessoal. Além da performance Guilherme e Leminski também foram homenageados pela escritora Ouropretana Adriana Versiani e pelo Poeta Nicolas Behr, que junto a Guilherme Garcia tivemos a honra de passar uma manhã juntos, conversando, trocando palavras e impressos enquanto Guilherme organizava a chuva de poesia para o encerramento do evento.


Categoria: Evento, Experimental, Exposição, Performance, Sistema, Tipografia em 04/11/2018    


 
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Tipoema – Movimento 3

PERFORMANCE MECÂNICO/ANALÓGICO/DIGITAL
TIPOEMA – MOVIMENTO 3
POSLING – CEFET – MG  | 10 Anos
Belo Horizonte  | 19/06/2018

Tipografia e poema em movimento. Tipos animados, letras em marcha, o prelo feito agito. Tipografia e poesia: resistência. Deslocamento, a prensa pensa o movimento da tela. Um dispositivo mecânico – o braço – é o ponto de partida. Arranca, sobe o rolo, desce a tinta sobre a rama. Imprime-se sobre o papel, enquanto a tela, sob o comando do dispositivo acoplado à prensa – e ao som do momento – passa. Imagens estáticas e em movimento. O analógico e o digital, simultâneos. Transposição intersemiótica, semioses, simbioses.
O som da máquina, a música como elemento narrativo. E, na orquestração do movimento, a presença, a performance dos corpos. O tipógrafo transmídia, atravessado por diversas linguagens. O tipógrafo performer, poeta, guerrilheiro. O tipógrafo do ar, cheio de sonhos, em busca de um novo mundo, utópico e feliz. Ao fim, a impressão de que lutar é preciso, pois dias melhores virão. (Sérgio Antônio Silva)
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A partir do vídeo Tipoema de:
Cláudio Santos Rodrigues e Leonardo Rocha Dutra
Com Trilha Sonora original de:
Lucas Miranda
Animado e montado por:
Cláudio Santos Rodrigues, João Victor de Oliveira,
Leonardo Rocha Dutra e Luís Morici
Com Poema de:
Guilherme Mansur

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PERFORMANCE
Narrativa:
Cláudio Santos Rodrigues e Sérgio Antônio Silva
Sistema Prensa TIPOGRÁFICA + Audiovisual:
Impressão e Performance: Cláudio Santos Rodrigues
Programação de Software: Sérgio Mendes
Sistema Live AV / VJ:
Fabiano Fonseca
Trilha incidental, sampler e remix:
Vinícius Cabral
Impressão tipográfica:
Pedro Sako e Tatiane Quintino
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Conteúdos extraídos:
Livros: Homem ao termo – Affonso Ávila – Poesia Reunida (1949 – 2005)
Macunaíma – Mário de Andrade
Manifestos, revistas, periódicos, jornais e impressos:
MUNDO: COMUNISTA / FUTURISTA / DADAÍSTA / SITUACIONISTAS / INTERNACIONAL LETRISTA / BAUHAUS IMAGINATIVA /  COLÉGIO DA PATAFÍSICA  /  FLUXUS /  PROVOS / CONCRETO / MAIL ART  / PUNK  / NEOISMO  / CLASS WAR / PANTERAS NEGRAS / FEMINISTA / JIM JARMURSH
BRASIL: JORNAIS E PERIÓDICOS DE MARIANA E OURO PRETO / ANTROPÓFAGO / PAU-BRASIL /  RUPTURA  / GRUPO VANGUARDA / NEOCONCRETO  / MAMÃE BELAS-ARTES  / REVISTA KLAXON / REVISTA MALASARTES / A REVISTA / POEMA DE PROCESSO
BELO HORIZONTE: DEVAGAR  /  GRÁFICA TÁTICA / TIPOLAB / 62 PONTOS ESPAÇO GRÁFICO
Eleonora Santa Rosa, Tipografia Ouro Preto, Escola de Design UEMG, Posling – CEFET/MG, Saramenha Artes e Ofícios
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EDIÇÃO DO VÍDEO DE REGISTRO:
Cláudio Santos Rodrigues
CAPTURA DE VÍDEO:
Isabela Prado
Marcelo Braga de Freitas
TRILHA SONORA DA ABERTURA E ENCERRAMENTO:
TIPOBEAT/MANIFESTO_1
Trecho de audiocolagem feita por VCR a partir  dessa performance com samplers diversos e iconografias  auditivas relacionadas a grandes manifestos do séc. XX e XXI  e ao universo contemporâneo digital.

Categoria: Animação, Evento, Experimental, Performance, Sistema, Tipografia, Video em 18/07/2018    


 
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Céu Modernista – Painel de Cobogós – Sede Energisa MG / Cataguases

O DESAFIO
Temos um relacionamento com Cataguases desde 2007, quando a produtora Karla Guerra nos indicou para Cesar Piva do Instituto Fábrica do Futuro. Ele nos procurou para desenvolver o site do projeto Webvisão. De lá pra cá, nestes mais de 11 anos trabalhando em conjunto, nos tornamos parceiros e participamos de vários projetos. Hoje fazemos parte ativamente do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais. Com trajetória reconhecida, sobretudo, através de grandes produções realizadas a partir de 2010, o POLO é reconhecido em 2012 como APL (Arranjo Produtivo Local) reunindo realizadores, produtoras, e uma ampla rede de cooperação com a sociedade civil, universidades, empresas e governos. A Energisa é a principal empresa privada, parceira e patrocinadora do Polo Audiovisual da Zona da Mata.
Foi assim que conhecemos Mônica Botelho, presidente da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, mantida pelo grupo Energisa. Trabalhamos nos projetos de comunicação e estratégicos do POLO e no ano de 2017 a Voltz foi responsável também pelo desenvolvimento do site da Fundação, que comemorou seus 30 anos. Um trabalho importante que marca uma trajetória e revela a dimensão dos projetos desenvolvidos pela Fundação em Minas e no Brasil. Essa aproximação e envolvimento gerou o convite para que juntos,  pudéssemos pensar um painel para a fachada da sede da Energisa em Minas Gerais na zona industrial de Cataguases.
Paulo Rogério Lage (Relações Públicas do Grupo Energisa e proprietário da Saramanenha Artes e Ofícios) junto com Mônica Botelho, definiram qual seria o modelo de Cobogó a ser utilizado. Foi escolhido o modelo Twist da Burguina Cerâmicas Artísticas. O ideia é que teríamos que trabalhar com 3 cores: azul, amarelo e branco. A partir daí foram vários estudos e visitas técnicas dada a importância do projeto e em função do legado histórico da cidade de Cataguases. Outro fator de relevância seria realizar este projeto no ano de 2017, quase 90 anos depois do início do movimento modernista.
O COBOGÓ E O MODERNISMO EM CATAGUASES
O site especializado em arquitetura ArchDaily tem uma boa matéria sobre o legado modernista em Cataguases. “Com uma população com pouco mais de 70 mil habitantes, ao longo de sua história, Cataguases ficou conhecida por reunir uma série de significativas obras artístico-culturais ligadas à produção modernista brasileira a partir do século XX. As importantes obras variam entre as Artes Plásticas, Cinema e, sobretudo, Arquitetura, num panorama de produção entre as décadas de 1940 e 1950.
Do ponto de vista arquitetônico, Cataguases é repleta de particularidades e reafirma o papel social da Arquitetura brasileira, quebrando a ideia de pertencimento apenas ao território em questão, mas, por garantir importante papel histórico, social e construtivo no cenário nacional. Nos variados aspectos e peculiaridades, elementos decorrentes da linguagem moderna europeia difundida por Le Corbusier e a tropicalidade dos elementos presentes nas obras de Oscar Niemeyere Lúcio Costa ganham destaque na arquitetura produzida ao Município, fundindo-se e garantindo nova linguagem.” … “A fachada livre e janelas em fita marcam grande parcela das edificações em questão, entre residências e projetos institucionais, …  adotaram sistemas mais eficazes ao clima brasileiro, como o uso de brises soleil e beiral, na tentativa de controle da luz solar e qualidade térmica. Ainda na tentativa de controle solar, os arquitetos utilizaram com frequência, a adoção de elementos vazados cerâmicos, os chamados COBOGÓS, como elementos e permitindo a entrada de luz natural e brise ao calor, além de sistema de ventilação cruzada.
A ARQUIRTETURA DO PRÉDIO E AS CONSTELAÇÕES DO PAINEL
O projeto arquitetônico dos arrojados prédios da nova sede da Energisa Minas Gerais, tem a assinatura da DBB Arquitetura traz em sua fachada o painel ‘Céu Modernista’, obra que foi criada por Monica Botelho (FCOJB) e Cláudio Santos Rodrigues (VOLTZ) e executada pela equipe da Energisa, comandada pelo engenheiro Vicente Costa e Alexandre.
A ideia original de Mônica era de um padrão gráfico aleatório. Daí conseguimos avançar para um aleatório com conceito. Como um dos principais negócios da Energisa é a distribuição e fornecimento de energia elétrica, buscamos a ideia da luz primordial. A luz das estrelas e as constelações, que guiam e que toda noite está com todos e nos apresenta a possibilidade de ver que estamos inseridos num vasto mundo. Essa grandiosidade reflete o espírito do grupo.
A produção executiva foi realizada por Paulo Rogério Lage e o projeto de iluminação de LED, com consultoria de Pedro Pederneiras, permite que as luzes sejam dimerizadas com gradações diferentes, a partir de um sistema eletrônico controlado remotamente, desenvolvido pela equipe da Tekhne. O painel composto por 1.474 peças cobogós de 20cm x 20cm, é uma homenagem à arquitetura moderna brasileira. ‘Céu Modernista’ tem as dimensões de 14m x 4,60m nas cores azul, branco e amarelo, sendo que as cores claras representam as estrelas e o azul a noite.
O CÉU MODERNISTA

Criamos um grid com os cobogós azuis na escala do projeto e iniciamos uma construção gráfica a partir de uma referência de um céu constelado. As estrelas eram os cobogós brancos e o desenho das constelações foi grafado com os cobogós amarelos. Um elemento importante foi não ficar preso à constelação de um dia ou do ponto-de-vista da cidade ou do local. Porém, um fato curioso que surgiu ao longo do processo, foi a forma que a ideia foi recebida incorporada pelos diretores da empresa. Eduardo Alves Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Gerais se deu ao trabalho de subir no alto do prédio e através de uma aplicativo de visualização das constelações detectou a constelação de escorpião. Acabamos incluindo mais este elemento no projeto, trazendo uma carga emocional-afetiva e de engajamento com a ideia.

As constelações que inspiraram o painel e que mais podem se aproximar das que são vistas no hemisfério sul estão dispostas da esquerda para a direita: lince, escorpião, gêmeos, peixes, touro, órion, a pomba, o cinzel (caelum), eridanus, o escultor, a baleia, o dourado, aquário e fênix. Podem ser vistas de dia através da composição das cores dos cobogós.

O painel foi inaugurado no dia 26.02.2018, mesma data do início das atividades da Companhia Força e Luz Cataguases/Leopoldina, há 113 anos atrás. A partir de agora, durante todas as noites, as luzes de LED que ficam atrás do painel e que foram programadas em um sistema que permite a variação de intensidade, ilumina e revela as constelações para todos que passam por ali! A ideia agora é trazer dinamismo às variações de intensidade das lâmpadas, valorizando as diferentes formas de visualizar as constelações.

Categoria: Aplicativo, Arquitetura, Experimental, Instalação, Sinalização, Sistema em 24/02/2018    


 
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INDIE 2017

Boa sorte ao Indie e aos amantes do cinema revolucionário deste mundo

Assim começa o texto de Francesca Azzi curadora do Festival há 17 anos.

“Há 17 anos nos perguntamos o que queremos ser como um festival de cinema independente. Há 17 anos a resposta parece estar cada vez mais clara. Com as últimas reviravoltas políticas do país, perdemos a inocência. O INDIE se tornou adulto apesar de ainda não ter alcançado sua maioridade. Se antes nos perguntávamos que tipo de festival gostaríamos de ser, sem seguir formatos prontos, sem sofrer com as forças políticas e econômicas que nos colocavam desafios para nossa existência, hoje queremos seguir sendo o que construímos, ao longo do tempo, como ideia, mas sem abrir mão de nossa liberdade curatorial ou do nosso quase “estatuto” de que um festival precisa necessariamente de conceitos e de filmes que questionem e revigorem o próprio cinema. Um festival como o INDIE pensa em cada escolha, e são elas que tecem os meandros de nossa especificidade enquanto um festival.”

Queremos ser o que somos, e do tamanho que somos, não há nenhuma outra intenção aqui que não a de trazer o pensamento contemporâneo sobre o cinema através dos filmes, dos conteúdos dos filmes, dos diretores dos filmes e da história do cinema. Esta é nossa maneira de fazer política. Um festival é em si um ato político – o cinema é algo que pode revolucionar a maneira de pensar do indivíduo, trazê-lo para um mundo mais íntegro que respeita as diferenças individuais e culturais, que complexifica a vida ordinária para trazer à luz a liberdade estética e experimental.  O cinema pode servir a uma experiência libertadora, e abrir para infinitas possibilidades do pensamento.”

O cineasta homenageado este ano foi o francês Philipe Garrel, que nos inspirou com seu cinema intimista. “Marcado pelo preto & branco, pelo silêncio mortal das entrelinhas, por uma música poética ou dramática, e pelo enigma que ilumina a metáfora feminina. E assim será desde sempre.”… Além disso, o espírito de seus filmes dialogam com a proposta de sempre do Indie, de resistir e fazer da forma que seja possível. “Há um consenso entre críticos e teóricos franceses … de que a obra de Garrel poderia ser dividida em dois grandes momentos. Na primeira fase marcadamente mais experimental teríamos os primeiros filmes, que ele mesmo, Garrel, denominaria como realizados nos “anos obscuros” de 1969 a 1979, sem recursos, de maneira mais underground, apoiado pelo grupo de amigos de uma geração que viveu intensamente o maio de 1968 na França.”

O catálogo permitiu conhecer ainda mais o cineastas a partir de vários textos e entrevistas.

Para a identidade de 17 anos anos, bem vividos de forma resiliente e potente, buscamos os detalhes que está no nosso entorno. O que fica ao nosso redor e que nem sempre percebemos. Rastros, fragmentos e sutilezas. Algumas das imagens utilizadas foram produzidas há mais de 7 anos e que agora se revelam para dar vida e trazer o sentimento desta edição.

A marca deste ano parte de letras escritas com pedaços de gravetos e folhas secas. A composição final tratada digitalmente é uma colagem gráfica dessas proposições. A tipografia dos títulos foi uma “typewriter” para remeter ao caráter analógico do texto original. Criamos também um manifesto tipográfico que norteou o processo de criação e a produção fotográfica realizada por Cláudio Santos.

Outra inspiração veio de alguns filmes de Philippe Garrel, onde os papéis de parede com motivos florais aparecem. Eles nos remeteram a uma memória afetiva de elementos que fazem, ou faziam parte da nossas vidas e do nosso imaginário. Daí criamos uma padronagem para a “guarda” do catálogo, a partir de flores secas guardadas por Alessandra Maria Soares por algum tempo. Essa é única parte colorida dos elementos gráficos que produzimos.

Identidade visual, peças gráficas, sinalização, vinheta e website: voltz design
Direção de criação e produção: alessandra maria soares, cláudio santos
Designers: andré travassos, cláudio santos, jenifer abad
Produção gráfica: renato moura
Vinheta: cláudio santos rodrigues (direção), leonardo rocha dutra (animação), bernardo bauer e renato moura (trilha sonora) – voz de emmanuelle riva em liberté, la nuit de philippe garrel.

Categoria: Animação, Editorial, Evento, Experimental, Filme, Identidade Visual, Sinalização, Tipografia em 17/09/2017    


 
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Da luz ao metal – A produção de um livro pela impressão fototipográfica

Resgatando uma história e memória da tipografia na região de Tiradentes e conectando com a valorização que o Foto em Pauta 2017 tem dado aos fotolivros, o workshop propõe a produção de um livro colaborativo à partir da documentação fotográfica dos ornamentos arquitetônicos de Tiradentes e transformação destas imagens em fotoclichês para a impressão tipográfica experimental.


O livro experimental fototipográfico permite uma investigação tanto da produção da imagem e composição da página quanto da sequencialidade do livro pelas técnicas e processos da tipografia e da materialidade do livro.

Programa:

DIA 1 – Um olho na tipografia e outro na cidade

Contextualização histórica de Tiradentes e região em relação ao universo da tipografia. Detalhamento da metodologia do workshop com apresentação de livros experimentais tipográficos e fototipográficos. Introdução aos processos de impressão tipográfica e produção dos fotolichês.

Tarde: Documentação fotográfica dos ornamentos arquitetônicos de Tiradentes para a investigação e layout da página. Dos ornamentos selecionados serão produzidos os fotoclichês para a impressão tipográfica experimental. Cada aluno fará um diário das memórias e percepções desta investigação para a composição da página.

Dia 2 – Mão na tinta
Manhã: Visita à Tipografia Assunção em São João Del-Rey para conversa com o tipógrafo Sr. Afonso e apresentação de todo o processo técnico. Produção do fotoclichê.

Tarde: Composição das páginas do livro com os ornamentos selecionados e textos do diário. Existem ainda fios e ornamentos tipográficos de metal para serem utilizados pelos alunos. Impressão experimental fototipográfica da composição.

Dia 3 – Mão e olho no livro
Manhã: Impressão digital dos textos nas páginas fototipográficas já impressas
Tarde: Acabamento dos livros e exposição de todo o processo do workshop para o debate final

INSTRUTORES

Cláudio Santos

Designer na Voltz Design desde 1996. Professor na Escola de Design da UEMG. Mestre em Sustentabilidade e Inovação, com pesquisa sobre a Rede Tipográfica de Minas Gerais. Pesquisador no TipoLAB – Laboratório de Tipografia da ED-UEMG. Desenvolve projetos transmídia com diversas aplicações em espaços de memória e museus. Em 2006 aprendeu o ofício da tipografia com o mestre Sebastião Bento da Paixão, da cidade de Jequitinhonha. Adquiriu todo espólio de sua Tipografia Liberdade e desde então realiza projetos experimentais que mesclam tipografia e audiovisual.

Flávio Vignoli

Designer, editor e tipógrafo da gráfica particular Tipografia do Zé que desde 2008 produz livros de tiragem limitada, livros experimentais, cadernos e outros impressos tipográficos. Possui a empresa de design gráfico, interiores e exposição Estúdio 43. Professor do Workshop de Tipografia da Tipografia Matias. Participante do Museu Vivo Memória Gráfica (Belo Horizonte) e Museu Tipografia Pão de Santo Antônio (Diamantina). Presidente do Centro de Artesanato Mineiro.

Ainda contamos com a participação do Tiopógrafo Sergin Castanheira. Na edição de 2016, Sergin comprou uma prensa manual que estava num ferro-velho. Ao longo do ano restaurou, fundiu peças, refez a rolaria e montou a “Tipografia Ambulante”. Ao longo do festival a programação era impressa e distribuída na cidade.

Convidado especial e fotos: Fábio Martins

Vídeo: Eduardo Guarda


Categoria: Curso, Experimental, Oficina, Tipografia em 21/04/2017    


 
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II Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento – Diamantina 2016

O II Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento, teve lançamento de diversos livros, oficina de gravura, palestras de altíssimo nível, com presenças nacionais e internacionais.

Vejam a programação. https://www.ufmg.br/online/arquivos/046007.shtml


Apresentamos em formato ao vivo, versão remix. TIPOEMA – MOVIMENTO 2, com  uso de sensor acoplado a minha prensa centenária, que permite imprimir vídeos!! Com Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes, a partir da instalação audiovisusal Tipos Móveis e o vídeo tipoema que produzi com Lucas Miranda Vieira, Leonardo Dutra, Eleonora Santa Rosa e Guilherme Mansur.


O mais rico desse encontro foi comprovar que estamos no caminho certo, ao promover o encontro de diferentes gerações de tipógrafos com jovens artistas e gravadores. Das Letras com o design. Da restauração com a tecnologia digital. Um caminho interdisciplinar que visa o agora e o futuro,  ao ressignificar e valorizar o passado.

No final o melhor de tudo foram as conversas paralelas e ouvir as estórias de figuras emblemáticas. Dulce e o ineditismo e coragem da Memória Gráfica oficina de gravura. O casal do Museu Xilogravura, com uma vida dedicada a este universo. José Lourenço da Lira Nordestina com sua sabedoria e sensibilidade. Os “punks” da UFG de Goiânia nos mostraram que temos que continuar a fazer. Ainda contamos com a presença delicada e a força do projeto Colombiano de resgate da tipografia em conexão com o design. Tomé de SP nos apresentou uma fundamentação e uma sofisticação nas soluções gráficas.

Sérgio Antônio Silva apresentou a Tipografia Kosmos e o Tipolab ED-UEMG e lançou o Tratado da Gravura. Importante livro com belo projeto gráfico do LDG-UEMG. Apresentei e reforcei mais uma vez o compromisso assumido com o mestre Sebastião Bento da Paixão do Jequitinhonha. Por fim, à turma de BH. O livro/filme Prelo coroou o encerramento com os jovens designers e a bela homenagem ao sr. Ademir Matias, nosso grande mestre. Ainda teve produção coletiva de alta qualidade para quem esteve lá colocar a mão na tinta e levar para casa esse registro.

Parabéns aos organizadores, colaboradores e todos que estiveram por lá. Um encontro que reforça o laço com velhos e novos amigos. Foi e será para sempre inesquecível. Ficou gravado na alma !!!


Categoria: #voltz20anos, Evento, Experimental, Performance, Tipografia em 12/12/2016    


 
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O desmedido, humano – instalação audiovisual imersiva

Voltz / Hermes Pardini _ O Desmedido Humano _

A partir da proposta de desenvolver uma experiência sensorial imersiva sobre o corpo humano e todas as suas peculiaridades, o Hermes Pardini lança a instalação “O Desmedido, Humano” dentro da exposição ComCiência. Foi criado um ambiente que possibilite olhar para o interior do corpo humano, por meio de diferentes sensações.

Ao todo, a exposição tem 17 telas sobrepostas e três grandes projeções em multi-telas cenográficas com tecidos semi-transparentes fragmentados, criando camadas e efeito de profundidade. Imagens de órgãos e elementos em 3D e estruturas captadas por meio de exames de imagem, como cadeias de DNA, batidas do coração, ressonâncias magnéticas e radiografias e são alguns exemplos que estarão representados graficamente.

A Galeria 2 do CCBB está ambientada com puffs para que os visitantes vivenciem essa experiência. Para isso, além das imagens que foram trabalhadas plasticamente, com fragmentação e composição cromática, o coletivo O.ST Trilhas produziu uma trilha sonora original, que remeterá com maior proximidade aos sons internos do corpo humano, misturada com uma sonoridade sintética e poética.

Criada a partir da mistura de instrumentos como guitarra, teclados, gongo e xilofone, e sons de objetos como ventilador, água em uma bacia, cântele, sementes, sintetizadores de vários tipos e sons de máquinas de exames e do corpo humano, os belo horizontinos do Coletivo O.ST Trilhas construíram a trilha sonora da instalação. A concepção do som mescla elementos orgânicos e eletrônicos, que possibilitou uma viagem pelo interior humano. Compreendemos que o som enquanto sentido é um elemento fundamental no cotidiano e também será um guia nessa jornada sinestésica da instalação.

O Desmedido, Humano dialoga com a exposição ComCiência de Patricia Piccinini, que também estará em cartaz no CCBB, uma vez que o fio condutor de ambas é o corpo humano. É uma interpretação lúdica com a Genética, a Citogenética, a Terapia Celular com Células Tronco, o Corpo Humano e o respeito as diferenças.

Veja matéria publicada no site do Hermes Pardini >>

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O Desmedido,Humano
CCBB Belo Horizonte – Galeria 2
11 de outubro de 2016 a 10 de janeiro de 2017
Classificação Livre
Entrada Franca
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Realização: Hermes Pardini
Concepção: Alessandra M. Soares / Cláudio Santos Rodrigues (Voltz) e Chico de Paula
Coordenação: Alessandra M. Soares e Aline Xavier
Expografia: Isabela Vecci
Produção: Ana Carolina Antunes
Trilha sonora: O.ST Trilhas
Gravação: Leonardo Marques (Ilha do Corvo)
Mixagem 5.1: Ronaldo Gino (La Table Produtora de Som)
Edição de imagens: Henrique Roscoe
Tecnologia audiovisual: Flávio Loureiro e Ricardo Rocha (EAV Engenharia Audiovisual)


Categoria: #voltz20anos, Animação, Evento, Experimental, Exposição, Filme, Instalação em 13/10/2016    


 
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Indie 2016

Partimos da ideia que vivemos momentos estranhos. OS filmes slecionados para este ano também refletiam isso. O Indie representa a resistência e permanência em meio a toda essa turbulência que vivemos. A escolha do processo da serigrafia para impressão do cartaz, veio por perceber que estes meios de reprodução também remetem a estes conceitos, além de trazer uma ceoncepção de autonomia e as sobreposições que pretendíamos revelar.

Inspirado pela retrospectiva do artista gráfico e cineasta polonês Walerian Borowczyk, criamos a identidade visual do Indie 2016, a partir dos pontos e cores básicas do processo de impressão. A sobreposição de diferentes frequências e ângulos das retículas do magenta e do cyan, proporcionaram camadas e composições gráficas diversas feitas em cima das fotos/frames dos filmes que foram exibidos.

A complexidade da obra do artista e diretor Walerian Borowczyk e o resgate de sua obra através do restauro de todos os seus filmes e o trabalho de difusão (Os filmes de Boro tiveram restrospectiva no LIncoln Center em Nova York, e terão no Centre Pompidou, em Paris, em 2017) foi o assunto do curador Daniel Bird, responsável por este trabalho com os filmes de Borowczyk há mais de 20 anos. Tivemos o aval de Daniel para rediagramar seu Dicionário de Boro, em uma versão reduzida no catálogo..

A vinheta refletiu o processo de impressão em movimento. A partir da estrutura gráfica das retículas e da seapração de cores, junto a uma trilha que juntou elementos e cacos sonoros, a vinheta explorou as possibilidades dessas interpolações.
Produção: Voltz Design | Direção: Claudio Santos Rodrigues | Animação: Leonardo Dutra | Trilha Sonora: Bernardo Bauer | Realização: Zeta Filmes

INDIE 2016 Vinheta BH from Voltz Design on Vimeo.


Categoria: #voltz20anos, Animação, Editorial, Experimental, Identidade Visual, Internet, Mostra, Sinalização, Video em 11/10/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Performance audiovisual

Performance Audiovisuai – Rede Tipográfica de Minas Gerais from Voltz Design on Vimeo.

Por causa das fortes chuvas, as 2 performances programadas (para sexta e sábado) se modificaram em um ensaio aberto no sábado a tarde e uma apresentação oficial a noite. André Travassos, no violão (Câmera) e Renato Moura, na percussão (Pequeno Céu) criaram o clima sonoro para o sistema que alternava os vídeos e fotos a partir do uso da alavanca da prensa centenária.



A intenção era comemorar os 20 anos da Voltz participando nos eventos de parceiros. A partir de todos esse envolvimento com essa edição do Foto em Pauta em torno dos clichês fotográficos e do uso da tipografia, optou-se por se fazer uma apresentação pública de fragmentos da dissertação de Cláudio Santos Rodrigues. A pesquisa realizada no âmbito da Programa de Pós-Graduação da Escola de Design da UEMG, trata do Design aplicado às tecnologias de rede colaborativa: projeto para difusão da memória coletiva da tipografia em Minas Gerais.


Pesquisa, edição e performance | Cláudio Santos Rodrigues

Imagens | Alessandra Maria Soares e Fábio Martins (ao vivo)
Cláudio Santos Rodrigues, Leonardo Rocha Dutra e Rede Minas (acervo)

Trilha Sonora | André Travassos e Renato Moura (ao vivo)
O Grivo e Lucas Miranda (incidental)

Desenvolvimento de Sistema | Sérgio Mendes

Agradecimentos | Alessandra Maria Soares, Eugênio Sávio, Fábio Martins
Isadora e Miguel Soares Rodrigues, Marcello, W. Tostes e Sergin Castanheira

Jardim do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes – 2016


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Festival, Mostra, Performance, Tipografia, Video em 16/03/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Oficina tipográfica aberta

Neste ano uma das grandes novidades do 6º Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta, foi a mostra de Foto Livros. A partir de um edital, foram selecionados livros de fotografia do Brasil inteiro. Partindo disso, entre os dias 05 e 09 de março de 2016, optamos por realizar a produção de um livro tipográfico com base nos clichês fotográficos da Gráfica Assunção de São João del-Rei. Levamos a prensa centenária com o acervo de tipos, herdada como legado, da Tipografia Liberdade do Sr. Sebastião Bento da Paixão de Jequitinhonha, lá para Tiradentes.

Decidimos que o livro se chamaria Saturno e que celebrasse os encontros reais que tivemos nestes dias. Foram longas conversas no porão. Algumas frases surgiram e optamos por colocá-las em dialogo com os símbolos dos elementos químicos que fazem parte do universo da Tipografia. Os clichês foram impressos em laranja e em páginas coloridas revelando seu desgaste e sua constante desmaterialzação. A narrativa sugeria o processo de se ir do chumbo ao Eter (ROR).

Retomamos o contato com a Gráfica Assunção para que nos emprestasse os clichês fotográficos. Escolhemos o papel Rives Tradition para a capa e alguns papéis coloridos para o miolo. Conseguimos uma tinta laranja que deu vida aos clichês de paisagens selecionados pelo próprio Sr. Afonso. O preto ficou para as frases, a página de rosto e o colofão. Em preto imprimimos também um clichê adquirido por Alessandra e Cláudio, diretamente do antiquário pessoal do Sr. John Sommers, há mais de 25 anos atrás.

“O agente que os alquimistas usavam para produzir ouro artificial era a pedra filosofal. Essa pedra, na realidade um pó ou tintura – era também chamada maza, palavra rega para levedura. A pedra filosofal, não é portanto, a substância da qual o ouro é feito, mas o aditivo essencial, o fermento ou catalisador que efetua a transmutação (ou trasnformação) de metal comum em precioso. o metal comum preferido para isso era o chumbo, associado ao planeta (e portanto ao Deus Saturno). O nome grego para Saturno é Cronos, que, por associação com a palavra chronos (tempo), sugere transitoriedade. Assim, Saturno é representado em ilustrações alquímicas, por um velho com uma ampulheta e uma foice. Relacionado a essa alquimia, o processo envolve a conversão de chumbo, metal inferior e símbolo do transitório, em ouro, metal precioso e símbolo do eterno. A alquimia é, portanto, uma tentativa do homem para escapar do tempo enquanto ainda está nele – seu esforço para se libertar da transitoriedade enquanto está nessa vida”. (Dinheiro e magia: Uma crítica da economia moderna à luz do Fausto de Goethe. Hans C. Binswanger, pg 55.)

Fomos além e chegamos ao Eter como simbologia da era digital e da nuvem que tanto nos rodeia.

Oficina Tipográfica Aberta - from Voltz Design on Vimeo.

Oficina Tipográfica Aberta – SATURNO
Tipógrafos  |  Cláudio Santos Rodrigues, Fábio Martins e Marcello W. Tostes
Imagens  |  Cláudio Santos Rodrigues e Fábio Martins
Edição  |  Cláudio Santos Rodrigues
Trilha Sonora  |  Sinos da Igreja do Pilar de São João del-Rei
Agradecimentos  |  Eugênio Sávio, Sr. Afonso, Gráfica Assunção e Sergin Castanheira
Porão do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes  - 2016

Categoria: #voltz20anos, Editorial, Experimental, Festival, Mostra, Sinalização, Tipografia em 16/03/2016    


 
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