Sinalização

Arte Democracia Utopia – Museu de Arte do Rio

A exposição Arte Democracia Utopia – Quem não luta tá morto foi inaugurada no dia 15 de setembro de 2018, no Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá – Rio de Janeiro. Com coordenação geral de Eleonora Santa Rosa, a curadoria foi assinada por Moacir Dos Anjos, um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza, a mostra faz parte do programa de comemoração dos 5 anos da instituição.

“Quem não luta tá morto é frase gritada por muitas e muitos dos que teimam em construir, em estado de constante disputa, lugares e tempos mais generosos e inclusivos. É frase dita bem alto, em particular, por aquelas e aqueles que buscam fazer valer, no Brasil, o direito constitucional à terra e à moradia. Frase que sintetiza a certeza vital que move a construção utópica: a impossibilidade de estancar a busca do que se deseja e do que se precisa. Mas se a única alternativa à morte é a luta, é dolorosamente claro que a luta não impede a suspensão da vida, que quem luta também morre – com frequência justo por sua combatividade, por sua gana de inventar um mundo mais largo. Gente que é morta por querer impedir as mortes lentas que a existência precária fabrica, espelho das desigualdades abissais que fundam e estruturam o país. As mortes de quem luta se transformam, por isso, em imperativo ético de resistência para quem fica; de fazer valer, a despeito de tudo, o valor da vida.”, explica o curador Moacir dos Anjos.

Para a sinalização de entrada do museu criamos uma padronagem tipográfica que foi aplicada como um lambe-lamber  na parte externa como stencil. Essa referência vem dos manifestos impressos pelas vanguardas, que sempre usaram da palavra impressa para registrar e disseminar suas ideias. Para a aplicação destes materiais contamos com a participação do pessoal do Estudo Banzo lá do Rio de Janeiro.

Na parte interna da exposição a identidade visual foi aplicada em plotter de recorte. Além da identidade visual a Voltz foi responsável por toda a sinalização informativa da exposição, além da vinheta e todo material de divulgação, que foi trabalho em parceria com a equipe de comunicação e design do museu.

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, a mostra traz exemplos do pensamento utópico que marca a arte brasileira recente. Trabalhos artísticos realizados em momentos passados também estarão presentes, além de propostas e ações realizadas por grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil que visam a construção de estruturas de atuação política e social.

“ARTE DEMOCRACIA UTOPIA – Quem não luta tá morto” terá sete trabalhos comissionados, como o de Virginia de Medeiros, que dá nome à mostra. Os coletivos Amò e #cóleraalegria, assim como Graziela Kunsch, Raphael Escobar, Traplev e Jota Mombaça completam o time de artistas que criaram trabalhos para a exposição. Nomes consagrados, como Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Paulo Bruscky e Cildo Meireles também participam.

O debate, porém, não ficará restrito às galerias do museu. Para expandir o diálogo, os arquitetos do Estúdio Chão criaram o projeto Transborda, que ocupará os pilotis com estruturas lúdicas e arquibancadas onde acontecerão encontros, debates e atividades da Escola do Olhar. O evento de abertura contou com com shows, performances, intervenções artísticas, entre outras atividades culturais.
Projeções: VJ Lê Pantoja
16h – 21h – Feira com Refugiados (Mawon)
16h – 17h30 – DJ Tata Ogan
17h30 – 17h50 – Mawon convida Rebel Layonn (Haiti), Bob Selassie
(Haiti) e Papa Babouseck (Senegal)
17h30 – 18h10 – Intervenção Passinho – Poesia dos Pés (Pavilhão)
17h50 – 17h55 - Poetas Favelados
17h55 – 18h10 - Dj Seduty (Funk)
18h10 – 18h30 – Intervenção Passinho – Poesia dos Pés (Pilotis)
18h30 – 18h40 – DJ Tata Ogan
18h40 – 19h10 - Bia FerreiraDoralyce
19h10 – 19h15 - Poetas Favelados
19h15 – 19h35 – DJ Tata Ogan
19h35 – 19h50 – Tipoema: Movimento 5 (Claudio Santos, Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes)
19h50 – 20h – “e para que poetas em tempo de pobreza?” 2018 (Carlos Adriano)
20h – 21h – (Pocket Show) Jards Macalé

E mais uma vez tivemos a possibilidade de mostrar a performance Tipoema, agora no seu Movimento 5. Um remix, para dar visibilidade a fragmentos do uso da tipografia em forma de manifestos, desde sua origem nas Minas Gerais e no Rio de Janeiro, passando pelas vanguardas, até os dias de hoje através dos coletivos artísticos. Dessa vez a carregamos uma Doblô em Belo Horizonte, com a prensa centenária do Sr. Sebastião do Vale do Jequitinhonha e levamos para um público maior o que essa tecnologia ainda tem a dizer, junto com Fabiano Fonseca, Alessandra Maria Scores e Marcelo Braga. Os impressos da Cantiga de Nossa Senhora do Manifesto, do poeta Affonso Ávila, foram entregues ao público durante a performance.


Categoria: Animação, Editorial, Evento, Exposição, Identidade Visual, Museus, Performance, Sinalização, Tipografia em 19/09/2018    


 
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Céu Modernista – Painel de Cobogós – Sede Energisa MG / Cataguases

O DESAFIO
Temos um relacionamento com Cataguases desde 2007, quando a produtora Karla Guerra nos indicou para Cesar Piva do Instituto Fábrica do Futuro. Ele nos procurou para desenvolver o site do projeto Webvisão. De lá pra cá, nestes mais de 11 anos trabalhando em conjunto, nos tornamos parceiros e participamos de vários projetos. Hoje fazemos parte ativamente do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais. Com trajetória reconhecida, sobretudo, através de grandes produções realizadas a partir de 2010, o POLO é reconhecido em 2012 como APL (Arranjo Produtivo Local) reunindo realizadores, produtoras, e uma ampla rede de cooperação com a sociedade civil, universidades, empresas e governos. A Energisa é a principal empresa privada, parceira e patrocinadora do Polo Audiovisual da Zona da Mata.
Foi assim que conhecemos Mônica Botelho, presidente da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, mantida pelo grupo Energisa. Trabalhamos nos projetos de comunicação e estratégicos do POLO e no ano de 2017 a Voltz foi responsável também pelo desenvolvimento do site da Fundação, que comemorou seus 30 anos. Um trabalho importante que marca uma trajetória e revela a dimensão dos projetos desenvolvidos pela Fundação em Minas e no Brasil. Essa aproximação e envolvimento gerou o convite para que juntos,  pudéssemos pensar um painel para a fachada da sede da Energisa em Minas Gerais na zona industrial de Cataguases.
Paulo Rogério Lage (Relações Públicas do Grupo Energisa e proprietário da Saramanenha Artes e Ofícios) junto com Mônica Botelho, definiram qual seria o modelo de Cobogó a ser utilizado. Foi escolhido o modelo Twist da Burguina Cerâmicas Artísticas. O ideia é que teríamos que trabalhar com 3 cores: azul, amarelo e branco. A partir daí foram vários estudos e visitas técnicas dada a importância do projeto e em função do legado histórico da cidade de Cataguases. Outro fator de relevância seria realizar este projeto no ano de 2017, quase 90 anos depois do início do movimento modernista.
O COBOGÓ E O MODERNISMO EM CATAGUASES
O site especializado em arquitetura ArchDaily tem uma boa matéria sobre o legado modernista em Cataguases. “Com uma população com pouco mais de 70 mil habitantes, ao longo de sua história, Cataguases ficou conhecida por reunir uma série de significativas obras artístico-culturais ligadas à produção modernista brasileira a partir do século XX. As importantes obras variam entre as Artes Plásticas, Cinema e, sobretudo, Arquitetura, num panorama de produção entre as décadas de 1940 e 1950.
Do ponto de vista arquitetônico, Cataguases é repleta de particularidades e reafirma o papel social da Arquitetura brasileira, quebrando a ideia de pertencimento apenas ao território em questão, mas, por garantir importante papel histórico, social e construtivo no cenário nacional. Nos variados aspectos e peculiaridades, elementos decorrentes da linguagem moderna europeia difundida por Le Corbusier e a tropicalidade dos elementos presentes nas obras de Oscar Niemeyere Lúcio Costa ganham destaque na arquitetura produzida ao Município, fundindo-se e garantindo nova linguagem.” … “A fachada livre e janelas em fita marcam grande parcela das edificações em questão, entre residências e projetos institucionais, …  adotaram sistemas mais eficazes ao clima brasileiro, como o uso de brises soleil e beiral, na tentativa de controle da luz solar e qualidade térmica. Ainda na tentativa de controle solar, os arquitetos utilizaram com frequência, a adoção de elementos vazados cerâmicos, os chamados COBOGÓS, como elementos e permitindo a entrada de luz natural e brise ao calor, além de sistema de ventilação cruzada.
A ARQUIRTETURA DO PRÉDIO E AS CONSTELAÇÕES DO PAINEL
O projeto arquitetônico dos arrojados prédios da nova sede da Energisa Minas Gerais, tem a assinatura da DBB Arquitetura traz em sua fachada o painel ‘Céu Modernista’, obra que foi criada por Monica Botelho (FCOJB) e Cláudio Santos Rodrigues (VOLTZ) e executada pela equipe da Energisa, comandada pelo engenheiro Vicente Costa e Alexandre.
A ideia original de Mônica era de um padrão gráfico aleatório. Daí conseguimos avançar para um aleatório com conceito. Como um dos principais negócios da Energisa é a distribuição e fornecimento de energia elétrica, buscamos a ideia da luz primordial. A luz das estrelas e as constelações, que guiam e que toda noite está com todos e nos apresenta a possibilidade de ver que estamos inseridos num vasto mundo. Essa grandiosidade reflete o espírito do grupo.
A produção executiva foi realizada por Paulo Rogério Lage e o projeto de iluminação de LED, com consultoria de Pedro Pederneiras, permite que as luzes sejam dimerizadas com gradações diferentes, a partir de um sistema eletrônico controlado remotamente, desenvolvido pela equipe da Tekhne. O painel composto por 1.474 peças cobogós de 20cm x 20cm, é uma homenagem à arquitetura moderna brasileira. ‘Céu Modernista’ tem as dimensões de 14m x 4,60m nas cores azul, branco e amarelo, sendo que as cores claras representam as estrelas e o azul a noite.
O CÉU MODERNISTA

Criamos um grid com os cobogós azuis na escala do projeto e iniciamos uma construção gráfica a partir de uma referência de um céu constelado. As estrelas eram os cobogós brancos e o desenho das constelações foi grafado com os cobogós amarelos. Um elemento importante foi não ficar preso à constelação de um dia ou do ponto-de-vista da cidade ou do local. Porém, um fato curioso que surgiu ao longo do processo, foi a forma que a ideia foi recebida incorporada pelos diretores da empresa. Eduardo Alves Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Gerais se deu ao trabalho de subir no alto do prédio e através de uma aplicativo de visualização das constelações detectou a constelação de escorpião. Acabamos incluindo mais este elemento no projeto, trazendo uma carga emocional-afetiva e de engajamento com a ideia.

As constelações que inspiraram o painel e que mais podem se aproximar das que são vistas no hemisfério sul estão dispostas da esquerda para a direita: lince, escorpião, gêmeos, peixes, touro, órion, a pomba, o cinzel (caelum), eridanus, o escultor, a baleia, o dourado, aquário e fênix. Podem ser vistas de dia através da composição das cores dos cobogós.

O painel foi inaugurado no dia 26.02.2018, mesma data do início das atividades da Companhia Força e Luz Cataguases/Leopoldina, há 113 anos atrás. A partir de agora, durante todas as noites, as luzes de LED que ficam atrás do painel e que foram programadas em um sistema que permite a variação de intensidade, ilumina e revela as constelações para todos que passam por ali! A ideia agora é trazer dinamismo às variações de intensidade das lâmpadas, valorizando as diferentes formas de visualizar as constelações.

Categoria: Aplicativo, Arquitetura, Experimental, Instalação, Sinalização, Sistema em 24/02/2018    


 
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INDIE 2017

Boa sorte ao Indie e aos amantes do cinema revolucionário deste mundo

Assim começa o texto de Francesca Azzi curadora do Festival há 17 anos.

“Há 17 anos nos perguntamos o que queremos ser como um festival de cinema independente. Há 17 anos a resposta parece estar cada vez mais clara. Com as últimas reviravoltas políticas do país, perdemos a inocência. O INDIE se tornou adulto apesar de ainda não ter alcançado sua maioridade. Se antes nos perguntávamos que tipo de festival gostaríamos de ser, sem seguir formatos prontos, sem sofrer com as forças políticas e econômicas que nos colocavam desafios para nossa existência, hoje queremos seguir sendo o que construímos, ao longo do tempo, como ideia, mas sem abrir mão de nossa liberdade curatorial ou do nosso quase “estatuto” de que um festival precisa necessariamente de conceitos e de filmes que questionem e revigorem o próprio cinema. Um festival como o INDIE pensa em cada escolha, e são elas que tecem os meandros de nossa especificidade enquanto um festival.”

Queremos ser o que somos, e do tamanho que somos, não há nenhuma outra intenção aqui que não a de trazer o pensamento contemporâneo sobre o cinema através dos filmes, dos conteúdos dos filmes, dos diretores dos filmes e da história do cinema. Esta é nossa maneira de fazer política. Um festival é em si um ato político – o cinema é algo que pode revolucionar a maneira de pensar do indivíduo, trazê-lo para um mundo mais íntegro que respeita as diferenças individuais e culturais, que complexifica a vida ordinária para trazer à luz a liberdade estética e experimental.  O cinema pode servir a uma experiência libertadora, e abrir para infinitas possibilidades do pensamento.”

O cineasta homenageado este ano foi o francês Philipe Garrel, que nos inspirou com seu cinema intimista. “Marcado pelo preto & branco, pelo silêncio mortal das entrelinhas, por uma música poética ou dramática, e pelo enigma que ilumina a metáfora feminina. E assim será desde sempre.”… Além disso, o espírito de seus filmes dialogam com a proposta de sempre do Indie, de resistir e fazer da forma que seja possível. “Há um consenso entre críticos e teóricos franceses … de que a obra de Garrel poderia ser dividida em dois grandes momentos. Na primeira fase marcadamente mais experimental teríamos os primeiros filmes, que ele mesmo, Garrel, denominaria como realizados nos “anos obscuros” de 1969 a 1979, sem recursos, de maneira mais underground, apoiado pelo grupo de amigos de uma geração que viveu intensamente o maio de 1968 na França.”

O catálogo permitiu conhecer ainda mais o cineastas a partir de vários textos e entrevistas.

Para a identidade de 17 anos anos, bem vividos de forma resiliente e potente, buscamos os detalhes que está no nosso entorno. O que fica ao nosso redor e que nem sempre percebemos. Rastros, fragmentos e sutilezas. Algumas das imagens utilizadas foram produzidas há mais de 7 anos e que agora se revelam para dar vida e trazer o sentimento desta edição.

A marca deste ano parte de letras escritas com pedaços de gravetos e folhas secas. A composição final tratada digitalmente é uma colagem gráfica dessas proposições. A tipografia dos títulos foi uma “typewriter” para remeter ao caráter analógico do texto original. Criamos também um manifesto tipográfico que norteou o processo de criação e a produção fotográfica realizada por Cláudio Santos.

Outra inspiração veio de alguns filmes de Philippe Garrel, onde os papéis de parede com motivos florais aparecem. Eles nos remeteram a uma memória afetiva de elementos que fazem, ou faziam parte da nossas vidas e do nosso imaginário. Daí criamos uma padronagem para a “guarda” do catálogo, a partir de flores secas guardadas por Alessandra Maria Soares por algum tempo. Essa é única parte colorida dos elementos gráficos que produzimos.

Identidade visual, peças gráficas, sinalização, vinheta e website: voltz design
Direção de criação e produção: alessandra maria soares, cláudio santos
Designers: andré travassos, cláudio santos, jenifer abad
Produção gráfica: renato moura
Vinheta: cláudio santos rodrigues (direção), leonardo rocha dutra (animação), bernardo bauer e renato moura (trilha sonora) – voz de emmanuelle riva em liberté, la nuit de philippe garrel.

Categoria: Animação, Editorial, Evento, Experimental, Filme, Identidade Visual, Sinalização, Tipografia em 17/09/2017    


 
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25º Fumec Forma Moda

A Voltz é mais uma vez responsável pelo processo de realização do TCC do curso de design de Moda da Universidade FUMEC, que é coordenado por Antônio Fernando Batista dos Santos. Além da produção executiva, direção de arte e identidade visual, cuidamos também de todo desfile e backstage, além da  parte técnica e da gestão de conteúdo para exibição ao vivo durante os desfiles.


Para tornar ainda mais agradável a experiência e a visita de nossos convidados durante o 25º Fumec Forma Moda, teremos um pocket show nos intervalos dos desfiles com o artista belorizontino LEAAN. Com curadoria de André Travassos e de Alessandra Maria Soares da Voltz Design, LEAAN mostra algumas das composições do seu primeira disco intitulado “L” que será lançado ainda esse ano. Conheça mais sobre o artista: Leaan “L” álbum de destreia do cantor mineiro conta com produção de Leonardo Marques.

Em seu álbum de estréia o mineiro Leaan, compositor e intérprete dono de uma das mais belas vozes da cena musical de BH, traz músicas que transitam por assuntos como auto-afirmação, romantismo e sexualidade oprimida. Com 8 faixas e previsão de lançamento para o fim de 2017, o disco conta com a produção de Leonardo Marques (Transmissor) e tem influências que vão de Madonna, Silva, Jaloo e Mahmundi, evidenciando a atmosfera dançante que norteia todo o trabalho.

A letra “L”, que dá título ao disco, além de ser a primeira do seu nome, está relacionada a palavras que o artista utiliza para orientar esse caminho, segundo o próprio: “É a primeira letra de palavras que regem o meu atual estado de espírito: “Liberdade”, “Luta”, “Libido”, “Luz”, “Longevidade”, “Lealdade”.

A auto-superação é inspiração constante em suas composições e traz muito da sua vontade de usar a música como forma de conectar: “Além de cantar, criar melodias, experimentar diferentes sons, queria escrever não só sobre mim, mas sobre o meu tempo. Não só a minha realidade, mas a de quem está ao meu redor. Aprender, levantar a minha voz e ajudar a quem precisa falar mais alto. Dar mais uma voz a minha geração”, conclui. (Por Rogério Dias – Aclive Comunicação & Projetos)

Todo ano a Voltz é responsável também pela curadoria do lounge, com a presença de instalações, exposições, produtos de novos designers e djs e também pela parte de gastronomia. Dessa vez o evento foi realizado no Casa Tua, no Bairro Jardim Canadá e contamos com a presença dos parceiros de sempre.

Ficha técnica:

CONCEPÇÃO: Antônio Fernando Batista dos Santos e Rosangela Brandão Mesquita

COORDENAÇÃO GERAL, PRODUÇÃO EXECUTIVA, DIREÇÃO ARTÍSTICA, IDENTIDADE VISUAL E DESIGN GRÁFICO: Voltz Design

DIREÇÃO GERAL E. CURADORIA: Alessandra M. Soares

DIREÇÃO TÉCNICA:  Cláudio Santos Rodrigues

DESIGN: André Travassos

CENOGRAFIA:  Alexandre Rousset

VIDEOCENOGRAFIA:  Fabiano Fonseca

FOTOS: Fernando Biagioni

PRODUÇÃO: Renato Moura

PRODUÇÃO TÉCNICA: Mayko Youssef  e Mylene Youssef Aziz Vieira

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Salamandra Comunicação / Heloísa Aline

DIREÇÃO DE DESFILES: Rodrigo Cezário

COORDENAÇÃO DE CAMARIM: Alzira Calhau

BEAUTY: Cacá Zech


Categoria: Curadoria, Fashion, Identidade Visual, Moda, Música, Performance, Sinalização, Voltz em 05/07/2017    


 
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Festival de Fotografia de Tiradentes – 2017

Desde 2014 cuidamos da identidade visual e sinalização do Festival de Fotografia de Tiradentes. Neste ano partimos das ilustrações do artista local Thi Rohrmann e do uso da tipografia para reforçar a localização das diversas atividades.

O evento aconteceu entre os dias 22 e 26 de março, com diversas exposições, workshops, palestras, debates, leituras de portfólio, projeções de fotografias e atividades educativas voltadas para a comunidade local.

O Festival proporciona ao público ricas experiências e trocas com profissionais de renome nacional e internacional, cuja produção artística é representativa no cenário da fotografia brasileira.


Categoria: Editorial, Evento, Exposição, Identidade Visual, Mostra, Publicações, Sinalização, Tipografia em 21/04/2017    


 
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MUMO. Museu da Moda de Belo Horizonte

No dia 12 de dezembro foi inaugurado o Museu da Moda de Belo Horizonte. O museu funcionará no prédio com estilo manuelino da Rua da Bahia, 1.149, conhecido como Castelinho da Bahia, onde até então funcionava o Centro de Referência da Moda – CRModa.

A primeira proposta de um espaço dedicado à preservação da memória da moda em Belo Horizonte surgiu em 2012, com a abertura do Centro de Referência da Moda – CRModa.  Com o novo empreendimento, a moda em Belo Horizonte é reconhecida como bem cultural da cidade, centro de design, criação, polo lançador de tendências e de negócios, reconhecido nacionalmente.

A indústria têxtil é agraciada na inauguração do MUMO com a exposição =33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais, que foca a indústria têxtil mineira e sua relevante contribuição quanto às questões econômicas, culturais e sociais.

O tecido é o tema da primeira mostra do museu, elemento base da indústria da moda, com destaque para o algodão e a tecelagem plana. “Como o universo da indústria têxtil é muito amplo, resolvemos fazer um recorte focando o algodão, utilizando parte do acervo da Cedro Têxtil e do Museu de Artes e Ofícios – MAO”,  explica o curador da exposição, professor Antônio Fernando Batista Santos, doutor em Artes Visuais e coordenador do curso de Design de Moda da Fumec. A responsável pela pesquisa foi a historiadora Doia Freire e projeto expográfico é do arquiteto Alexandre Rousset em  co-criação com a Voltz.

O percurso do Museu está dividid da seguinte forma.

APRESENTAÇÃO: O ALGODÃO DA PLANTA À FIBRA

Neste primeiro espaço, o visitante será apresentado aotema algodão, sua natureza e sua presença na nossa cultura desde tempos imemoriais, e poderá sentir a proximidade das plumas tornadas fibras depois de terem sido separadas das sementes.

TRANSFORMAÇÃO: DA PLUMA AO PANO

Aqui, está detalhado todo o processo – basicamente universal e milenar – empregado para transformar o algodão em tecido plano, desde o descaroçar e cardar a fibra até a produção dos mais variados gêneros têxteis.

SUPERFÍCIE: IMPRESSÕES DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Esta sala mostra a arte de estampar os tecidos em Minas Gerais a partir do início do século 20, com os tradicionais cunhos e matrizes e as amostras de estampas de repertório decorativo variado, desde os primitivos motivos de influência oriental até as flores graúdas e coloridas da chita mineira.

LINHA DO TEMPO: FIO DA MEMÓRIA

Neste ambiente, o visitante vai conhecer sobre a presença do algodão e da arte de trabalhar suas fibras no mundo, no Brasil e em Minas Gerais, em diferentes momentos da história, até meados do século 20.

MEMÓRIA DA TECELAGEM: ACERVO HISTÓRICA

O Estão expostos alguns equipamentos representativos de diferentes fases da tecelagem manual e industrial, em Minas Gerais, com destaque para exemplares que pertencem ao acervo da Cia. Cedro Cachoeira.

Ficha técnica

Prefeitura de Belo Horizonte | Marcio Lacerda

Fundação Municipal de Cultura | Leônidas José de Oliveira

Diretoria de Museus e Centros de Referência | Yuri Mello Mesquita

Museu da Moda de Belo Horizonte | Marta Guerra

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO | Janine Avelar

ASSESSORIA DE MUSEUS E CENTROS DE REFERÊNCIA | Maria Carolina Ladeira

Curadoria | Antônio Fernando B. Santos (FUMEC)

Pesquisa e textos | Antônio Fernando B. Santos (FUMEC), Doia Freire e

Valéria Said Tótaro

Concepção GERAL | Marta Guerra

ESTRUTURAÇÃO CONCEITUAL | Alexandre Rousset, Antônio Fernando B. Santos

(FUMEC), Alessandra Maria Soares e Cláudio Santos Rodrigues (Voltz)

Projeto Expográfico | Alexandre Rousset

Execução e Montagem Exposição | Joaquim Agostinho Pereira

(Artes Cênica Produções)

Design Gráfico | Cláudio Santos Rodrigues e Fabiano Fonseca (Voltz)

Produção Gráfica | Alessandra Maria Soares e Renato Moura (Voltz)

Vídeo | Cláudio Santos Rodrigues e Tarcísio Ferreira (Voltz)

SOM | Fabiano Fonseca (Voltz)

Acervo | Cedro Textil e Museu de Artes e Ofícios

Conservação de Acervo | André Andrade

Projeto Luminotécnico | Edwiges Leal e Ricardo Sobreira (Interpam)

Produção Executiva | Lilian Nunes, Sirlene Magalhães, Gabriel Patim

e Thatiana Lanna (Coreto Cultural)

Aceleração de Marca | Marcela Bueno, Chris Vinti, Augusto Nascimento

e André Maga (Formiga)

Assessoria de Imprensa | Heloisa Aline (Salamandra)

Revisão de Texto | Vanice Araújo

Gestão Financeira | Ruth Leia Amaral

Equipe MuMo | Amanda Gabrielle, André Dias, Bianca Perdigão, Carolina Bicalho,

Cipriano Cunha, Fábio Matos, Fernanda Alves, Isabela Itabayana, João Carlos Souza,

Lucilene Morais, Marcelo Nunes da Silva, Marcus Maciel, Maria Carolina Ladeira,

Maria do Carmo Costa e Silva, Maria Ribeiro, Patrícia Rodrigues Vilela, Pedro Melo,

Raquel Carneiro, Rogério Flores Fernandes, Simone Luiza Dias, Simone Sobrinho,

Susan Barnes, Wanda Lúcia Garcia


Categoria: #voltz20anos, Exposição, Museus, Sinalização, Video em 12/12/2016    


 
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Indie 2016

Partimos da ideia que vivemos momentos estranhos. OS filmes slecionados para este ano também refletiam isso. O Indie representa a resistência e permanência em meio a toda essa turbulência que vivemos. A escolha do processo da serigrafia para impressão do cartaz, veio por perceber que estes meios de reprodução também remetem a estes conceitos, além de trazer uma ceoncepção de autonomia e as sobreposições que pretendíamos revelar.

Inspirado pela retrospectiva do artista gráfico e cineasta polonês Walerian Borowczyk, criamos a identidade visual do Indie 2016, a partir dos pontos e cores básicas do processo de impressão. A sobreposição de diferentes frequências e ângulos das retículas do magenta e do cyan, proporcionaram camadas e composições gráficas diversas feitas em cima das fotos/frames dos filmes que foram exibidos.

A complexidade da obra do artista e diretor Walerian Borowczyk e o resgate de sua obra através do restauro de todos os seus filmes e o trabalho de difusão (Os filmes de Boro tiveram restrospectiva no LIncoln Center em Nova York, e terão no Centre Pompidou, em Paris, em 2017) foi o assunto do curador Daniel Bird, responsável por este trabalho com os filmes de Borowczyk há mais de 20 anos. Tivemos o aval de Daniel para rediagramar seu Dicionário de Boro, em uma versão reduzida no catálogo..

A vinheta refletiu o processo de impressão em movimento. A partir da estrutura gráfica das retículas e da seapração de cores, junto a uma trilha que juntou elementos e cacos sonoros, a vinheta explorou as possibilidades dessas interpolações.
Produção: Voltz Design | Direção: Claudio Santos Rodrigues | Animação: Leonardo Dutra | Trilha Sonora: Bernardo Bauer | Realização: Zeta Filmes

INDIE 2016 Vinheta BH from Voltz Design on Vimeo.


Categoria: #voltz20anos, Animação, Editorial, Experimental, Identidade Visual, Internet, Mostra, Sinalização, Video em 11/10/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Oficina tipográfica aberta

Neste ano uma das grandes novidades do 6º Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta, foi a mostra de Foto Livros. A partir de um edital, foram selecionados livros de fotografia do Brasil inteiro. Partindo disso, entre os dias 05 e 09 de março de 2016, optamos por realizar a produção de um livro tipográfico com base nos clichês fotográficos da Gráfica Assunção de São João del-Rei. Levamos a prensa centenária com o acervo de tipos, herdada como legado, da Tipografia Liberdade do Sr. Sebastião Bento da Paixão de Jequitinhonha, lá para Tiradentes.

Decidimos que o livro se chamaria Saturno e que celebrasse os encontros reais que tivemos nestes dias. Foram longas conversas no porão. Algumas frases surgiram e optamos por colocá-las em dialogo com os símbolos dos elementos químicos que fazem parte do universo da Tipografia. Os clichês foram impressos em laranja e em páginas coloridas revelando seu desgaste e sua constante desmaterialzação. A narrativa sugeria o processo de se ir do chumbo ao Eter (ROR).

Retomamos o contato com a Gráfica Assunção para que nos emprestasse os clichês fotográficos. Escolhemos o papel Rives Tradition para a capa e alguns papéis coloridos para o miolo. Conseguimos uma tinta laranja que deu vida aos clichês de paisagens selecionados pelo próprio Sr. Afonso. O preto ficou para as frases, a página de rosto e o colofão. Em preto imprimimos também um clichê adquirido por Alessandra e Cláudio, diretamente do antiquário pessoal do Sr. John Sommers, há mais de 25 anos atrás.

“O agente que os alquimistas usavam para produzir ouro artificial era a pedra filosofal. Essa pedra, na realidade um pó ou tintura – era também chamada maza, palavra rega para levedura. A pedra filosofal, não é portanto, a substância da qual o ouro é feito, mas o aditivo essencial, o fermento ou catalisador que efetua a transmutação (ou trasnformação) de metal comum em precioso. o metal comum preferido para isso era o chumbo, associado ao planeta (e portanto ao Deus Saturno). O nome grego para Saturno é Cronos, que, por associação com a palavra chronos (tempo), sugere transitoriedade. Assim, Saturno é representado em ilustrações alquímicas, por um velho com uma ampulheta e uma foice. Relacionado a essa alquimia, o processo envolve a conversão de chumbo, metal inferior e símbolo do transitório, em ouro, metal precioso e símbolo do eterno. A alquimia é, portanto, uma tentativa do homem para escapar do tempo enquanto ainda está nele – seu esforço para se libertar da transitoriedade enquanto está nessa vida”. (Dinheiro e magia: Uma crítica da economia moderna à luz do Fausto de Goethe. Hans C. Binswanger, pg 55.)

Fomos além e chegamos ao Eter como simbologia da era digital e da nuvem que tanto nos rodeia.

Oficina Tipográfica Aberta - from Voltz Design on Vimeo.

Oficina Tipográfica Aberta – SATURNO
Tipógrafos  |  Cláudio Santos Rodrigues, Fábio Martins e Marcello W. Tostes
Imagens  |  Cláudio Santos Rodrigues e Fábio Martins
Edição  |  Cláudio Santos Rodrigues
Trilha Sonora  |  Sinos da Igreja do Pilar de São João del-Rei
Agradecimentos  |  Eugênio Sávio, Sr. Afonso, Gráfica Assunção e Sergin Castanheira
Porão do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes  - 2016

Categoria: #voltz20anos, Editorial, Experimental, Festival, Mostra, Sinalização, Tipografia em 16/03/2016    


 
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simbio 2016

O Simbio  é um evento no qual participamos desde a primeira edição, tanto com a identidade visual assim como um dos trabalhos. “Almanaque de Perdas Fracassos e Trasnformações”.

A palavra simbiose é definida como uma associação entre dois seres vivos na qual ambos são beneficiados. No 5ª Simbio, aberta a partir do dia 21 de fevereiro no Espaço Mari’Stella Tristão, no Palácio das Artes.


Para esta edição foram convidados os artistas plásticos Aruan Mattos e Flavia Regaldo, o músico Barulhista, o fotógrafo João Castilho, o designer Shima, a bonequeira Cássia Macieira e o grafiteiro Warley Desali. Cada um deles, por sua vez, foi desafiado a convidar outros artistas para trabalhar em um objeto. A idealização e direção artística é de Jeff Santos, com Mercado Moderno, Kika e Francisca Caporali (Ja.ca).

Para a identidade visual desta edição Jeff sugeriu o uso do recurso gráfico da Risografia. Daí iniciamos um série de testes com o pessoal da Entrecampo, de Ricardo Portilho (que já foi designer na Voltz entre 2002 e 2004) e Graziani Riccio. Foram vários testes de preparação das imagens e de composição para se chegar no resultado de cartazes que funde as imagens dos artistas.

FICHA TÉCNICA

Direção de Criação: Cláudio Santos Rodrigues
Designers: André Travassos, Cláudio Santos Rodrigues e Luís Matuto
Produção: Alessandra Maria Soares e Renato Moura
Preparação de arquivos e impressão em Risografia: Entrecampo


Categoria: Evento, Experimental, Identidade Visual, Sinalização em 26/01/2016    


 
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devagar – evento

O evento aconteceu no Teatro Marília. Transportamos a prensa e todo material necessário e montamos nosso set de impressão de papel, áudio e vídeo.

Após a montagem da rama e o acerto de tinta e de posicionamento, iniciamos a montagem do sensor que foi acoplado ao braço da impressora. A ação se dá pela proximidade do sensor com um imã, que conectados a uma placa via arduíno e computador, desencadeiam a ação de exibir as imagens e vídeos relacionados aos 20 anos da 20 voltz. Pelo projeção era possível ver vídeos autorais, detalhes e fragmentos de nossa história.

Depois que tudo estava testado começaram a chegar os curiosos e interessados. Primeiro um grupo de deficientes visuais, tocaram e sentiram a textura da máquina e do papel e do cheiro da tinta, acompanhados pelo pessoal do SVOA, grupo de audiodescrição, convidados pelo evento. Ao longo do dia as mais diversas pessoas puderam imprimir e entender melhor sobre os tipos móveis e como ressignificamos sua utilização.

Enquanto isso, todo Teatro Marília e principalmente o auditório estavam tomados por um público diverso, para assistir as palestras / performances, que foram todas registradas ao vivo pela Rede Minas. A sinalização basicamente se deu através de desdobramentos do logotipo criado por nós, que ficaram ao longo do espaço.

Para saber e ver como foram outras atividades acesse a página do facebok do Devagar.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Palestra, Performance, Sinalização, Tipografia, Video, Voltz em 18/12/2015    


 
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