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Ágora / Saramenha Artes e Ofícios


Das origens ancestrais, européias e das américas, africanas, indígenas, brasileiras, mineiras, barrocas e modernistas. A Tipografia LIBERDADE continua sua trajetória centenária, que veio do rio Araçuaí até Jequitinhonha, passando por Belo Horizonte. No dia 12 de outubro de 2017 se instalou em Ouro Preto para se conectar mais profundamente com uma história que revela o ato da fala, das mãos, do gesto, do barro, do fogo, da madeira, do papel, da tinta e dos metais. Um novo espaço para toda forma de impressão e expressão e para uma melhor compreensão da nossa história através de experiências artísticas, educativas e culturais !!!

O espaço da Saramenha de Artes e Ofícios, localizado em Santo Amaro de Botafogo à 5 quilômetros de Ouro Preto já se propõe como um museu vivo e é voltado para o resgate dos antigos ofícios, principalmente ao manter ativo um tipo de se produzir cerâmica vitrificada, técnica que Padre Viegas (o pioneiro da tipografia no Brasil), trouxe de Portugal ao retornar em 1802, conforme descrito por Paulo Rogério Ayres Lage no livro “Cerâmica Saramenha – A Primeira Manufatura de Minas Gerais”. Aqui se deu a liga necessária para esse reencontro de técnicas em seu local de origem.

Nos dias 21 e 22 de julho de 2018 aconteceu a Oficina ÁGORA de Tipografia, lá na Cerâmica Artes e Ofícios e como ação integrada ao Festival de Inverno de Ouro Preto, Mariana e Região. Reinaugurada a Tipografia Liberdade, utilizando também equipamentos da Tipografia do Zé, 62 pontos e TipoLab-ED/UEMG. Final de semana produtivo com mais um ponto vivo da #redetipográfica.

Mais um passo do projeto ÁGORA que vem sendo construído há algum tempo. Foi também o momento de recolocar a Tipografia Liberdade em funcionamento novamente, agora num contexto que conecta passado e presente. Veja o processo de Restauração da Tipografia Liberdade >>


Categoria: Curso, Evento, Exposição, Festival, Gastronomia, Museus, Oficina, Palestra, Tipografia, Video em 26/07/2018    


 
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Tipoema – Movimento 3

PERFORMANCE MECÂNICO/ANALÓGICO/DIGITAL
TIPOEMA – MOVIMENTO 3
POSLING – CEFET – MG  | 10 Anos
Belo Horizonte  | 19/06/2018

Tipografia e poema em movimento. Tipos animados, letras em marcha, o prelo feito agito. Tipografia e poesia: resistência. Deslocamento, a prensa pensa o movimento da tela. Um dispositivo mecânico – o braço – é o ponto de partida. Arranca, sobe o rolo, desce a tinta sobre a rama. Imprime-se sobre o papel, enquanto a tela, sob o comando do dispositivo acoplado à prensa – e ao som do momento – passa. Imagens estáticas e em movimento. O analógico e o digital, simultâneos. Transposição intersemiótica, semioses, simbioses.
O som da máquina, a música como elemento narrativo. E, na orquestração do movimento, a presença, a performance dos corpos. O tipógrafo transmídia, atravessado por diversas linguagens. O tipógrafo performer, poeta, guerrilheiro. O tipógrafo do ar, cheio de sonhos, em busca de um novo mundo, utópico e feliz. Ao fim, a impressão de que lutar é preciso, pois dias melhores virão. (Sérgio Antônio Silva)
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A partir do vídeo Tipoema de:
Cláudio Santos Rodrigues e Leonardo Rocha Dutra
Com Trilha Sonora original de:
Lucas Miranda
Animado e montado por:
Cláudio Santos Rodrigues, João Victor de Oliveira,
Leonardo Rocha Dutra e Luís Morici
Com Poema de:
Guilherme Mansur

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PERFORMANCE
Narrativa:
Cláudio Santos Rodrigues e Sérgio Antônio Silva
Sistema Prensa TIPOGRÁFICA + Audiovisual:
Impressão e Performance: Cláudio Santos Rodrigues
Programação de Software: Sérgio Mendes
Sistema Live AV / VJ:
Fabiano Fonseca
Trilha incidental, sampler e remix:
Vinícius Cabral
Impressão tipográfica:
Pedro Sako e Tatiane Quintino
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Conteúdos extraídos:
Livros: Homem ao termo – Affonso Ávila – Poesia Reunida (1949 – 2005)
Macunaíma – Mário de Andrade
Manifestos, revistas, periódicos, jornais e impressos:
MUNDO: COMUNISTA / FUTURISTA / DADAÍSTA / SITUACIONISTAS / INTERNACIONAL LETRISTA / BAUHAUS IMAGINATIVA /  COLÉGIO DA PATAFÍSICA  /  FLUXUS /  PROVOS / CONCRETO / MAIL ART  / PUNK  / NEOISMO  / CLASS WAR / PANTERAS NEGRAS / FEMINISTA / JIM JARMURSH
BRASIL: JORNAIS E PERIÓDICOS DE MARIANA E OURO PRETO / ANTROPÓFAGO / PAU-BRASIL /  RUPTURA  / GRUPO VANGUARDA / NEOCONCRETO  / MAMÃE BELAS-ARTES  / REVISTA KLAXON / REVISTA MALASARTES / A REVISTA / POEMA DE PROCESSO
BELO HORIZONTE: DEVAGAR  /  GRÁFICA TÁTICA / TIPOLAB / 62 PONTOS ESPAÇO GRÁFICO
Eleonora Santa Rosa, Tipografia Ouro Preto, Escola de Design UEMG, Posling – CEFET/MG, Saramenha Artes e Ofícios
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EDIÇÃO DO VÍDEO DE REGISTRO:
Cláudio Santos Rodrigues
CAPTURA DE VÍDEO:
Isabela Prado
Marcelo Braga de Freitas
TRILHA SONORA DA ABERTURA E ENCERRAMENTO:
TIPOBEAT/MANIFESTO_1
Trecho de audiocolagem feita por VCR a partir  dessa performance com samplers diversos e iconografias  auditivas relacionadas a grandes manifestos do séc. XX e XXI  e ao universo contemporâneo digital.

Categoria: Animação, Evento, Experimental, Performance, Sistema, Tipografia, Video em 18/07/2018    


 
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Hermes Pardini – Videowall e Identidade Visual para Stand

A partir do desenvolvimento da instalação audiovisual “Desmedido Humano”, que realizamos para o Hermes Pardini no CCBB-BH, fomos convidados para criar a Identidade Visual do Stand para a principal feira do segmento.

Hermes Pardini – Sinalização Audiovisual para Stand

A partir de projeto da arquiteta Isabela Vecci de BH, realizamos um trabalho em parceria com a empresa de montagem Poli Design de São Paulo. O resultado do ficou diferenciado ao utilizar materiais inusitados e soluções visuais. impactantes.

Hermes Pardini – Videowall e Identidade Visual para Stand

Além do Stand principal ainda sinalizamos a sala de treinamento com conteúdo dinâmico que anunciava a programação diária.

Ficha Técnica:

Idealização e Realização: Departamento de Comunicação Hermes Pardini
Direção de Criação e Produção: Alessandra M. Soares e Cláudio Santos Rodrigues
Projeto Arquitetônico: Isabela Vecci
Design: Luis Felipe Bacarense
Edição de imagens videowall: Henrique Roscoe
Trilha sonora: O.ST Trilhas
Edição de conteúdo informativo dinâmico: Marco Nick
Projeto Técnico, 3D e Execução: Poli Design (SP)


Categoria: Animação, Evento, Identidade Visual, Instalação, Video em 15/06/2017    


 
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MUMO. Museu da Moda de Belo Horizonte

No dia 12 de dezembro foi inaugurado o Museu da Moda de Belo Horizonte. O museu funcionará no prédio com estilo manuelino da Rua da Bahia, 1.149, conhecido como Castelinho da Bahia, onde até então funcionava o Centro de Referência da Moda – CRModa.

A primeira proposta de um espaço dedicado à preservação da memória da moda em Belo Horizonte surgiu em 2012, com a abertura do Centro de Referência da Moda – CRModa.  Com o novo empreendimento, a moda em Belo Horizonte é reconhecida como bem cultural da cidade, centro de design, criação, polo lançador de tendências e de negócios, reconhecido nacionalmente.

A indústria têxtil é agraciada na inauguração do MUMO com a exposição =33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais, que foca a indústria têxtil mineira e sua relevante contribuição quanto às questões econômicas, culturais e sociais.

O tecido é o tema da primeira mostra do museu, elemento base da indústria da moda, com destaque para o algodão e a tecelagem plana. “Como o universo da indústria têxtil é muito amplo, resolvemos fazer um recorte focando o algodão, utilizando parte do acervo da Cedro Têxtil e do Museu de Artes e Ofícios – MAO”,  explica o curador da exposição, professor Antônio Fernando Batista Santos, doutor em Artes Visuais e coordenador do curso de Design de Moda da Fumec. A responsável pela pesquisa foi a historiadora Doia Freire e projeto expográfico é do arquiteto Alexandre Rousset em  co-criação com a Voltz.

O percurso do Museu está dividid da seguinte forma.

APRESENTAÇÃO: O ALGODÃO DA PLANTA À FIBRA

Neste primeiro espaço, o visitante será apresentado aotema algodão, sua natureza e sua presença na nossa cultura desde tempos imemoriais, e poderá sentir a proximidade das plumas tornadas fibras depois de terem sido separadas das sementes.

TRANSFORMAÇÃO: DA PLUMA AO PANO

Aqui, está detalhado todo o processo – basicamente universal e milenar – empregado para transformar o algodão em tecido plano, desde o descaroçar e cardar a fibra até a produção dos mais variados gêneros têxteis.

SUPERFÍCIE: IMPRESSÕES DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Esta sala mostra a arte de estampar os tecidos em Minas Gerais a partir do início do século 20, com os tradicionais cunhos e matrizes e as amostras de estampas de repertório decorativo variado, desde os primitivos motivos de influência oriental até as flores graúdas e coloridas da chita mineira.

LINHA DO TEMPO: FIO DA MEMÓRIA

Neste ambiente, o visitante vai conhecer sobre a presença do algodão e da arte de trabalhar suas fibras no mundo, no Brasil e em Minas Gerais, em diferentes momentos da história, até meados do século 20.

MEMÓRIA DA TECELAGEM: ACERVO HISTÓRICA

O Estão expostos alguns equipamentos representativos de diferentes fases da tecelagem manual e industrial, em Minas Gerais, com destaque para exemplares que pertencem ao acervo da Cia. Cedro Cachoeira.

Ficha técnica

Prefeitura de Belo Horizonte | Marcio Lacerda

Fundação Municipal de Cultura | Leônidas José de Oliveira

Diretoria de Museus e Centros de Referência | Yuri Mello Mesquita

Museu da Moda de Belo Horizonte | Marta Guerra

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO | Janine Avelar

ASSESSORIA DE MUSEUS E CENTROS DE REFERÊNCIA | Maria Carolina Ladeira

Curadoria | Antônio Fernando B. Santos (FUMEC)

Pesquisa e textos | Antônio Fernando B. Santos (FUMEC), Doia Freire e

Valéria Said Tótaro

Concepção GERAL | Marta Guerra

ESTRUTURAÇÃO CONCEITUAL | Alexandre Rousset, Antônio Fernando B. Santos

(FUMEC), Alessandra Maria Soares e Cláudio Santos Rodrigues (Voltz)

Projeto Expográfico | Alexandre Rousset

Execução e Montagem Exposição | Joaquim Agostinho Pereira

(Artes Cênica Produções)

Design Gráfico | Cláudio Santos Rodrigues e Fabiano Fonseca (Voltz)

Produção Gráfica | Alessandra Maria Soares e Renato Moura (Voltz)

Vídeo | Cláudio Santos Rodrigues e Tarcísio Ferreira (Voltz)

SOM | Fabiano Fonseca (Voltz)

Acervo | Cedro Textil e Museu de Artes e Ofícios

Conservação de Acervo | André Andrade

Projeto Luminotécnico | Edwiges Leal e Ricardo Sobreira (Interpam)

Produção Executiva | Lilian Nunes, Sirlene Magalhães, Gabriel Patim

e Thatiana Lanna (Coreto Cultural)

Aceleração de Marca | Marcela Bueno, Chris Vinti, Augusto Nascimento

e André Maga (Formiga)

Assessoria de Imprensa | Heloisa Aline (Salamandra)

Revisão de Texto | Vanice Araújo

Gestão Financeira | Ruth Leia Amaral

Equipe MuMo | Amanda Gabrielle, André Dias, Bianca Perdigão, Carolina Bicalho,

Cipriano Cunha, Fábio Matos, Fernanda Alves, Isabela Itabayana, João Carlos Souza,

Lucilene Morais, Marcelo Nunes da Silva, Marcus Maciel, Maria Carolina Ladeira,

Maria do Carmo Costa e Silva, Maria Ribeiro, Patrícia Rodrigues Vilela, Pedro Melo,

Raquel Carneiro, Rogério Flores Fernandes, Simone Luiza Dias, Simone Sobrinho,

Susan Barnes, Wanda Lúcia Garcia


Categoria: #voltz20anos, Exposição, Museus, Sinalização, Video em 12/12/2016    


 
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Indie 2016

Partimos da ideia que vivemos momentos estranhos. OS filmes slecionados para este ano também refletiam isso. O Indie representa a resistência e permanência em meio a toda essa turbulência que vivemos. A escolha do processo da serigrafia para impressão do cartaz, veio por perceber que estes meios de reprodução também remetem a estes conceitos, além de trazer uma ceoncepção de autonomia e as sobreposições que pretendíamos revelar.

Inspirado pela retrospectiva do artista gráfico e cineasta polonês Walerian Borowczyk, criamos a identidade visual do Indie 2016, a partir dos pontos e cores básicas do processo de impressão. A sobreposição de diferentes frequências e ângulos das retículas do magenta e do cyan, proporcionaram camadas e composições gráficas diversas feitas em cima das fotos/frames dos filmes que foram exibidos.

A complexidade da obra do artista e diretor Walerian Borowczyk e o resgate de sua obra através do restauro de todos os seus filmes e o trabalho de difusão (Os filmes de Boro tiveram restrospectiva no LIncoln Center em Nova York, e terão no Centre Pompidou, em Paris, em 2017) foi o assunto do curador Daniel Bird, responsável por este trabalho com os filmes de Borowczyk há mais de 20 anos. Tivemos o aval de Daniel para rediagramar seu Dicionário de Boro, em uma versão reduzida no catálogo..

A vinheta refletiu o processo de impressão em movimento. A partir da estrutura gráfica das retículas e da seapração de cores, junto a uma trilha que juntou elementos e cacos sonoros, a vinheta explorou as possibilidades dessas interpolações.
Produção: Voltz Design | Direção: Claudio Santos Rodrigues | Animação: Leonardo Dutra | Trilha Sonora: Bernardo Bauer | Realização: Zeta Filmes

INDIE 2016 Vinheta BH from Voltz Design on Vimeo.


Categoria: #voltz20anos, Animação, Editorial, Experimental, Identidade Visual, Internet, Mostra, Sinalização, Video em 11/10/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 – Performance audiovisual

Performance Audiovisuai – Rede Tipográfica de Minas Gerais from Voltz Design on Vimeo.

Por causa das fortes chuvas, as 2 performances programadas (para sexta e sábado) se modificaram em um ensaio aberto no sábado a tarde e uma apresentação oficial a noite. André Travassos, no violão (Câmera) e Renato Moura, na percussão (Pequeno Céu) criaram o clima sonoro para o sistema que alternava os vídeos e fotos a partir do uso da alavanca da prensa centenária.



A intenção era comemorar os 20 anos da Voltz participando nos eventos de parceiros. A partir de todos esse envolvimento com essa edição do Foto em Pauta em torno dos clichês fotográficos e do uso da tipografia, optou-se por se fazer uma apresentação pública de fragmentos da dissertação de Cláudio Santos Rodrigues. A pesquisa realizada no âmbito da Programa de Pós-Graduação da Escola de Design da UEMG, trata do Design aplicado às tecnologias de rede colaborativa: projeto para difusão da memória coletiva da tipografia em Minas Gerais.


Pesquisa, edição e performance | Cláudio Santos Rodrigues

Imagens | Alessandra Maria Soares e Fábio Martins (ao vivo)
Cláudio Santos Rodrigues, Leonardo Rocha Dutra e Rede Minas (acervo)

Trilha Sonora | André Travassos e Renato Moura (ao vivo)
O Grivo e Lucas Miranda (incidental)

Desenvolvimento de Sistema | Sérgio Mendes

Agradecimentos | Alessandra Maria Soares, Eugênio Sávio, Fábio Martins
Isadora e Miguel Soares Rodrigues, Marcello, W. Tostes e Sergin Castanheira

Jardim do Sobrado 4 Cantos – Tiradentes – 2016


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Festival, Mostra, Performance, Tipografia, Video em 16/03/2016    


 
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Foto em Pauta 2016 / Tipografia Assunção

Lugares e imagens que sobrevivem – Oficina aberta e performance audiovisual


Este ano para a identidade visual do 6º Foto em Pauta – Festival de Fotografia de Tiradentes, partimos da pesquisa acerca da Rede Tipográfica de Minas Gerais de Cláudio Santos Rodrigues. A ideia era pesquisar um acervo de clichês fotográficos na região do campo das vertentes, principalmente entre Tiradentes e São João Del Rei. Daí, chegamos na Gráfica Assunção. Em uma primeira investigação, feita por Eugênio Sávio e Sergin Castanheira (Foto em Pauta) vimos as ricas possibildades que se abririam. Conseguimos tirar dos arquivos, o velho prelo e dar vida novamente a alguns clichês. Daí, surgiu uma nova proposta: transformar o que seria um workshop em uma oficina aberta onde a Voltz + o Foto em Pauta realizariam um livro durante o festival, a partir do acervo do Gráfica Assunção. Além disso, optou-se em apresentar a pesquisa sobre a Tipografia em Minas Gerais no formato de uma performance audiovisual com o sistema de imprimir videos, que estamos aperfeiçoando a cada novo uso.

A segunda visita se deu em plena sexta-feira, dia 19.02.2016. Chegamos às 10h30 conforme combinado e Sr. Afonso estava lá assisitndo TV atrás do balcão. Iniciamos a conversa tendo 3 objetivos como meta. Um seria escutá-lo para dar continuidade à pesquisa da Rede Tipográfica de Minas Gerais. O outro seria conseguir ter acesso a seu acervo para poder usar como suporte para um livro-homenagem a essa técnica e a esses homens-máquinas. O terceiro seria fazer um orçamento para ver a viabildade de imprimir o catálogo do 16º Festival Foto em Pauta, parte em tipografia e parte em off-set. Acabamos fechando de imprimir a capa do catálogo utlizando os antigos clichês fotográficos na Heidelberg de leque.

Sr. Afonso tem 64 anos de profissão. Recebe as pessoas, mas a todo momento Laércio, auxiliar administrativo que está lá há 22 anos, dá continuidade aos atendimentos. Os orçamentos ainda são conversados, tem que ser analisados e aprovados por ele antes de enviar. Após uma longa conversa ele nos convida a adentrar. Começamos passando pela pré-impressão, que ainda é chamada de Arte-Final. Nos mostra um gaveteiro que virou armário de papéis. Passamos por uma Catu em funcionamento ao lado de um antigo relógio de ponto. Daí chega-se ao salão principal, com as impressoras e mesas de montagem.

Para o lado esquerdo, por uma pequena porta, entramos em salas que viraram depósitos. Junto a potes de tinta e papéis, se encontra uma mesa de sinuca e uma “feijãozinho”. Entramos por mais um corredor e chegamos em um gaveteiro desgastado pelo tempo mas repleto de clichês em ótimo estado. Ao som do sino da Igreja do Pilar, vamos abrindo gaveta por gaveta e nos deparamos com toda sujeira possível por conta dos diversos insetos e pequenos roedores que devem passear por ali há anos. Nesse garimpo, encontramos também fotos de anúncios fúnebres, além de logotipos de associações religiosas, empresas locais, times de futebol, etc.

Retornamos para o salão principal e para o lado direito, caímos numa antiga quadra de futebol de salão, com as marcas ainda no chão. O teto foi coberto e hoje abriga pilhas de papéis e 2 heildelbergs de leque. Uma delas com a roalaria entintada de vermelho e em pleno funcionamento para numerar notas fiscais. Outro capítulo a parte, são os 3 catálogos de tipos e 1 de clichê. Impressos curiosos aparecem também, como é o caso do amigo da onça que era vendido para os estabelecimentos comerciais e uma antiga nota fiscal da empresa toda impressa em tipografia datada de 1974.


Em um dos catálogos da tipografia Assunção, cada tipo era nomeado como atores, atrizes de novela e personagens da televisão, assim como por jogadores de futebol, nome de amigos, de personalidades civis e religiosas da região. Os catálogos da Tipografia Progresso apresentavam os tipos em um texto que revela de forma didática como é o processo tipográfico e dava dica aos clientes da melhor forma de se usar os recursos gráficos.

Dando continuidade nessa história o próximo post será sobre como imprimimos a capa em tipografia, usando os clichês fotográficos e numerador.

Tipografia e Papelaria Assunção
Rua Marechal Deodoro, 36 – (32) 3371 2954 / 3371 2410
[email protected]


Categoria: #voltz20anos, Evento, Experimental, Exposição, Festival, Performance, Tipografia, Video em 07/03/2016    


 
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devagar – evento

O evento aconteceu no Teatro Marília. Transportamos a prensa e todo material necessário e montamos nosso set de impressão de papel, áudio e vídeo.

Após a montagem da rama e o acerto de tinta e de posicionamento, iniciamos a montagem do sensor que foi acoplado ao braço da impressora. A ação se dá pela proximidade do sensor com um imã, que conectados a uma placa via arduíno e computador, desencadeiam a ação de exibir as imagens e vídeos relacionados aos 20 anos da 20 voltz. Pelo projeção era possível ver vídeos autorais, detalhes e fragmentos de nossa história.

Depois que tudo estava testado começaram a chegar os curiosos e interessados. Primeiro um grupo de deficientes visuais, tocaram e sentiram a textura da máquina e do papel e do cheiro da tinta, acompanhados pelo pessoal do SVOA, grupo de audiodescrição, convidados pelo evento. Ao longo do dia as mais diversas pessoas puderam imprimir e entender melhor sobre os tipos móveis e como ressignificamos sua utilização.

Enquanto isso, todo Teatro Marília e principalmente o auditório estavam tomados por um público diverso, para assistir as palestras / performances, que foram todas registradas ao vivo pela Rede Minas. A sinalização basicamente se deu através de desdobramentos do logotipo criado por nós, que ficaram ao longo do espaço.

Para saber e ver como foram outras atividades acesse a página do facebok do Devagar.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Palestra, Performance, Sinalização, Tipografia, Video, Voltz em 18/12/2015    


 
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devagar – manifesto

Prova de prelo de parte do texto manifesto do DEVAGAR, impresso em tipos móveis na tipografia Matias em BH. Abaixo, primeira logo da Voltz, a partir de clichê. Durante o evento, enquanto as pessoas usam a prensa para acessar vídeos e fotos, elas vão gerando uma impressão com tinta em papel, que podem levar para casa como lembrança do evento.


Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Editorial, Evento, Performance, Tipografia, Video, Voltz em 11/12/2015    


 
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devagar + voltz 20 anos

Fragmentos e conexão de uma história. Pessoas, máquinas e sonhos

Em 2006, a Voltz adquiriu a prensa tipográfica centenária do Mestre tipógrafo do Jequitinhonha Sr. Sebastião Bento da Paixão. Tanto o maquinário, quanto os tipos e os clichês foram ressignificados se apropriando das possibilidades de ligação entre os meios analógicos e digitais.

Em 2008, aconteceu o projeto SIMBIO, que teve como prerrogativa apresentar uma simbiose entre diferentes formas de manifestações artísticas. Foi apresentado por Cláudio Santos Rodrigues (design, vídeos, composição e impressão tipográfica e videográfica), Guilherme Lessa (roteiro), Sérgio Mendes (desenvolvimento de sistema) e Fabiano Fonseca (música) o Almanaque de perdas, fracassos e transformações. Uma instalação audiovisual composta por uma projeção e sistema interativo acionado por sensores de presença dispostos em seis bancadas. Nas bancadas ficavam disponíveis calendários com o verso em branco. O público assistia aos vídeos, refletia sobre o tema, escrevia suas notas no calendário e o jogava ao chão, a sua frente. Parte das mais de 500 anotações recolhidas durante a exposição foram digitalizadas e compuseram o material para a performance que utilizou a prensa tipográfica.


O Simbio Remix, em 2009 foi o formato ao vivo e o diálogo multimídia dos artistas envolvidos no projeto, com música, vídeo e interações em tempo real. Durante a apresentação, calendários eram impressos e, nas telas, simultaneamente, exibidas as imagens dos calendários escritos que foram deixados pelos visitantes da exposição na Casa do Baile, em Belo Horizonte. O que se deu foi a integração dos suportes através de uma interface mecânico-digital, gerando uma máquina de imprimir vídeos e imagens. Abaixo uma breve explicação do funcionamento do sistema de impressão de vídeos:

1) O operador executa o movimento de impressão da tipografia.

2) O sensor é acionado através do contrapeso.

3) Um circuito eletrônico que permite a exibição de uma mídia é disparado.

4) Imagens e vídeos são acionados e exibidos.

5) A pessoa sai com um impresso de lembrança

Em 2015, o coletivo DEVAGAR nos procurou para que pudéssemos criar a identidade visual de uma nova proposta de evento/performance/espaço de troca de ideias. Nos identificamos de cara e viramos parceiro do projeto. Com isso, resolvemos resgatar a traquitana que exibimos em 2008/2009 e que, agora, poderá ser manipulada pelos participantes, com um conteúdo que revela fragmentos da relação da Voltz com a cultura de Belo Horizonte ao longo desses vinte anos. Além de manipular uma interface centenária, os visitantes poderão levar para casa um texto exclusivo do DEVAGAR e impresso por eles mesmos.

O DEVAGAR é um grupo de pessoas ligadas à comunicação e interessadas em um tipo de reflexão e pensamento crítico sobre o mundo das notícias e a velocidade dele. Esse é o mote do projeto, formado por um grupo de sete mineiros – o coordenador Augusto Barros, os jornalistas Laura De Las Casas, Joana Diniz e Caíque Pinheiro, o administrador Erlon Filgueiras, o arquiteto Guilherme Vasconcelos e o advogado e escritor Frederico Linhares.
O evento terá o diálogo entre os debatedores e artistas que criraram obras específicas para o Seminário.
- O sistema da dívida pública: Maria Lúcia Fatorelli, Maria Leite e Sara Lana

- O princípio da dualidade onda-partícula: Gabriela Barreto Lemos e Henrique Roscoe

- Sérgio Godinho e os 15 anos de experiência em pedagogia e democracia

-Daniel Iglesias e a antropologia do selfie

Dia: 12/12/15 – Local: Teatro Marília – Belo Horizonte, das 14h às 20h.

Categoria: #voltz20anos, Aplicativo, Evento, Experimental, Exposição, Música, Performance, Tipografia, Video em 10/12/2015    


 
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