Audiovisual
Laboratório 2C: Expandindo as Fronteiras do “Cinema Feito à Mão”
O ecossistema do Estúdio-Escola Animaparque, em Cataguases/MG, consolidou-se como um verdadeiro hub criativo de pesquisa, produção e registro das potencialidades locais. Por meio do Laboratório 2C, o Instituto Fábrica do Futuro e o Polo Audiovisual da Zona de MG vem construindo pontes que unem pesquisa acadêmica, preservação do patrimônio histórico e inovação tecnológica.
A Busca pelas Raízes: Visita ao CTAV e Ancine no Rio de Janeiro
A jornada começou a 9 de março de 2026, quando os coordenadores do Lab 2C, Cláudio Santos e Cesar Piva, acompanhados pelo consultor de áudio Bruno Silva, realizaram uma visita técnica ao Centro Técnico Audiovisual (CTAV) e à Agência Nacional do Cinema (Ancine), no Rio de Janeiro. Recebidos pelo cineasta André Di Mauro e pela equipa do CTAV, o objetivo foi firmar um plano de cooperação e intercâmbio com foco na vida e obra de Humberto Mauro.
Deste encontro nasceram três frentes estratégicas: a integração de ações conjuntas entre o Polo Audiovisual, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e o CTAV; o avanço da pesquisa de doutoramento de Cláudio Santos (focada na memória gráfica de Humberto Mauro e no INCE); e o alinhamento de uma agenda de eventos. A parceria rendeu frutos imediatos com a disponibilização da listagem do acervo iconográfico (como fotografias e negativos) e da filmografia de Humberto Mauro. O material gráfico complementar será explorado junto do CEDOC da Funarte.
Celebrando 90 Anos de História: O INCE na UNIRIO
A imersão no passado do cinema educativo desdobrou-se no dia 15 de abril, durante a celebração dos 90 anos do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), criado no governo Vargas em 1936 e fortemente influenciado por Humberto Mauro. O evento, promovido pelo Cineclube Leila Ribeiro na UNIRIO, incluiu a exibição de curtas-metragens e um debate essencial com o investigador do CTAV, Fábio Velozzo. A discussão evidenciou que a preservação audiovisual transitou dos cuidados manuais com a película para a precisão digital, uma etapa contínua de proteção para garantir o futuro da memória do cinema brasileiro.
Conexões Locais e Nacionais: SESC, Energisa e UEMG
No dia 31 de março, as portas do Estúdio-Escola Animaparque abriram-se para uma visita estratégica que uniu representantes do SESC (Nacional, Belo Horizonte e Cataguases), do Instituto Energisa, da Fundação Bauminas e da coordenação de Cinema e Animação da UEMG.
Este encontro validou a premissa de que a inteligência coletiva ganha vida ao juntar talentos locais e gestores do mercado. Uma das grandes novidades partilhadas pela equipa do SESC foi a proposta de realizar a Mostra SESC de Cinema em Cataguases, prevista para o segundo semestre.
Fórum Animaparque: O ápice do “Cinema Feito à Mão”
O encerramento da primeira edição do projeto Lab 2C aconteceu no dia 30 de abril, data de aniversário de Humberto Mauro, com o Fórum Animaparque: Cinema Feito à Mão. A programação contou com visitas guiadas aos estúdios de produção.
O evento brilhou com painéis que envolveram profissionais como Cesar Cabral (Coala Filmes) e os coordenadores Cláudio Santos e Pedro Marcos Oliveira. O ponto alto foi a Sessão Fábrica Animada, que revelou os grandes projetos desenvolvidos no laboratório: “Eu sou Alcina”, “O bloco do Ary” e “O palco animado de Humberto Mauro”. A agenda encerrou-se com os olhos no futuro, apresentando a próxima edição do Festival Ver e Fazer Filmes 2026.
Teatro de Bonecos e novas conexões em Juiz de Fora
No início de maio, entre os dias 1 e 3, a cidade de Juiz de Fora foi brindada com a Ocupação Giramundo. O icónico grupo mineiro, que possui mais de 55 anos de história e 40 espetáculos, ofereceu a palestra “O processo Giramundo” para artistas locais no Cinema Alameda, além de apresentar as obras “Cobra Norato” e “Um baú de fundo fundo” no Teatro Paschoal Carlos Magno. Coincidentemente, este período celebrou a revitalização do Cinema Alameda, que reabriu como centro de difusão cultural com foco no audiovisual brasileiro e na formação de público, através de parcerias entre a Prefeitura, a Funalfa e o Instituto Albert Sabin.
A Força do Território Criativo do Audiovisual em MG: Visita do Diretor da Ancine
O fortalecimento do audiovisual na Zona da Mata ganhou ainda mais peso com a visita de Paulo Alcoforado, diretor da Ancine, a Juiz de Fora. Em parceria com a UFJF e a Prefeitura, o debate centrou-se no Parque Científico e Tecnológico (PartecJF). Graças à robusta infraestrutura do Distrito Industrial, o PartecJF está preparado para receber estúdios modulares capazes de acolher grandes produções, reduzindo os custos operacionais em até 40% em comparação com eixos como o Rio de Janeiro e São Paulo. A agenda encerrou-se com a palestra de Alcoforado no recém-reaberto Cinema Alameda, destacando a importância de descentralizar a produção audiovisual.
O Intercâmbio Universitário e a Presença de Thiago Calçado
O ecossistema do Animaparque – que conta com ateliês técnicos, estúdios de som e espaços de animação em stop motion – acolheu, em junho, o Professor Simon Brethé, do pioneiro curso de Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD) da UFMG. Esta conexão aproximou o laboratório da Revista Quadros-Chave, uma publicação de referência em animação.
Como desdobramento deste intercâmbio, a discente da UFMG, Isabelle Pires, conduziu uma entrevista ao aclamado animador brasileiro Thiago Calçado. Thiago possui um currículo invejável, tendo sido animador sénior no filme vencedor de Óscares Pinóquio (de Guillermo del Toro), além de produções como Kubo, Ilha dos Cães e A Fuga das Galinhas.
Para consolidar a experiência, Thiago Calçado mergulhou nas raízes do cinema e do modernismo local numa visita ao Centro Cultural Humberto Mauro, guiado por Renatta Barbosa, encerrando este ciclo incrível de conexões e aprendizagem coletiva em Cataguases
Categoria: Animação, Arquitetura, Artesania, Artigo Acadêmico, Audiovisual, Curso, Festival, Filme, Memória em 07/06/2026
Museus e Voltz 30 anos
Grande parte da nossa energia ao longo destas três décadas foi dedicada a pensar, desenhar e expandir a experiência em museus e espaços culturais.
Desde o início, temos como objetivo contribuir para transformar o patrimônio e a memória em ambientes vivos, interativos e acessíveis, consolidando na prática o conceito de “Museu Expandido” – espaços onde a expografia física dialoga de forma contínua com camadas digitais, atualizando conteúdos e gerando novas conexões de aprendizado.
Olhando para o nosso portfólio de museus e espaços de memória, temos muito orgulho desta jornada histórica com essa rede que participamos há anos: ✨ Criamos soluções audiovisuais e interativas pioneiras para o Museu de Artes e Ofícios (Cristiane Zago, Anna Flávia Dias Salles, Rodolfo Magalhães e Sérgio Mendes) ✨
Desenvolvemos plataformas e ambientes colaborativos como a inovadora Rede Educativa Inhotim (Maria Eugênia Salcedo, David Azevedo, Pedro Veneroso e Lucas Junqueira) e o site educativo do Museu das Minas e do Metal (Fábrica do Futuro). ✨ Produzimos conteúdos multimídia, retro-projeções e instalações para o Memorial Minas Gerais Vale (Lucas Junqueira e Luiz Matuto). Para o Museu da Liturgia criamos um terminal multimídia junto ao projeto do Santa Rosa Bureau Cultural (Eleonora Santa Rosa, Ronaldo Barbosa, Marco Nick e para o Vagão dos Sentidos no Trem da Vale (Guilherme Lessa, Max Duarte, Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes).
✨ Desenhamos identidades visuais marcantes, como as das exposições Arte Democracia Utopia (Emerson Bragança e André Travassos) e Crônicas Cariocas no Museu de Arte do Rio (MAR), e do projeto Memória Viva nos 50 anos do BDMG (Vecci e Lansky, Marcelo Braga, David Azevedo). ✨ E nos últimos anos, produzimos os conteúdos audiovisuais do Ponto Cultural CDL e a identidade e sinalização do Museu Casa Kubitschek, para a exposição de Clara Nunes no MUMO (Alexandre Rousset), Museu da Diversidade Sexual – SP (Valdy Lopes e Aline Arroyo e Rafael Maia), e mais recentemente, a identidade do Balaio Mineiro! (Regina Espósito e Victor Vinícius). Finalizamos com as soluções tecnológicas para a Casa Rosada Gasmig Minas em 2025 (Marcelo e marconi Drummond, Mauráicio Meireles, Marcelo Braga, Joshua Pavanelo e Daniel Colares).
Para comemorar a semana dos Museus, o nosso muito obrigado a todas e todos gestores, curadores, arquitetos, educadores, designers, programadores, pesquisadores e visitantes que dão sentido ao nosso trabalho e nos ajudam dar luz à cultura mineira, brasileira e a inovação em fluxo contínuo.
Saiba um pouco mais sobre o conceito de Museu Expandido >>
Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Audiovisual, Editorial, Educação, Exposição, Identidade Visual, Instalação, Memória, Museus, Performance, Plataforma, Sinalização, Video, Voltz em 19/05/2026
Retrospectiva 2025 :: Prospectiva 2026 :: (re)conexões, memória e fluxo
Ao fecharmos o ciclo de 2025, a sensação é de que estamos integrados na diversidade. Foi um ano de consolidar parcerias históricas, expandir fronteiras e preparar o terreno para uma celebração especial: em 2026, a Voltz completa 30 anos de movimento conectando pessoas e projetos. Confira alguns destaques da nossa atuação ao longo do ano:
DESIGN, MEMÓRIA, EDUCAÇÃO E PATRIMÔNIO
Atuamos na intersecção entre design e memória, transformando acervos e diversos conteúdos em experiências visuais.
• Minas Profunda: Começamos o ano comemorando o lançamento do projeto de Educação Patrimonial “IPHAN +80“, coordenado por Andreia Di Bernardi da Akala, que rodou diversas cidades de Minas (Ouro Preto, Ouro Branco, Miguel Burnier, Belo Vale, Congonhas, Mariana, Juiz de Fora e Cataguases). Cuidamos da presença digital e de todo material gráfico que contou com as ilustrações de Ana Goebel. Implantamos com Sérgio Raphael o portal digital da “Palco Produções e da Cerâmica Saramenha” projeto do parceiro de sempre Paulo Rogério, onde também participamos da Escola Saramenha de Artes e Ofícios, em Santo Amaro de Botafogo. Na sequência desenvolvemos o design expográfico do projeto “Balaio Mineiro“, em Bocaiúva, no Centro de Memória – Casa Figueiredo Souza. A exposição convida o público a caminhar com Betinho, Chico Mário, Henfil e suas irmãs por momentos decisivos da história do país: da vida no interior de Minas às mudanças pelo Brasil; da militância política à resistência à ditadura militar; do exílio à luta pela anistia e à campanha pelas Diretas Já. Balaio Mineiro é uma travessia do sertão mineiro ao cenário nacional sob curadoria de Regina Souza e Yuri Ricardo e expografia de Clarissa Neves e Paulo Waisberg.
• Ícones de BH: Há 22 anos desenvolvemos a parte gráfica do Indie Festival e demos continuidade neste ano junto com Daniela Azzi, Francesca Azzi e Eduardo Cerqueira. Dessas longas parcerias assinamos junto com Bia Apocalypse, Marcos Malafaia, e Ulisses Tavares a identidade visual e sinalização da Ocupação Giramundo, que comemora seus 55 anos no Palácio das Artes. Atualizamos o conteúdo gráfico e audiovisual do Ponto Cultural CDL, que foi inaugurado em 2019 sob a coordenação da Cavalinho de Pau – Carlos Almeida e Heloísa Vidigal. Desenvolvemos também o catálogo para a exposição “Clara Nunes: Eu Sou a Tal Mineira”, em cartaz no MuMo – Museu da Moda, desde 2023, sob coordenação de Carol Ladeira e com projeto expográfico de Alexandre Rousset.

Para fechar o ano de 2025 realizamos as soluções gráficas, audiovisuais e interativas para a exposição “Habitar o Invisível/CoHabitar a Cidade”, com curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles e design expográfico de Marcelo Drummond, na Casa Rosada Gasmig Minas, novo espaço cultural gerido pelo Minas Tênis Clube. Ao longo do ano, contribuímos com o registro audiovisual de diversas atividades da “Memória Gráfica Mercado Novo“, um espaço colaborativo coordenado pelo designer e tipógrafo Flávio Vignoli, com participação constante de Emília Mendes e equipe do Labed/UFMG.

DESIGN COMO FERRAMENTA SOCIAL E INCLUSIVA
Participar da democratização do acesso e promover a diversidade da cultura brasileira seguem como nosso compromisso central. Por meio do “Festival AcessaBH“, usamos o design para integrar a acessibilidade universal através de uma produção cuidadosa e ousada de Laís e Daniel Vitral. Já a exposição “Pajubá – A hora e a Vez do Close” foi a grande atração da reabertura do Museu da Diversidade em maio/junho de 2024. Localizado nos corredores do Metrô República em São Paulo, essa exposição teve a curadoria de Marcelo Campos e Amara Moira e segue em cartaz celebrando a história e a cultura LGBTQIA+.
DESIGN EXPANDINDO FRONTEIRAS E CONEXÕES INTERNACIONAIS
• Registro e Identidades: No campo da fotografia, mais uma vez com Eugênio Sávio, criamos a identidade visual e a sinalização do principal evento do Brasil nessa área, o “14ª Edição do Festival de Fotografia de Tiradentes“. Com a curadoria de Amanda Bonam, Marcelo Campos e Bitu Cassundé, e com a parceria de longa data com Valdy Lopes e Aline Arroyo, realizamos o design da exposição de fotos colorizadas da artista Telma Saraiva do Cariri, no MAR – Museu de Arte do Rio. Nas artes visuais nosso design dialogou com grandes nomes da arte mundial e atuamos no Ano Brasil–França com as exposições de “Niki de Saint Phalle – Sonhos de Liberdade na Casa Fiat de Cultura“. A mostra contou com a parceria da Prefeitura de Nice e do MAMAC, e com a colaboração da Niki Charitable Art Foundation e do grupo 24 Ore Cultura, de Milão. Com curadoria de Olivier Bergesi e Hélène Guenin e produção internacional de Cláudia Marques de Abreu / Regiane Rykovsky e expografia da arquiteta Isabella Vecci. Já a exposição “Play – FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand“, no Sesc Pinheiros (SP) também trabalhamos com Valdy e Aline sob a coordenação de Henrique Vizeu. Com curadoria coletiva e obras de mais de 40 artistas brasileiros e estrangeiros, a exposição convida o público a explorar as fronteiras entre tramas, tecidos, brinquedos e vestíveis.
DESIGN AUDIOVISUAL E TECNOLOGIAS PERMANENTES / EMERGENTES
Realizamos o AppWeb “50 que contam 50“, a convite do curador Roberto Moreira. Uma linha do tempo interativa percorre cinquenta anos da história do audiovisual experimental e da videoarte brasileira. Em paralelo, a partir do convite de Sávio Leite, com Ana Moravi, Sara Não Tem Nome e Joacélio Batista, produzimos o catálogo do “9º Timeline – Festival Internacional de Videoarte e Cinema Experimental“. E pra fechar o ano, celebramos os 50 anos da Fundação Torino produzindo uma instalação audiovisual para a exposição “Pausa para o Devir“, na Casa Fiat de Cultura. Com curadoria de Marconi Drummond, projeto expográfico de Ivie e Ísis Zapellini e design da equipe da Fundação Torino, a mostra reúne instalações de diferentes formas e materialidades criadas pela artista visual, educadora e contadora de histórias Stela Barbieri, que dialogam com produções coletivas da comunidade escolar.
Da videoarte e instalação audiovisual, fomos para o cinema, onde criamos identidades visuais para os filmes “O Silêncio de Eva” e “Marianas”, ambos dirigidos por Elza Cataldo da Persona Filmes. Na longa jornada com o Polo Audiovisual da Zona da Mata de MG atuamos na coordenação do LAB2.C - Laboratório de animação digital/stop motion com a Fábrica do Futuro e junto com Cesar Piva, também participamos da 2ª Semana de Arte de Cataguases. Em parceria com Angelo Pixel, Maria Eugênia Salcedo, Pablo Pires, Auá Mendes e equipe multidisciplinar, participamos da evolução a plataforma “Jandig” e do projeto “Mitologia Estendida“, que foram apresentados no “MozFest”, em Barcelona, unindo realidade aumenta e mista aos saberes ancestrais — projeto que, em 2026, será exibido em São Paulo. Este projeto também foi apresentado para a comunidade acadêmica da Escola de Design da UEMG em BH e para pesquisadores do Labmídia da ECA/USP.
Fechamos o ano unindo a escuta ativa e a vanguarda tecnológica — IA, sistemas interativos/imersivos, realidade aumentada e mista — junto com a valorização dos ofícios, dos fazeres manuais e das narrativas históricas, criando experiências inclusivas e conectadas com o passado, o presente e apontando para o futuro.
Que venha 2026 — e os nossos 30 anos!
Muitos agradecimentos para os clientes, fornecedores e para todos aqueles que estiveram com a gente ao longo do ano.
Em especial para a rede parceiros que participou diretamente dos diversos projetos da Voltz, sob a coordenação de Alessandra Soares e Cláudio Santos entre 2024 e 2025: André Travassos, Bruno Araújo, Café, Daniel Colares, Estevam Gomes, Gustavo Santos, Joshua Pavanello, Lucas Miranda, Lucas Junqueira, Marcelo Batista, Marcelo Braga, Marcello Wykrota, Miguel Soares, Maria Eduarda Lopes, Patrícia Reis, Rafael Maia e Victor Vinícius.
Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Arquitetura, Arquivo, Artesania, Audiovisual, Editorial, Educação, Evento, Experimental, Exposição, Fashion, Festival, Identidade Visual, Instalação, Memória, Moda, Museus, Palestra, Planejamento Estratégico, Povos Originários, Presença Digital, Realidade Aumentada, Realidade Mista, Sinalização, Video, Voltz, Website em 28/12/2025
Jandig no MozFest (Barcelona) e no Coletivo Digital (São Paulo)
Foi um ano de muito trabalho até o projeto ganhar vida. E agora você pode conhecer um pouco do processo, saber quais foram as etapas, entender como chegamos no resultado final e escutar o que as pessoas que participaram da experiência acharam a respeito. Agradecemos toda equipe, parceiros, apoiadores e público por terem somado durante toda a trajetória do Mitologia Estendida.
Angelo Pixel fundador da Jandig, esteve na última edição do MozFest, Barcelona, apresentando para pessoas do mundo todo o visualizador de realidade mista que estamos desenvolvendo. Quando colocava o headset, o espectador entrava em contato com seres do nosso folclore, fauna e flora, através de animações 2D e 3D. Segue um vídeo produzido por Bruna Quevedo e confira como foi a nossa passagem pelo evento e as reações do público. O projeto Mitologia Estendida é feito à várias mãos:
Direção Geral: Angelo Pixel
Direção Artística: Cláudio Rodrigues e Demétrio Portugal
Direção Pedagógica: Angelo Pixel, Cláudio Rodrigues e María Eugenia Salcedo Repolês
Direção de Tecnologia: Pablo Silva
Concepção: Angelo Pixel, Cláudio Rodrigues e Demétrio Portugal
Consultoria: Auá Mendes e Demétrio Portugal
Roteiros: Angelo Pixel e María Eugenia Salcedo Repolês
Ilustrações: Auá Mendes
Animação 2D: Enzo Giaquinto e Ulisses Tavares
Modelagem e Animação 3D: Gabriel Camelo
Design de Som: Lucas Miranda (Oscilloid)
Fotografia e Videografia: Bruna Quevedo
Design Gráfico: Auá Mendes e Cláudio Rodrigues
Tipografia dos títulos e da logo: Auá Mendes
Cenografia da exposição: Auá Mendes e Cláudio Rodrigues
Produção Gráfica: Alessandra Soares e Cláudio Rodrigues
Roteiro de Audiodescrição: Angelo Pixel e María Eugenia Salcedo Repolês
Narração de Audiodescrição: Alessandra Soares
Gerente de Produto: Angelo Pixel
UX Design: Raquel Mei
Programação: Luna Aster, Pablo Silva, Rodrigo Oliveira e Thiago Hersan
Agradecimentos: Almir Almas, Adriana Pedrosa, Beá Tibiriçá, Max Duarte, Marcello Wykrota, Wilken Sanches e Clarice.ai
Acesse o site do projeto: https://jandig.app/ME
Categoria: Animação, Aplicativo, Audiovisual, Editorial, Educação, Evento, Exposição, Festival, Povos Originários, Realidade Aumentada, Realidade Mista em 01/12/2025
Semana de Arte de Cataguases em momentos-chave
Durante o bate-papo que aconteceu no Anfiteatro Ivan Muller Botelho minha cabeça começou a borbulhar. Ali no palco, com grandes personalidades do cinema brasileiro, apresentei um turbilhão de conexões que misturaram aquilo que eu tinha preparado para a apresentação com a inspiração incorporada naquele momento. Depois de ouvir a fala de Marcus Diego (realizador da Mostra de Arte de Cataguases), de assistir a apresentação do Grupo Girarte, de escutar, as palavras da jornalista Lucimar Brasil (mediadora da mesa) Luiz Bolognesi, André Di Mauro, Elza Cataldo (cineastas) e Cesar Piva (Gestor Cultural), me veio a intuição de começar a fala por uma palavra simples: a CURIOSIDADE, que pelo Dicionário Aurélio, é definida como o “desejo de ver, saber, informar-se”. A palavra vem do latim curiositas, que significa “desejo por conhecimento” ou “desejo por informação”.
Referencio e reverencio inicialmente Nêgo Bispo, líder quilombola e pensador, que tinha uma visão crítica e profunda sobre o uso da palavra, especialmente no que se refere à linguagem acadêmica e colonialista. Nessa perspectiva ele trazia uma crítica à linguagem acadêmica e inacessível. Bispo criticava o uso de termos técnicos e conceitos que distanciam os povos tradicionais de seus próprios saberes e realidades vividas. Valorizava os saberes ancestrais e com isso defendia a oralidade como o principal instrumento de preservação e transmissão coletiva de sabedorias. Para Nêgo Bispo, os modos de vida quilombolas se baseiam na fala, no diálogo e na “confluência” de saberes, em oposição à racionalidade ocidental. Dessa forma, segue um texto dividido em tópicos, na tentativa de somar à essa visão cosmológica de Nego Bispo, o resultado das ideias que foram compartilhadas no bate-papo do evento, durante as caminhadas pela cidade, as refeições e a cerveja do final da noite no Bar do Adilson.
(Re) Encontro Histórico:
Na tarde do dia 14/11/25e André Di Mauro (sobrinho neto de Humberto Mauro) exibiu o filme documentário do pai do Cinema Brasileiro para uma geração de crianças de Escolas Pública da região. Já na noite do mesmo dia Elza Cataldo apresentou o filme Silêncio de Eva. Eva Nil e depois Eva Comello, revela a história invisibilizada até então, da primeira atriz, empresária e fotógrafa do cinema brasileira. Eva, seu pai Pedro Comello e Humberto Mauro realizaram o primeiro filme de ficção do cinema brasileiro, Valadião o Cratera em 1925. Após a sessão acontece uma conversa de Elza com André Di Mauro, o que me fez perceber que estávamos vivendo ali um momento histórico inesperado, dentro de um arco temporal de 100 anos que permitiu o reencontro desses dois personagens primordiais para o entendimento da história do cinema brasileiro.
Conexão, Ruptura e Reconexão:
A conversa entre Elza e André revelou a conexão, ruptura e reconexão entre Eva Nil e Humberto Mauro, essenciais para entender o Ciclo de Cataguases sob uma nova perspectiva, ao colocar estas 2 figuras como primordiais na consolidação da história das origens do cinema brasileiro. Já em conversa com André Lira (do Ministério da Cultura e da Secretaria da Economia Criativa), que esteve presente no evento, ele demonstra espanto e admiração ao relatar o que estava vendo e vivenciando ali em Cataguases. Relatou que tem conexões fortes com pessoas do nordeste, aonde percebe que por lá nossa história é desconhecida e que também é por lá que se autoproclamam os pioneiros do Cinema. Por coincidência tinha acabado de receber uma matéria de uma amiga de doutorado que confirmava isso. Essa desconexão só revela a necessidade cada vez maior de se difundir nossas histórias em todas as mídias e plataformas.
https://www.diariodepernambuco.com.br/200anos/2025/11/11699933-recife-e-pernambuco-pioneiros-do-cinema.html
Universidade e Novas formas de Produção de Conhecimento:
A exibição do filme Miranha de Zahir de Tentarrar e Luiz Bolognesi, apresentou uma visão de colonização científica e do conhecimento. Na sua fala apresenta a possibilidade de exercermos uma escuta ativa em relação aos povos originários, o que a ideia de se criar disponibilidade cada vez maior para aprender a partir das nossas origens. Além disso, no evento também foi possível avançar na discussão para se criar espaço para novas formas de pensamento, com um olhar atento em torno do conhecimento indígena e dos povos tradicionais, superando o conhecimento já estabelecido na academia. Em Cataguases, conseguimos implantar uma universidade pública estadual de Tecnologia em Cinema e Animação. O pensamento relacionado à ideia de decolonização tem sido tratado internamente na UEMG e no Polo Audiovisual faz algum tempo e pode ser visto através do Projeto Alma. Cláudio Santos e Cesar Piva participaram do Conselho Científico pelo Polo Audiovisual da Zona da Mata MG, da Universidade do Estado de Minas Gerais junto aos cursos de Design e de Tecnologia em Cinema e animação. Através desse intercâmbio com a Universidade de Minho em Portugal, foi possível escrever em parceria com Andrea Toledo um artigo sobre o Modernismo no Brasil em Cataguases e Belo Horizonte, em diálogo com algumas produções realizadas no Polo Audiovisual, como as Orfãs da Rainha de Elza Cataldo. Além disso, Cláudio mediou uma mesa com o Professor Charles Bicalho (BRA) e José Carrega (POR) sobre tecnologias antropofágicas a partir da produção do indígena Isael Maxacali. O resultado foi um ebook com textos de pensadores, artistas e intelectuais sobre as relações entre a literatura, o audiovisual, a antropofagia e o modernismo sob diversas perspectivas. Escrevemos e publicamos ao lado de grandes nomes da África, Brasil e Portugal. Ebook disponível para download gratuito:
https://lnkd.in/dy5DXeSH

Também podemos destacar o artigo publicado por importante revista de Educação (REBEP), com classificação Qualis 1, Cinema feito a mãos: animação e educação no projeto Escola Animada. Escrito à 3 mãos pela professora Andrea Toledo, Inácio Frade e por Cláudio Santos falamos do uso do stop motion em escolas públicas da Cidade de Cataguases, dando luz às pessoas do cotidiano e mostrando as muitas Cataguases existentes.
https://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/6293/4571
Importância do Corpo como mídia e para além das telas:
A apresentação de dança do Grupo Girarte mostrou a relevância da presença física e dos corpos em movimento como elos de comunicação. Um novo público pra quem é do audiovisual amplia os espaços de troca e construção a partir das diversas mídias e de todas as artes. A Semana de Arte trouxe a ideia do “Futuro Primitivo”, discutida nos encontros preparatórios, buscando reconectar passado, presente e futuro. Penso que a ideia de “Futuro Primitivo” leva ao “Primordial”, que é sobre aquilo que permanece, que reestabelece conexões, que trata da ideia de uma tríade cíclica: Permanência / Impermanência / Emergência.
Tecnologia a Serviço da História, da memória e do presente:
Com isso da pra se pensar em uma ideia de futuro onde devemos usar as mídias emergentes (celular, realidade aumentada, óculos VR) para difundir essas histórias, incluindo as mitologias indígenas e toda riqueza da cultura afro-brasileira ligada aos povos tradicionais. Num mundo onde estamos sobrecarregados de informação, com conteúdo instantâneo, onde parece que tudo já está pronto e não é preciso fazer mais nada. A experiência de trabalhar com uma designer indígena, aonde as ferramentas mais atuais de IA e de design digital são ferramentas que potencializam a expressão pessoal e o repertório cultural original. Jandig no Mozfest:
https://youtu.be/hpFWgEtfrac?si=mCpJaCTE48_TP06U
Novo Ciclo:
A CURIOSIDADE pode ser disparadora e um princípio ativo que sugere ao Presente reinterpretar o Passado (uma nova leitura do Ciclo de Cataguases e de como se conectar com os saberes ancestrais) e construir um Futuro mais consciente, aberto e com forças Primordiais, pautados pela reconexão de histórias e culturas. Tudo isso somado à transmissão de conhecimento pelas mestras e mestres, pelo fazer manual e valorização dos ofícios e pela busca de novas histórias a serem contadas. As comunidades criativas tão bem mapeada e registrada pelos 2 Pedros, o Marcos e o Chaves. Esse novo ciclo se consagra também pelo uso do Animaparque, com algumas produções de stop-motion em andamento (Pinguim Tupiniquim – Mundiça/Coala/Taller Del Chucho e Marcha dos Girassóis – Erick Ricco), além do projeto laboratório 2.C da Fábrica do Futuro na construção de mini biografias em animação de personalidades locais. Inicialmente Humberto Mauro, Maria Alcina e Ary Barroso. A ideia é o projeto continue trazendo à tona novos personagens numa linguagem contemporânea, para atingir todas as gerações.
https://padlet.com/claudiovoltz/midiateca-lab-2c-f-brica-do-futuro-flxhdb4ssiosvk40
Rede e plataforma de pensamento:
Convidar pessoas para apresentar diferentes perspectivas e criar conteúdos que possam ficar registrados e abertos para fundamentar a Semana que estar por vir. Imersão para uma curadoria que registre e expanda a ideia de Futuro Primitivo. Como marco e síntese fica a palavra-chave apresentada no final. #ESCUTA: A ideia de uma escuta ativa aliada à Curiosidade o que nos permite reaprender a aprender, utilizando todas as mídias de forma responsável e potente. Dessa forma, pode-se mapear e apresentar uma rede existente e que tenha mais visibilidade de ações e produções relacionadas a estes temas.
Categoria: Animação, Arquitetura, Artesania, Artigo Acadêmico, Audiovisual, Curadoria, Editorial, Festival, Filme, Identidade Visual, Tipografia, Video em 01/12/2025
AcessaBH 2025
Maior evento dedicado à cultura DEF no país, o Festival Acessa BH realiza sua 5ª edição de 5 a 28 de setembro de 2025, e reúne uma programação com mais de 30 atrações, entre espetáculos, filmes, videoclipes, oficinas, bate-papos e lançamento de livro. Com a participação de artistas de nove estados brasileiros e do Reino Unido, o festival reafirma a força, a criatividade e a pluralidade da produção cultural de pessoas com deficiência, colocando esses artistas como protagonistas de uma cena artística engajada.
Inaugurando uma parceria do Acessa BH com a DaDa – uma das mais antigas organizações dedicadas às artes para pessoas com deficiência no Reino Unido, com forte atuação internacional – e a ZU-UK – companhia com mais de duas décadas de atuação em performances imersivas e teatro participativo, baseada em Londres e no Brasil, trazemos a artista britânica Dora Colquhoun (RU) que apresentará “That´’s Why Deers Run”, performance que precede uma importante discussão sobre clima e deficiência.
Mais do que uma seleção de espetáculos, a curadoria propõe um campo de encontro e troca, onde diferentes modos de criação possam conviver e provocar o público a refletir, sentir e imaginar futuros possíveis. Um convite à escuta atenta e ao deslocamento dos olhares, que valoriza tanto a expressão poética quanto o engajamento político da cena contemporânea.
Pela primeira vez, estamos recebendo artistas da Amazônia que trazem na essência de suas performances a ancestralidade, o território, o feminino, a memória. O corpo aleijado, capenga, dissidente, marginalizado, também se faz presente e provocativo.

Pela terceira vez consecutiva, a Alessandra Soares e Cláudio Santos Rodrigues da Voltz Design, desenvolveram toda identidade Visual e projeto gráfico do AcessaBH. Foram mais de 6 meses de desenvolvimento, vislumbrando todas as especificidades que este tipo de produção exige para que tudo fique o mais acessível e passível de ser desdobrado em todas as mídias. Uma equipe multidisciplinar, dedicada e talentosa cuidou pra que tudo ficasse impecável!
Saiba mais no Instagram do projeto: Saiba mais no instagram do projeto >>
Fotos: Marlon De Paula
Categoria: Acessibilidade, Audiovisual, Evento, Festival, Identidade Visual, Sinalização, Video em 18/10/2025
50 que contam 50 – AppWeb
Realizamos esse projeto a partir do convite do pesquisador e curador Roberto Moreira. Além de Doutor em Semiótica, foi Gerente do Núcleo de Audiovisual do Itaú Cultural entre os anos de 2001 e 2011, sendo responsável pela gestão de projetos e desenvolvimento de pesquisa e programação com atuação nacional e internacional. Foi também professor de Alessandra Soares e Cláudio Santos Rodrigues na PUC Minas, onde desenvolvemos nossa conexão com a videoarte e com o audiovisual, tão presente em nossas vidas hoje.
Para o APP WEB – 50 QUE CONTAM 50 a Voltz Design teve a oportunidade de combinar, de maneira criativa, o que a pesquisa sobre a história da videoarte brasileira necessitava com a melhor solução de arquitetura da informação para o site. Era necessário criar uma forma inteligente de navegação fluida para o usuário acessar o conteúdo da pesquisa e ter uma experiência agradável de ver as obras proposta pela seleção curatorial.
Dessa maneira o usuário, ao acessar o site, compreende rapidamente a essência do projeto, uma linha do tempo que percorre cinquenta anos da história do audiovisual experimental brasileiro, e o estimulo interativo de percorrer esse conteúdo, conhecendo os vídeos que fazem parte do seleção.
Acesse: https://duplogaleria.com.br/50quecontam50
Categoria: Aplicativo, Audiovisual, Memória, Website em 12/03/2025
Acessa BH 2023 – Identidade Visual
Para a tipografia, buscamos trazer uma estrutura onde, além de personalidade e força gráfica, ela transmita todas as boas práticas de um design acessível em sua composição como, por exemplo, não possuir serifas ou ser cursiva, que tenha alta legibilidade e clareza em seu desenho além de evitar o seu uso em caixa alta. A escolha pela atualização da tipografia da marca Acessa BH nasceu da ideia de preservar o legado de letras arredondadas – mais simpáticas e fáceis de serem lidas por todos os públicos – da marca anterior porém com uma camada de renovação a partir de uma de maior legibilidade de suas letras, seus contornos com maior personalidade, se apropriar do contraste entre maiúsculas e minúsculas e o cuidado do espaçamento entre os caracteres.
Para a composição da marca, trouxemos outro elemento fundante de sua estrutura e com uma carga simbólica significativa já percebida universalmente: a representação gráfica do alfabeto em Braile. Além de uma camada conceitual que afirma a vocação originária do festival, sua incorporação na estrutura fixa da marca traduz – tanto graficamente quanto tátil, quando os meios permitirem – uma preocupação real em ser claro nos seus objetivos.
Para a paleta de cores, mantivemos a estrutura cromática da marca anterior quase em sua totalidade – que continuam representando pluralidade por sua ampla gama de cores-, mas com pequenos ajustes de tonalidade para aumentar o contraste entre si e, como veremos mais a frente, reforçar a ideia conceitual dos eixos curatoriais do festival e dar sentido como arquitetura de informação para as atrações.
Além das cores como elementos simbólicos de pluralidade e inclusão, trouxemos a forma circular como ideia de fluidez, versatilidade e de conjunto, onde as suas infinitas sobreposições e composições se transformam em containers para transmissão de informação através de imagens. Dentro delas vamos utilizar foto das atrações como forma de dar protagonismo ao conteúdo do festival. Sua origem também remete ao alfabeto Braille, presente na marca.
A ideia da construção de uma nova identidade visual do festival, a partir de elementos que traduzem as boas práticas de um design acessível, é criar uma estrutura gráfica que seja perene, onde a cada edição novas formulações possam ser feitas, mas mantendo sua estrutura inicial e criando uma percepção de continuidade através dos tempos.
Categoria: Animação, Audiovisual, Educação, Evento, Festival, Identidade Visual, Internet, Música, Palestra, Performance, Presença Digital, Sinalização, Teatro, Voltz em 08/10/2023
Indie 21-2023
Categoria: Animação, Audiovisual, Evento, Experimental, Festival, Filme, Identidade Visual, Instalação, Sinalização, Video, Voltz em 25/05/2023
As Órfãs da Rainha | Identidade Visual
No dia 09 de março de 2023 foi lançado em Cataguases o Filme “As Orfãs da Rainha”. O Filme é uma produção do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais com patrocínio do Grupo Energisa e já foi premiado com o Prêmio de Melhor Filme Histórico na14ª edição do Toronto International Women Film Festival, no Canadá, sendo selecionado para o Festival Judaico de Washington, conquistando também duas premiações em Los Angeles, nos EUA.
A identidade visual do filme partiu de impressões portuguesas do século XVI com tipos móveis, utilizando fontes humanistas. Optamos seguir para o caminho da caligrafia, com ascendentes e descendentes longas e rebuscadas, utilizada em manuscritos ornamentados e cartas no século XV e XVI.
O filme é carregado se simbolismos. São mais de 120 minutos em que conhecemos personagens, paisagens, ambientes, aspectos domésticos e culturais, ritos religiosos e, sobretudo, o calvário e redenção em doses particulares dessas 3 irmãs. Optamos por sintetizar a identidade com 3 elementos.

Estrela de Davi | Leonor. Principal símbolo do judaísmo. O homem com quem Leonor se casa é judeu e perseguido pela inquisição.
Peixe | Brites. O peixe é o símbolo da vida, fazendo alusão a gravidez. Os grafismos do peixe também se conectam com os personagens indígenas.
No século XVI, ‘órfãs da rainha’ era a denominação dada às mulheres que viviam sob a proteção da Rainha de Portugal, no conforto da corte, até serem obrigadas pela Coroa Portuguesa a se mudarem para o Brasil. Nesse território totalmente selvagem e desconhecido, elas desembarcavam com a missão de formar família e povoar o novo país.
“As Órfãs da Rainha” é um longa-metragem de ficção no gênero histórico, com roteiro de Elza Cataldo, Pilar Fazito e Newton Cannito, com Direção de Fotografia de Fernanda Tanaka, consultoria do historiador Ronaldo Vainfas, especialista em Inquisição, de Mary del Priori, especialista em história das mulheres e de Uri Lam, rabino. O filme tem a produção da Persona Filmes (MG).
Em sua obra, a diretora acompanha a saga de três irmãs portuguesas – Leonor, Brites e Mércia – que vivenciaram de maneiras diferentes o destino que lhes foi imposto, nesse cenário inóspito do Brasil colonial, agravado pela chegada da Inquisição. Essas três personagens foram vividas por Letícia Persiles, Rita Batata e Camila Botelho, tendo ainda no elenco os destaques femininos de Selma Egrei, Ines Peixoto, Teuda Bara e Jai Batista.
Categoria: Animação, Artesania, Audiovisual, Filme, Identidade Visual, Tipografia em 18/03/2023



























































