Experimental
INDIE 2020 – ONLINE
A IDENTIDADE GRÁFICA E AUDIOVISUAL
Nesta edição do INDIE FESTIVAL, a identidade visual partiu da necessidade de se adequar a este momento de pandemia/quarentena. A curadoria e nós refletimos muito sobre o apego à presença, ao significante “cinema” , aquele da sala escura, dos cheiros, da companhia, dos amigos e da movimentação que um festival causa. Os cinemas como espaço físico e metafísico que não podem morrer! Porém essa adaptação se fez necessária, porém a de familiaridade com o digital da Zeta Filmes, existe há 20 anos. Em 2000 foi criado um festival de cinema online, o primeiro do Brasil que se chamava Brasil Digital, e depois se tornou o Fluxus (festival Internacional de cinema na Internet) que durante anos foi um festival com competição e votação online para filmes curtos no mundo inteiro… Ou seja para a ZETA FILMES, o Fluxus era este acesso de, certa forma, democrático para filmes experimentais e em formatos curtos e para o cinema expandido, no espaço das galerias e museus de arte. A Voltz está junto nessa jornada desde então, desenvolvendo esses sites, pois nascemos junto com o início da internet e do início da digitalização do mundo.
A urgência do mundo digital tem nos trazido uma nova forma de relacionar e produzir. Tem sido assim, neste ano de 2020 em quase tudo. As coisas parecem fragmentadas em seus processos, na forma de entender, apresentar e de comunicar. Começamos nas videoconferências, pulamos pro zap, recorremos ao email, voltamos para o zap, conversamos por voz, etc. Montamos um grupo, outro derivado, outro sobre questões específicas e por aí comentários ficam nas nuvens e se perdem. Essa multiplicidade de meios e formas talvez tenha nos tirado algo, talvez faça que falas e aspectos importantes se percam e não se materializam num processo que acostumamos para a construção e produção conceitual, formal e do conhecimento.
É preciso revisitar os rastros e registros desses fragmentos com isso reorganizá-los (quando eles ficam ou quando conseguimos achá-los). Mas isso exige tempo, dedicação, cuidado, vontade. As novas demandas e urgências nos tomaram um tempo precioso para que seja possível fazer os detalhes e as sutilezas serem perceptíveis e revelados com mais intensidade. Talvez o distanciamento presencial tenha diminuído a nossa capacidade de se conectar com o campo sutil, que às vezes nem percebemos, mas que está ali, através do cheiro do café, de pequenos olhares e gestos, a visão ampla de um ambiente, um olho no olho, um abraço apertado e aperto de mão antes e depois de uma reunião. Parece que algo nos foi tirado e com isso uma sensação do vazio e de que a ALMA das coisas tenha se perdido. Mas esse é o espírito desse tempo. E é nele que estamos agora. Mas é com tudo isso também que podemos procurar os “nós” e deixar um registro que carregue essa intensidade.
SOBRE O SITE / PLATAFORMA: http://www.indiefestival.com.br/2020
O festival será todo online com sessões marcadas e únicas como em qualquer festival de cinema, (o formato escolhido reproduz um pouco dos festivais presenciais com sessões e programação), vc entra (faz seu cadastro/login) e assiste o que está passando naquele horário. Durante os oito dias do festival as sessões começarão a partir das 15 horas, e o site terá cerca de 8 horas diárias de cinema. Os filmes terão sessões e limites de views/espectadores que variam de 200 a 800 por sessão, portanto, fora do horário das sessões ou se alcançar o limite de visualizações, os filmes ficarão indisponíveis. São filme inéditos no Brasil que ainda podem vir a ser lançados nos cinemas, após a pandemia da Covid-19.
REFLEXÕES ACERCA DA SÍNTESE ÁUDIO-GRÁFICO-MOVENTE DO INDIE 2020 / ONLINE
Com um olhar atento e múltiplo que pode ajudar a revelar o que ainda só esteja escondido, trabalhamos na vinheta, que chamamos de síntese áudio-gráfico-movente. Sobre a animação faltava dar um destaque para os ícones que formam a logo e sobrepor as camadas de cor e os letterings. Fazer pequenas “aglomerações” que permitissem ter mais sensações gráficas dos tipos e das cores que ao se encontrar promovem diferentes percepções.
Sobre o áudio, a partir dos comentários, de um ouvir sensível da Alessandra M. Soares, e das conversas entre Cláudio Santos, Fabiano Fonseca e Leonardo Rocha Dutra, fomos interferindo e maturando a trilha, sugerindo um ruído aqui, uma batida ali, e eles chegaram em 3 resultados, que tem uma base comum e características próprias. Todas terminam com o burburinho de pessoas, remetendo ao ambiente da sala de cinema antes de cada sessão.
Nesse ambiente digital, a possibilidade de muitas ferramentas estarem nas nossas mãos, nos permitem ter um certo controle sobre coisas, que antes não nos cabiam. Estamos agora em múltiplos lugares e fazendo mais coisas. Seja dando aula-online, onde a sala de aula é uma plataforma, ou preparando um festival, onde quem controla a exibição e distribuição é também que cria e faz a curadoria, ou produzindo a identidade gráfica que tem que se fazer presente mais ainda sobre os excessos de conteúdos audiovisuais existentes.
Vinheta versão tecno
Vinheta versão pop
Vinheta versão minimal
Créditos vinheta Indie 2020:
Direção: Cláudio Santos Rodrigues
Animação: Leonardo Rocha Dutra
Trilha Sonora: Fabiano Fonseca
Categoria: Animação, Audiovisual, Experimental, Festival, Identidade Visual, Internet, Plataforma, Presença Digital, Video, Website, campanha em 18/10/2020
Marcelo Dolabela era um hub
Foi artista multimídia, poeta, roteirista e professor! Em vários momentos cruzamos com ele e com seus feitos, que se tornaram marcantes e inesquecíveis. Fazendo uma retrospectiva, com objetivo de homenageá-lo, vimos o quanto ele e seus projetos com diversos outros artistas foram importantes para nossa formação e atuação profissional, assim como para a consolidação de uma rede de pessoas.
Pela Música
Ainda estudantes da PUC, assistimos shows do Divergência Socialista. Em 1994, o show do Fugazi e Virna Lisi, foram um dos melhores shows de rock independente/alternativo que já aconteceram em BH na praça da Estação, dentro do festival BHRIF. Por ali nos aproximamos de Julio Dui, que produziu as artes do festival.
Pelo Audiovisual
Fizemos uma das primeiras incursões no cinema, fazendo abertura para o filme Plano Sequência com roteiro de Marcelo e Patrícia Moran.
Pelas artes gráficas
Ao longo dos anos, tomamos algumas cervejas no mercado Central e no Maleta. As conversas presenciais sempre muito significativas. Seu trabalho de poesia e arte gráfica foram e são influências que ficaram para sempre e nos conectaram com Glória Campos e Clo Paollielo do Mangá Estúdio.
Pela poesia
Participei de algumas publicações poéticas junto com ele. O design para a Midiação Política Dilma em 2014 e em 2017 junto ao projeto #arteliberdade organizado por Emília Mendes (Labed/UFMG) e Celina Laje (Escola Guignard/UEMG) e com participação de muita gente bacana de várias áreas.
EBOOK >> https://issuu.com/celinalage/docs/arteliberdade_low
Pelo mundo acadêmico
Em 2018, os primeiros contatos se deram via e-mail e mediados por Gabriel Borges, por conta do seu projeto de TCC que Cláudio Santos orientou pela Escola de Design da UEMG. O projeto teve como objetivo resgatar a memória da cena musical underground de Belo Horizonte, através das peças gráficas produzidas para as bandas de rock pós-punk que surgiram na cidade durante o movimento, que aconteceu entre o início dos anos de 1980 até os primeiros anos da década seguinte.
Durante a realização da pesquisa, foi possível encontrar e registrar algumas peças gráficas produzidas para a divulgação das bandas de rock pós-punk desse período e, através deste levantamento, identificou-se pessoas, espaços e veículos de comunicação que tiveram relação com o movimento. Marcelo foi fundamental na contribuição e validação da pesquisa. No final do projeto acabou nos convidando para uma conversa.
Já em 2019, junto com Flávio Vignoli, Sérgio Antônio e Ricardo Portilho, estávamos pensando em uma exposição com toda trajetória dele, assim como fizemos com Tião Nunes lá no Espaço Cultural UEMG! Em função da mudança e de um ano conturbado, não deu tempo de fazer com ele em vida!
Que suas ações fiquem eternizadas e sejam visíveis e conhecidas pelas novas gerações!
Categoria: Experimental, Video, Voltz em 01/02/2020
O que queremos para o Mundo / Pequenos Futuristas
Categoria: Animação, Aplicativo, Arquitetura, Editorial, Evento, Experimental, Exposição, Filme, Identidade Visual, Oficina, Plataforma, Publicações em 20/11/2019
Projeto transmídia com uso de Realidade Aumentada no Festival MARTE 2019 com JANDIG / Escola de Design/UEMG
Um dos organizadores do Festival Marte 2019 – Erick Krulikowski – trouxe uma proposta inovadora de sinalização e de valorização da identidade territorial para o evento que acontece dos dias 25 a 28 de julho em Ouro Preto. A ideia foi a de promover uma experiência de produção de conteúdo em realidade aumentada para ser exibida durante o festival, a partir de uma conexão entre o projeto JANDIG com o curso de Design Gráfico da ED/UEMG, através dos 67 alunos de graduação, que estão no 7º período cursando a disciplina MPP4, ministrada pelo professor Cláudio Santos Rodrigues, que também é diretor da Voltz.
Ao longo do 1º semestre as alunas e alunos do turno da manhã e da noite tiveram uma etapa de fundamentação teórica e se prepararam para lidar com questões relativas ao desenvolvimento de uma animação aplicada em uma mídia nativa e acionada a partir de um marcador impresso através de dispositivos móveis. Para isso, contaram com a orientação coletiva do professor e do VJ pixel (idealizador do Jandig), da mediação de Hebert Valois (responsável pela implementação e produção gráfica) e também com tutoria do aluno Ivan Castro, recém-formado na Escola de Design. Optou-se por dividir as turmas em grupos de no máximo 5 integrantes, onde cada coletivo tinha o desafio de desenvolver um roteiro, os marcadores e as micro animações de até no máximo 20 segundos, tendo como referência as especificações apresentadas em sala de aula pelo VJ pixel. Cada grupo fez uma pesquisa histórica dos locais selecionados, com o objetivo de apresentar ideias que fossem para além das informações turísticas. As avaliações das etapas desenvolvidas pelos alunos eram validadas em reuniões virtuais, onde eles recebiam novas instruções que deveriam ser apresentadas nas aulas seguintes.
Como o Festival MARTE já veio com o propósito de ocupar três pontos turísticos da cidade de Ouro Preto, a ideia final foi de se criar um percurso narrativo junto aos 9 lugares de importância histórica que foram mapeados ao longo desse trajeto: Museu da Inconfidência / Igreja de Nossa Senhora do Carmo / Casa da Ópera / Cine Vila Rica / Casa dos Contos / Antiga Casa de Tiradentes / Igreja São José / Casa do Tipoeta Guilherme Mansur / Igreja do Rosário.
O resultado gerou um rico processo para os alunos e para todos que participaram, pois foi desenvolvido um projeto real, que usou a tecnologia de realidade aumentada, dialogando com os princípios do design audiovisual expandido que são aplicados na disciplina. O projeto Jandig proporcionou aos jovens designers um outro modo de projetar, produzir e propagar suas ideias junto ao repertório de exposições no ambiente digital do projeto.
Já o Festival proporcionou uma nova experiência de sinalizar e informar o público no deslocamento entre as atrações, através do acesso a conteúdos históricos com uso dos celulares,
de forma lúdica e inovadora.
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Para validar os textos e aprovação da narrativa urbana, o projeto foi apresentado ao tipoeta @guilhermemannsur numa frio manhã de domingo em Ouro Preto. Ele testou o sistema e viu o seu casarão em Realidade Aumentada, através dos tipos em movimento.
A sinalização foi incorporada ao território, e o Jandig permitiu que os smartphones fossem usados para ler marcadores, que são desenhos fixos colocados em diferentes pontos da cidade. Os marcadores e os cartazes que continham a descrição do local e a ideia da animação, foram distribuídos em placas próximas aos pontos citados.
Foi realizada uma visita guiada pelo percurso com os realizadores e convidados no dia 27.07.2019 (Sábado). O encontro partiu do Museu da Inconfidência às 16h30, passou pela casa de Guilherme que nos esperava na sacada de sua casa no Largo do Rosário e terminou com uma roda de conversa com vista do por-do-sol na Igreja São José.
Para disparar as animações basta acessar o App oficial através dos links:
https://jandig.app/
https://jandig.app/marte2019/

O Marte Festival aconteceu de e 25 a 28 de julho de 2019 – Ouro Preto – MG
https://martefestival.com.br/
instagram.com/martefestival/
Vida longa ao Jandig, ao Marte e à Universidade Pública de MG!!!
Cláudio Santos Rodrigues (Professor da ED-UEMG ) – http://ed.uemg.br
VJ pixel (Idealizador do Jandig) – instagram.com/jandig.art/
Categoria: Animação, Aplicativo, Evento, Experimental, Exposição, Festival, Instalação, Internet, Palestra em 15/07/2019
Voltz 2018
Recorte das Soluções audiovisuais / transmídia realizado ao longo dos 22 anos da Voltz e apresentada no MAX Audiovisual Expo. Agradecimento especial aos antigos e novos parceiros que estão juntos da gente ao longo de todos estes anos!
Categoria: #voltz20anos, Animação, Aplicativo, Arquitetura, Arquivo, CD / DVD, Curadoria, Curso, Editorial, Evento, Experimental, Exposição, Festival, Filme, Gastronomia, Identidade Visual, Instalação, Internet, Moda, Mostra, Museus, Música, Oficina, Palestra, Performance, Plataforma, Publicações, Sinalização, Sistema, Tipografia, Video, Voltz, Website, campanha em 21/01/2019
Fórum das Letras 2018
Começou no dia 01 de novembro, mais uma edição do Fórum das Letras de Ouro Preto. O evento literário movimentou a cidade barroca com debates, exposições e apresentações artísticas voltadas para adultos e crianças e segue até 04 de novembro. Com o tema “Emergências: Literaturas e Outras Narrativas”, o encontro homenageará os poetas Guilherme Mansur e Paulo Leminski. Em 2018, a curadoria é assinada pela coordenadora Guiomar de Grammont em parceria com o Sesc. A realização do evento, cuja programação foi inteiramente gratuita, é da Universidade Federal de Ouro Preto.

A abertura oficial do Fórum das Letras de 2018 aconteceu na Casa dos Contos, com a abertura das exposições “Silêncio Lascado – Guilherme Mansur & Paulo Leminski” e Mostra Literária do Sesc de Paulo Leminski. Em seguida, o público poderá acompanhar a apresentação do Coral do IFMG. A exposição contou com o apoio da Voltz Design.
O primeiro dia de evento contará também com a Performance Homenagem: Tipoema: Movimento 7 – Mansur / Leminski. Trata-se de uma espetáculo mecânico/analógico/digital com uso de prensa tipográfica, música e imagens, realizado por Claudio Santos (Voltz), Leonardo Dutra e Fabiano Fonseca. Participaram também Ivan de Castro e Guilherme Garcia. A partir da manipulação de um sistema digital que alterna vídeos e fotos com uso da alavanca de uma prensa manual, serão apresentados haicais de Guilherme Mansur e poemas de sua parceria com Paulo Leminski. A apresentação aconteceu no Glória Bistrô. Foi apresentado material de arquivo jamais visto sobre Mansur e Liminski, além de alguns poemas impressos em tipos móveis no TipoLab – Laboratório de Tipografia da Escola de Design da UEMG.
O ouro-pretano Guilherme Mansur é personagem de fundamental importância na história do Fórum das Letras. O tipoeta, como era chamado pelo concretista Haroldo de Campos, já participou de diversas edições do evento e recebe, agora, justa homenagem, ao lado do curitibano Paulo Leminski, falecido em 1989, de quem foi amigo pessoal. Além da performance Guilherme e Leminski também foram homenageados pela escritora Ouropretana Adriana Versiani e pelo Poeta Nicolas Behr, que junto a Guilherme Garcia tivemos a honra de passar uma manhã juntos, conversando, trocando palavras e impressos enquanto Guilherme organizava a chuva de poesia para o encerramento do evento.
Categoria: Evento, Experimental, Exposição, Performance, Sistema, Tipografia em 04/11/2018
INDIE 2018
Viva o @indie_festival ! 18 anos de parceria! Inspiração gráfica que remonta à 1ª logo do festival! Acrescentando ao fazer/agir o sentir/emanar/arder. Ver o invisível como alternativa de permanência! Emanar boas energias com convicção e potência!
Quando a arte imita a vida ou vice-versa? Toda arte do INDIE FESTIVAL 2018 em vermelho e com “a chama” foi criada inspirada na ideia da revolução das ideias, daquilo que precisa ser explicitamente dito, questionado, modificado. Do nosso momento político “ardente” que se manifesta nas ruas, aqui, nas redes sociais, nas artes, de uma indignação profunda pelas injustiças sociais de um país que está um CAOS, literalmente em chamas. Mas “a chama” (chaminha) também traz, na esteira de muitas ideias … assim como a palma da mão; o espírito INDIE – e um cinema mundial cheio de desafios, que busca caminhos originais, quem sabe (ainda!) revolucionários?
Quem sabe ainda desconhecidos, instintivos, premonitórios? É fato: estamos em ebulição: social, econômica e cultural. Infelizmente, a tragédia se abateu sobre nós… no Brasil. A arte do INDIE foi criada pela @voltzdesign bem antes do incêndio no Museu Histórico Nacional, totalmente destruído pelas chamas e pelo descaso governamental, no último domingo, dia 02/09. Estamos impressionados, horrorizados e solidários a todos que sofreram diretamente com esta tragédia. E tristes por nós mesmos que perdemos grande parte dos registros da nossa história. Salvem os museus! Salvem o cinema!
Identidade visual, peças gráficas, sinalização, vinheta e website:
Voltz Design
Direção de criação e produção:
Alessandra Maria Soares e Cláudio Santos Rodrigues
Designers:
Cláudio Santos Rodrigues e André Travassos
Vinheta:
Cláudio Santos Rodrigues (direção), Emerson Bragança (edição)
Trilha sonora:
Moons – Fire Walks with Me
Website (programação):
Lucas Junqueira
Assessoria de Imprensa:
ProCultura
Categoria: Animação, Evento, Experimental, Festival, Identidade Visual, Sinalização, Video, Website em 12/09/2018
Tipoema – Movimento 3
PERFORMANCE MECÂNICO/ANALÓGICO/DIGITAL
TIPOEMA – MOVIMENTO 3
POSLING – CEFET – MG | 10 Anos
Belo Horizonte | 19/06/2018


Categoria: Animação, Evento, Experimental, Performance, Sistema, Tipografia, Video em 18/07/2018
Céu Modernista – Painel de Cobogós – Sede Energisa MG / Cataguases

O projeto arquitetônico dos arrojados prédios da nova sede da Energisa Minas Gerais, tem a assinatura da DBB Arquitetura traz em sua fachada o painel ‘Céu Modernista’, obra que foi criada por Monica Botelho (FCOJB) e Cláudio Santos Rodrigues (VOLTZ) e executada pela equipe da Energisa, comandada pelo engenheiro Vicente Costa e Alexandre.


Criamos um grid com os cobogós azuis na escala do projeto e iniciamos uma construção gráfica a partir de uma referência de um céu constelado. As estrelas eram os cobogós brancos e o desenho das constelações foi grafado com os cobogós amarelos. Um elemento importante foi não ficar preso à constelação de um dia ou do ponto-de-vista da cidade ou do local. Porém, um fato curioso que surgiu ao longo do processo, foi a forma que a ideia foi recebida incorporada pelos diretores da empresa. Eduardo Alves Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Gerais se deu ao trabalho de subir no alto do prédio e através de uma aplicativo de visualização das constelações detectou a constelação de escorpião. Acabamos incluindo mais este elemento no projeto, trazendo uma carga emocional-afetiva e de engajamento com a ideia.
As constelações que inspiraram o painel e que mais podem se aproximar das que são vistas no hemisfério sul estão dispostas da esquerda para a direita: lince, escorpião, gêmeos, peixes, touro, órion, a pomba, o cinzel (caelum), eridanus, o escultor, a baleia, o dourado, aquário e fênix. Podem ser vistas de dia através da composição das cores dos cobogós.

Categoria: Aplicativo, Arquitetura, Experimental, Instalação, Sinalização, Sistema em 24/02/2018
INDIE 2017
Boa sorte ao Indie e aos amantes do cinema revolucionário deste mundo
Assim começa o texto de Francesca Azzi curadora do Festival há 17 anos.
“Há 17 anos nos perguntamos o que queremos ser como um festival de cinema independente. Há 17 anos a resposta parece estar cada vez mais clara. Com as últimas reviravoltas políticas do país, perdemos a inocência. O INDIE se tornou adulto apesar de ainda não ter alcançado sua maioridade. Se antes nos perguntávamos que tipo de festival gostaríamos de ser, sem seguir formatos prontos, sem sofrer com as forças políticas e econômicas que nos colocavam desafios para nossa existência, hoje queremos seguir sendo o que construímos, ao longo do tempo, como ideia, mas sem abrir mão de nossa liberdade curatorial ou do nosso quase “estatuto” de que um festival precisa necessariamente de conceitos e de filmes que questionem e revigorem o próprio cinema. Um festival como o INDIE pensa em cada escolha, e são elas que tecem os meandros de nossa especificidade enquanto um festival.”
Queremos ser o que somos, e do tamanho que somos, não há nenhuma outra intenção aqui que não a de trazer o pensamento contemporâneo sobre o cinema através dos filmes, dos conteúdos dos filmes, dos diretores dos filmes e da história do cinema. Esta é nossa maneira de fazer política. Um festival é em si um ato político – o cinema é algo que pode revolucionar a maneira de pensar do indivíduo, trazê-lo para um mundo mais íntegro que respeita as diferenças individuais e culturais, que complexifica a vida ordinária para trazer à luz a liberdade estética e experimental. O cinema pode servir a uma experiência libertadora, e abrir para infinitas possibilidades do pensamento.”
O cineasta homenageado este ano foi o francês Philipe Garrel, que nos inspirou com seu cinema intimista. “Marcado pelo preto & branco, pelo silêncio mortal das entrelinhas, por uma música poética ou dramática, e pelo enigma que ilumina a metáfora feminina. E assim será desde sempre.”… Além disso, o espírito de seus filmes dialogam com a proposta de sempre do Indie, de resistir e fazer da forma que seja possível. “Há um consenso entre críticos e teóricos franceses … de que a obra de Garrel poderia ser dividida em dois grandes momentos. Na primeira fase marcadamente mais experimental teríamos os primeiros filmes, que ele mesmo, Garrel, denominaria como realizados nos “anos obscuros” de 1969 a 1979, sem recursos, de maneira mais underground, apoiado pelo grupo de amigos de uma geração que viveu intensamente o maio de 1968 na França.”
O catálogo permitiu conhecer ainda mais o cineastas a partir de vários textos e entrevistas.
Para a identidade de 17 anos anos, bem vividos de forma resiliente e potente, buscamos os detalhes que está no nosso entorno. O que fica ao nosso redor e que nem sempre percebemos. Rastros, fragmentos e sutilezas. Algumas das imagens utilizadas foram produzidas há mais de 7 anos e que agora se revelam para dar vida e trazer o sentimento desta edição.
A marca deste ano parte de letras escritas com pedaços de gravetos e folhas secas. A composição final tratada digitalmente é uma colagem gráfica dessas proposições. A tipografia dos títulos foi uma “typewriter” para remeter ao caráter analógico do texto original. Criamos também um manifesto tipográfico que norteou o processo de criação e a produção fotográfica realizada por Cláudio Santos.
Outra inspiração veio de alguns filmes de Philippe Garrel, onde os papéis de parede com motivos florais aparecem. Eles nos remeteram a uma memória afetiva de elementos que fazem, ou faziam parte da nossas vidas e do nosso imaginário. Daí criamos uma padronagem para a “guarda” do catálogo, a partir de flores secas guardadas por Alessandra Maria Soares por algum tempo. Essa é única parte colorida dos elementos gráficos que produzimos.
Categoria: Animação, Editorial, Evento, Experimental, Filme, Identidade Visual, Sinalização, Tipografia em 17/09/2017



























































































