#voltz30anos

30 anos de Design, Música e Convergência: os Primórdios Híbridos da Voltz

A Voltz iniciou suas atividades oficialmente no dia 15 de fevereiro de 1996, através da associação entre Alessandra Maria Soares e Cláudio Santos Rodrigues. Começaram a aplicar e a atuar como designers, mesmo tendo sua formação original em Comunicação Social na PUC-MG, em 1993. Retornando para o ano de 1991, é importante citar o aprendizado do ofício através das primeiras experiências profissionais de Cláudio na Grafiiti Comunicação e de Alessandra na Métrica Comunicação – empresas que ocupavam o mesmo espaço físico e que vieram a ser um dos primeiros escritórios de editoração eletrônica de Belo Horizonte. Antes de formalizarem a Voltz tiveram experiências individuais em outras empresas que começavam. Alessandra vai trabalhar na Paragraph, uma empresa de editoração eletrônica de livros e Cláudio vai para a Ciclope Vídeo e Multimídia, a partir da indicação do amigo de faculdade Eduardo de Jesus. Lá realizam CD-roms, quiosques interativos, websites nos primórdios da internet. Lá tem acesso as primeiras ilhas de edição de vídeo não linear. Nas noites e horas de folga produziam videoclipes e videoarte que circulavam através dos primeiros festivais e mostras de vídeo, com o apoio das produtoras M&B e Versão Brasileira. Com isso realizam um vídeo clipe para a banda Virna Lisi, que mesclava animação com cenas ao vivo e chegam a participar como finalistas do 1º Video Music Awards produzido pela MTV Brasil.

Assista o vídeoclipe >> “Eu quero essa mulher assim mesmo” – Virna Lisi
Assista o vídeoclie >> “Hiena Ria”- Virna Lisi
Assista o VT >> “Monsters of Rock”- Virna Lisi

A partir desse breve relato, pode-se dizer que a Voltz inicia sua trajetória de forma híbrida e já conectada diretamente ao mundo da música, do audiovisual e da multimídia. Junto a isso, vivenciavam e produziam material gráfico para as bandas independentes que se apresentavam em shows de rock no Bairro Santa Tereza e em outros pontos isolados da cidade. Gustavo Santos, irmão de Cláudio que também trabalhou nos anos iniciais da Voltz, era o ponto de conexão entre o universo da música e do design. Trilhando para um breve relato da cena musical independente da década de 90, a Voltz produziu diversas capas de “demo-tapes” (fitas cassetes personalizadas), misturando editoração eletrônica com xerox, colagem e nanquim, a fim de dar visibilidade para um setor que foi um dos primeiros a se projetar dentro da cadeia produtiva da economia criativa de Minas Gerais.

Assista o vídeoclipe >> “Get Squared” – Square Balls

Essas experiências independentes acabaram se tornando os primeiros empreendimentos que deram visibilidade à produção musical alternativa de BH. Primeiro surgiu a loja de CDs importados Urban Cave, para qual a Voltz teve a oportunidade de desenvolver uma identidade visual expandida que incluía jornal impresso, sinalização, material promocional e itens colecionáveis que se mantiveram como diretriz de design para a loja até seu fechamento em 2004. Foi lá que conhecemos Jeff Santos, que nos chamou para fazer o fanzine Motor.

Assista o vídeoclipe >> “Incendiary Joke” – No Hands
Assista o vídeo >> “Ao vivo – Cine Imaginário” – No Hands

Em 1998, Jeff Santos e Marcos Boffa fundam a Motor Music, um Armazém Musical, misto de produtora, gravadora e distribuidora que contava com um estoque de cerca de 1.500 títulos e detinha os direitos exclusivos para distribuição no Brasil dos catálogos de 15 selos internacionais. Fomos chamados para fazer a marca, sinalização da loja. Criamos as embalagens em saquinho de pão e a marmita que era pra presente. Fizemos também os adesivos, flyers e cartazes de festas, shows e eventos. O Armazém Musical não vendia só discos. Era também um conceito. Trazia junto a ideia de música como alimento. Discos que você não encontrava em qualquer lugar, numa época em que descobrir música ainda exigia procurar, perguntar, fuçar. Viraram uma distribuidora de bandas internacionais e agente fazia a versão brasileira das capas de CDs.

Depois de um primeiro ano com 11 atrações, a Motor já anunciava uma meta ambiciosa: 20 atrações em 1999. Realizou mais de 50 turnês no Brasil com artistas estrangeiros, além de produzir mais de 70 shows em Belo Horizonte e conceber 45 projetos e festivais. Enquanto muita gente ainda estava tentando entender o que estava acontecendo com a música dos anos 90, aquela pequena loja em BH já funcionava como ponto de encontro de uma cena que atravessava rock, punk, eletrônica, experimental, DJs e sabe-se lá mais o quê.

Leia uma matéria sobre a motor music no site phono.com.br >>

Em 1999 acabou se desdobrando no Eletronika – Festival de Novas Tendências Musicais. O Eletronika não era só um festival. Era o tipo de coisa que fazia BH parecer outra cidade. Eletrônica, pop, rock, experimental. Não tinha muita regra e passou a ser denominado como um Festival de Novas Tendências Musicais. Tinha de tudo — e funcionava. Marky, Otto, Anvil Fx, Anderson Noise e uma muita gente fazendo aquela cidade dançar. Para o 1º Eletronika criamos uma arte do cartaz e da vinheta sugeria movimento, conexão e estar antenado para as novidades de BH, do Brasil e do Mundo!

A cena musical independente certamente foi influenciada pelos inúmeros eventos realizados ao longo desses anos e pela forma de viabilização financeira dos mais diversos projetos através da arrecadação de ingressos, vendas de produtos e das leis de incentivo à cultura. o reconhecimento dos projetos desenvolvidos permitiu que a Voltz produzisse materiais gráficos para diversas bandas que começaram a se projetar. Com isso além de produzir várias capas de CDs, teve a oportunidade de produzir o design do DVD para os 10 anos do Pato Fu, um produto da MTV brasileira, a partir da gravação de um show realizado no Museu de Arte da Pampulha.

Ao longo destes anos, a Voltz contribuiu para a formação e promoção de talentos, a partir de diferentes relações profissionais. Diretamente foram dezenas de designers, estagiários e parceiros. Como uma empresa ligada fortemente ao setor cultural, a profissionalização de sua gestão se fez necessária, para acompanhar as mudanças constantes das leis de incentivo à cultura a cada governo que se iniciava.

Pode-se dizer que a sua estratégia de sobrevivência se dá pela multiplicidade de atuação, através da materialização de projetos via produtos gráficos, digitais, interativos e inovadores através de soluções criativas, que investigam novas linguagens, com custos acessíveis e alto impacto social. A Voltz desenvolve projetos para museus que conectam plataformas de presença digital na web, dispositivos móveis, ambientes multimídia e interativos, além de vídeos, animações, publicações editoriais, identidades visuais e produção cultural. Com isso permanece ativa nesse universo complexo, híbrido e transdisciplinar que é o design.


Categoria: #voltz30anos, Animação, Audiovisual, CD / DVD, Editorial, Experimental, Fotografia, Identidade Visual, Internet, Memória, Música, Sinalização, Video, Voltz em 14/10/2026    


 

Museus e Voltz 30 anos

Grande parte da nossa energia ao longo destas três décadas foi dedicada a pensar, desenhar e expandir a experiência em museus e espaços culturais.

Desde o início, temos como objetivo contribuir para transformar o patrimônio e a memória em ambientes vivos, interativos e acessíveis, consolidando na prática o conceito de “Museu Expandido” – espaços onde a expografia física dialoga de forma contínua com camadas digitais, atualizando conteúdos e gerando novas conexões de aprendizado.

Olhando para o nosso portfólio de museus e espaços de memória, temos muito orgulho desta jornada histórica com essa rede que participamos há anos: ✨ Criamos soluções audiovisuais e interativas pioneiras para o Museu de Artes e Ofícios (Cristiane Zago, Anna Flávia Dias Salles, Rodolfo Magalhães e Sérgio Mendes) ✨

Desenvolvemos plataformas e ambientes colaborativos como a inovadora Rede Educativa Inhotim (Maria Eugênia Salcedo, David Azevedo, Pedro Veneroso e Lucas Junqueira) e o site educativo do Museu das Minas e do Metal (Fábrica do Futuro). ✨ Produzimos conteúdos multimídia, retro-projeções e instalações para o Memorial Minas Gerais Vale (Lucas Junqueira e Luiz Matuto). Para o Museu da Liturgia criamos um terminal multimídia  junto ao projeto do Santa Rosa Bureau Cultural (Eleonora Santa Rosa, Ronaldo Barbosa, Marco Nick e para o Vagão dos Sentidos no Trem da Vale (Guilherme Lessa, Max Duarte, Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes).

✨ Desenhamos identidades visuais marcantes, como as das exposições Arte Democracia Utopia (Emerson Bragança e André Travassos) e Crônicas Cariocas no Museu de Arte do Rio (MAR), e do projeto Memória Viva nos 50 anos do BDMG (Vecci e Lansky, Marcelo Braga, David Azevedo). ✨ E nos últimos anos, produzimos os conteúdos audiovisuais do Ponto Cultural CDL e a identidade e sinalização do Museu Casa Kubitschek, para a exposição de Clara Nunes no MUMO (Alexandre Rousset), Museu da Diversidade Sexual – SP (Valdy Lopes e Aline Arroyo e Rafael Maia), e mais recentemente, a identidade do Balaio Mineiro! (Regina Espósito e Victor Vinícius). Finalizamos com as soluções tecnológicas para a Casa Rosada Gasmig Minas em 2025 (Marcelo e marconi Drummond, Mauráicio Meireles, Marcelo Braga, Joshua Pavanelo e Daniel Colares).

Para comemorar a semana dos Museus, o nosso muito obrigado a todas e todos gestores, curadores, arquitetos, educadores, designers, programadores, pesquisadores e visitantes que dão sentido ao nosso trabalho e nos ajudam dar luz à cultura mineira, brasileira e a inovação em fluxo contínuo.

Saiba um pouco mais sobre o conceito de Museu Expandido >>


Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Audiovisual, Editorial, Educação, Exposição, Identidade Visual, Instalação, Memória, Museus, Performance, Plataforma, Sinalização, Video, Voltz em 19/05/2026    


 

Do acervo de chumbo às telas de cinema: a identidade de “O Silêncio de Eva”

Ao mergulharmos na pesquisa gráfica para o novo filme de Elza Cataldo, “O Silêncio de Eva”, detectamos uma coincidência rara: o primeiro anúncio do filme “A Primavera da Vida” (1926) utilizava a exata mesma fonte de chumbo que a Voltz Design adquiriu em 2006, vinda da histórica Tipografia Liberdade.
A partir desse vestígio, criamos a identidade visual e a animação de abertura de forma analógica e tátil. Utilizamos as matrizes originais de chumbo e impressas e os ornamentos do TipoLab (Laboratório de Tipografia da Escola de Design da UEMG).
O resultado é uma costura entre a memória gráfica da década de 1920 e a linguagem contemporânea. O filme, estrelado por Inês Peixoto e Bárbara Luz, investiga o apagamento histórico de Eva Nil em uma narrativa poética que mistura arquivo e encenação. É uma honra para a Voltz assinar a identidade visual de um projeto que resgata a força do ciclo de Cataguases e a trajetória de uma pioneira do nosso cinema.
Eva Nil, nome artístico de Eva Comello, nasceu no Cairo, em 1908, filha de italianos. Ainda criança, veio para o Brasil e se estabeleceu em Cataguases, cidade que teve papel importante nas primeiras décadas do cinema brasileiro. Ela integrou o chamado ciclo de Cataguases e atuou em filmes como “Valadião, o Cratera” (1925) e “Na Primavera da Vida” (1926), dirigidos por Humberto Mauro.
No fim dos anos 1920, quando vivia o auge da carreira, Eva deixou o cinema de forma abrupta e recusou convites para voltar às telas. Depois disso, passou a se dedicar à fotografia, registrando momentos familiares e eventos sociais. Sua trajetória, marcada por talento, ruptura e mistério, inspira o documentário. Elza Cataldo, diretora, produtora e roteirista, tem formação em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e doutorado pela Sorbonne, na França. Em sua trajetória, reuniu trabalhos no cinema, na pesquisa e na docência. Em “O Silêncio de Eva”, volta seu olhar para uma personagem esquecida e para as ausências deixadas pela história oficial.
Serviço
Lançamento do documentário “O Silêncio de Eva”
Data: 26 de março, quinta-feira
Local: Una Cine Belas Artes – R. Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes, Belo Horizonte
Classificação: livre

Categoria: #voltz30anos, Animação, Artesania, Filme, Memória, Tipografia, Video em 28/03/2026    


 

30 anos entre o design e a fotografia

Começamos as celebrações das três décadas da Voltz Design fazendo o que mais amamos: mergulhando de cabeça nos projetos em que acreditamos. Há mais de 10 anos, somos parceiros do Eugênio Sávio, do Foto em Pauta e do Festival de Fotografia de Tiradentes. Nesta edição de 2026, Alessandra Soares e Cláudio Santos Rodrigues tiveram a honra apresentar uma palestra para compartilhar como o design e a fotografia se fundem na nossa trajetória. Apresentamos projetos gráficos — de impressos a meios dinâmicos — que ganham vida através de fotografias autorais e de acervo.

Além da palestra, foram dias de imersão total:
Conexões: Encontros com pessoas incríveis do setor.
Aprendizado: Reflexões sobre memória, acessibilidade, representatividade e os ecossistemas das florestas e cidades.

Saímos de Tiradentes com as energias renovadas para os muitos anos que ainda temos pela frente. Orgulho em dizer que a Voltz também assina a identidade visual de mais esta edição do Festival e de algumas exposições!
Foi um prazer trabalhar com Joshua Pavanello e com os curadores, João Castilho, Pedro David e Gabriela Sá. Confira um pouco do que rolou nas fotos abaixo.


Veja outras participações da Voltz junto ao Festival ao longo dos anos, onde pudemos unir, fotografia, design, tipografia, performance e audiovisual:

2024 > Identidade Visual > https://lnkd.in/dPP9FMym
2017 > Identidade Visual > https://lnkd.in/deRQCNBU
2017 > Oficina da luz ao metal > https://lnkd.in/dcrzPfUX
2016 > Impressão da capa do catálogo > https://lnkd.in/dr6CtgwV
2016 > Oficina aberta de Tipografia e Fotografia > https://lnkd.in/dWdUccTE
2016 > Performance Audiovisual > https://lnkd.in/d8Jm6Np7
2016 > Tipografia Assunção > https://lnkd.in/dBBzadsy

Acesse a apresentação Sobre Design e Fotografia no formato PDF >>


Categoria: #voltz30anos, Evento, Festival, Fotografia, Sinalização, Voltz em 18/03/2026    


 

30 anos da Voltz Design

A partir de agora vamos começar uma série de postagens sobre os 30 anos da Voltz.

Desde 15 de fevereiro de 1996, a nossa jornada tem sido movida pela energia de conectar pessoas, projetos e o cotidiano. Ao longo dessas três décadas, atuamos na intersecção entre o design, a cultura, a educação e a memória, transitando sempre entre as tecnologias permanentes e as emergentes, do “chumbo ao pixel” para atuar na beleza do mundo analógico com as inovações do ambiente digital.

Nossa história é feita de redes e conexões. Tudo o que construímos só foi e continua sendo possível graças às sólidas parcerias com diversas empresas e com o terceiro setor, junto com designers, artistas, curadores em museus e espaços culturais além de uma rede multidisciplinar que está conosco ao longo destes anos.

Criamos materiais gráficos – impressos e dinâmicos – para diversos festivais, imergimos no universo da tipografia, desenvolvemos o conceito de “Museu Expandido” e atuamos em diversas áreas do audiovisual para preservar histórias, e reafirmamos nosso compromisso de usar o design como uma ferramenta social, inclusiva e acessível.

Celebramos o marco de 2026 olhando para o futuro: unindo a escuta sensível, a preservação dos ofícios manuais e as narrativas históricas às mais diversas tecnologias, como a inteligência artificial e a realidade mista.

A nossa energia se transforma e se renova, operando num ecossistema vivo e em constante expansão. Muito obrigado a todos que gravitam com a gente nessa órbita e fazem parte desta trajetória!

Acabamos de voltar do 15º Festival de Fotografia de Tiradentes, onde somos parceiros do Eugênio Sávio e do Foto em Pauta há mais de 15 anos. O evento foi incrível como sempre e Alessandra Soares e Cláudio Santos Rodrigues tiveram a oportunidade de dar uma palestra sobre a relação do design com a fotografia! Nos acompanhem nessa jornada a partir de agora!!!


Categoria: #voltz30anos em 16/03/2026    


 

Retrospectiva 2025 :: Prospectiva 2026 :: (re)conexões, memória e fluxo

Ao fecharmos o ciclo de 2025, a sensação é de que estamos integrados na diversidade. Foi um ano de consolidar parcerias históricas, expandir fronteiras e preparar o terreno para uma celebração especial: em 2026, a Voltz completa 30 anos de movimento conectando pessoas e projetos. Confira alguns destaques da nossa atuação ao longo do ano:

DESIGN, MEMÓRIA, EDUCAÇÃO E PATRIMÔNIO
Atuamos na intersecção entre design e memória, transformando acervos e diversos conteúdos em experiências visuais.
• Minas Profunda: Começamos o ano comemorando o lançamento do projeto de Educação Patrimonial “IPHAN +80“, coordenado por Andreia Di Bernardi da Akala, que rodou diversas cidades de Minas (Ouro Preto, Ouro Branco, Miguel Burnier, Belo Vale, Congonhas, Mariana, Juiz de Fora e Cataguases). Cuidamos da presença digital e de todo material gráfico que contou com as ilustrações de Ana Goebel. Implantamos com Sérgio Raphael o portal digital da “Palco Produções e da Cerâmica Saramenha” projeto do parceiro de sempre Paulo Rogério, onde também participamos da Escola Saramenha de Artes e Ofícios, em Santo Amaro de Botafogo. Na sequência desenvolvemos o design expográfico do projeto “Balaio Mineiro“, em Bocaiúva, no Centro de Memória – Casa Figueiredo Souza. A exposição convida o público a caminhar com Betinho, Chico Mário, Henfil e suas irmãs por momentos decisivos da história do país: da vida no interior de Minas às mudanças pelo Brasil; da militância política à resistência à ditadura militar; do exílio à luta pela anistia e à campanha pelas Diretas Já. Balaio Mineiro é uma travessia do sertão mineiro ao cenário nacional sob curadoria de Regina Souza e Yuri Ricardo e expografia de Clarissa Neves e Paulo Waisberg.

• Ícones de BH: Há 22 anos desenvolvemos a parte gráfica do Indie Festival e demos continuidade neste ano junto com Daniela Azzi, Francesca Azzi e Eduardo Cerqueira. Dessas longas parcerias assinamos junto com Bia Apocalypse, Marcos Malafaia, e Ulisses Tavares a identidade visual e sinalização da Ocupação Giramundo, que comemora seus 55 anos no Palácio das Artes. Atualizamos o conteúdo gráfico e audiovisual do Ponto Cultural CDL, que foi inaugurado em 2019 sob a coordenação da Cavalinho de Pau – Carlos Almeida e Heloísa Vidigal. Desenvolvemos também o catálogo para a exposição “Clara Nunes: Eu Sou a Tal Mineira”, em cartaz no MuMo – Museu da Moda, desde 2023, sob coordenação de Carol Ladeira e com projeto expográfico de Alexandre Rousset.

Para fechar o ano de 2025 realizamos as soluções gráficas, audiovisuais e interativas para a exposição “Habitar o Invisível/CoHabitar a Cidade”, com curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles e design expográfico de Marcelo Drummond, na Casa Rosada Gasmig Minas, novo espaço cultural gerido pelo Minas Tênis Clube. Ao longo do ano, contribuímos com o registro audiovisual de diversas atividades da “Memória Gráfica Mercado Novo“, um espaço colaborativo coordenado pelo designer e tipógrafo Flávio Vignoli, com participação constante de Emília Mendes e equipe do Labed/UFMG.


DESIGN COMO FERRAMENTA SOCIAL E INCLUSIVA

Participar da democratização do acesso e promover a diversidade da cultura brasileira seguem como nosso compromisso central. Por meio do “Festival AcessaBH“, usamos o design para integrar a acessibilidade universal através de uma produção cuidadosa e ousada de Laís e Daniel Vitral. Já a exposição “Pajubá – A hora e a Vez do Close” foi a grande atração da reabertura do Museu da Diversidade em maio/junho de 2024. Localizado nos corredores do Metrô República em São Paulo, essa exposição teve a curadoria de Marcelo Campos e Amara Moira e segue em cartaz celebrando a história e a cultura LGBTQIA+.

DESIGN EXPANDINDO FRONTEIRAS E CONEXÕES INTERNACIONAIS
• Registro e Identidades: No campo da fotografia, mais uma vez com Eugênio Sávio, criamos a identidade visual e a sinalização do principal evento do Brasil nessa área, o “14ª Edição do Festival de Fotografia de Tiradentes“. Com a curadoria de Amanda Bonam, Marcelo Campos e Bitu Cassundé, e com a parceria de longa data com Valdy Lopes e Aline Arroyo, realizamos o design da  exposição de fotos colorizadas da artista Telma Saraiva do Cariri, no MAR – Museu de Arte do Rio. Nas artes visuais nosso design dialogou com grandes nomes da arte mundial e atuamos no Ano Brasil–França com as exposições de “Niki de Saint Phalle – Sonhos de Liberdade na Casa Fiat de Cultura“. A mostra contou com a parceria da Prefeitura de Nice e do MAMAC, e com a colaboração da Niki Charitable Art Foundation e do grupo 24 Ore Cultura, de Milão. Com curadoria de Olivier Bergesi e Hélène Guenin e produção internacional de Cláudia Marques de Abreu / Regiane Rykovsky e expografia da arquiteta Isabella Vecci. Já a exposição “Play – FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand“, no Sesc Pinheiros (SP) também trabalhamos com Valdy e Aline sob a coordenação de Henrique Vizeu. Com curadoria coletiva e obras de mais de 40 artistas brasileiros e estrangeiros, a exposição convida o público a explorar as fronteiras entre tramas, tecidos, brinquedos e vestíveis.

DESIGN AUDIOVISUAL E TECNOLOGIAS PERMANENTES / EMERGENTES
Realizamos o AppWeb “50 que contam 50“, a convite do curador Roberto Moreira. Uma linha do tempo interativa percorre cinquenta anos da história do audiovisual experimental e da videoarte brasileira. Em paralelo, a partir do convite de Sávio Leite, com Ana Moravi, Sara Não Tem Nome e Joacélio Batista, produzimos o catálogo do “9º Timeline – Festival Internacional de Videoarte e Cinema Experimental“. E pra fechar o ano, celebramos os 50 anos da Fundação Torino produzindo uma instalação audiovisual para a exposição “Pausa para o Devir“, na Casa Fiat de Cultura. Com curadoria de Marconi Drummond, projeto expográfico de Ivie e Ísis Zapellini e design da equipe da Fundação Torino, a mostra reúne instalações de diferentes formas e materialidades criadas pela artista visual, educadora e contadora de histórias Stela Barbieri, que dialogam com produções coletivas da comunidade escolar.

Da videoarte e instalação audiovisual, fomos para o cinema, onde criamos identidades visuais para os filmes “O Silêncio de Eva” e “Marianas”, ambos dirigidos por Elza Cataldo da Persona Filmes. Na longa jornada com o Polo Audiovisual da Zona da Mata de MG atuamos na coordenação do LAB2.C - Laboratório de animação digital/stop motion com a Fábrica do Futuro e junto com Cesar Piva, também participamos da 2ª Semana de Arte de Cataguases. Em parceria com Angelo Pixel, Maria Eugênia Salcedo, Pablo Pires, Auá Mendes e equipe multidisciplinar, participamos da evolução a plataforma “Jandig” e do projeto “Mitologia Estendida“, que foram apresentados no “MozFest”, em Barcelona, unindo realidade aumenta e mista aos saberes ancestrais — projeto que, em 2026, será exibido em São Paulo. Este projeto também foi apresentado  para a comunidade acadêmica da Escola de Design da UEMG em BH e para pesquisadores do Labmídia da ECA/USP.

Fechamos o ano unindo a escuta ativa e a vanguarda tecnológica — IA, sistemas interativos/imersivos, realidade aumentada e mista — junto com a valorização dos ofícios, dos fazeres manuais e das narrativas históricas, criando experiências inclusivas e conectadas com o passado, o presente e apontando para o futuro.

Que venha 2026 — e os nossos 30 anos!

Muitos agradecimentos para os clientes, fornecedores e para todos aqueles que estiveram com a gente ao longo do ano.
Em especial para a rede parceiros que participou diretamente dos diversos projetos da Voltz, sob a coordenação de Alessandra Soares e Cláudio Santos entre 2024 e 2025: André Travassos, Bruno Araújo, Café, Daniel Colares, Estevam Gomes, Gustavo Santos, Joshua Pavanello, Lucas Miranda, Lucas Junqueira, Marcelo Batista, Marcelo Braga, Marcello Wykrota, Miguel Soares, Maria Eduarda Lopes, Patrícia Reis, Rafael Maia e Victor Vinícius.


Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Arquitetura, Arquivo, Artesania, Audiovisual, Editorial, Educação, Evento, Experimental, Exposição, Fashion, Festival, Identidade Visual, Instalação, Memória, Moda, Museus, Palestra, Planejamento Estratégico, Povos Originários, Presença Digital, Realidade Aumentada, Realidade Mista, Sinalização, Video, Voltz, Website em 28/12/2025