Memória

Laboratório 2C: Expandindo as Fronteiras do “Cinema Feito à Mão”

O ecossistema do Estúdio-Escola Animaparque, em Cataguases/MG, consolidou-se como um verdadeiro hub criativo de pesquisa, produção e registro das potencialidades locais. Por meio do Laboratório 2C, o Instituto Fábrica do Futuro e o Polo Audiovisual da Zona de MG vem construindo pontes que unem pesquisa acadêmica, preservação do patrimônio histórico e inovação tecnológica.

A Busca pelas Raízes: Visita ao CTAV e Ancine no Rio de Janeiro
A jornada começou a 9 de março de 2026, quando os coordenadores do Lab 2C, Cláudio Santos e Cesar Piva, acompanhados pelo consultor de áudio Bruno Silva, realizaram uma visita técnica ao Centro Técnico Audiovisual (CTAV) e à Agência Nacional do Cinema (Ancine), no Rio de Janeiro. Recebidos pelo cineasta André Di Mauro e pela equipa do CTAV, o objetivo foi firmar um plano de cooperação e intercâmbio com foco na vida e obra de Humberto Mauro.

Deste encontro nasceram três frentes estratégicas: a integração de ações conjuntas entre o Polo Audiovisual, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e o CTAV; o avanço da pesquisa de doutoramento de Cláudio Santos (focada na memória gráfica de Humberto Mauro e no INCE); e o alinhamento de uma agenda de eventos. A parceria rendeu frutos imediatos com a disponibilização da listagem do acervo iconográfico (como fotografias e negativos) e da filmografia de Humberto Mauro. O material gráfico complementar será explorado junto do CEDOC da Funarte.

Celebrando 90 Anos de História: O INCE na UNIRIO

A imersão no passado do cinema educativo desdobrou-se no dia 15 de abril, durante a celebração dos 90 anos do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), criado no governo Vargas em 1936 e fortemente influenciado por Humberto Mauro. O evento, promovido pelo Cineclube Leila Ribeiro na UNIRIO, incluiu a exibição de curtas-metragens e um debate essencial com o investigador do CTAV, Fábio Velozzo. A discussão evidenciou que a preservação audiovisual transitou dos cuidados manuais com a película para a precisão digital, uma etapa contínua de proteção para garantir o futuro da memória do cinema brasileiro.

Conexões Locais e Nacionais: SESC, Energisa e UEMG
No dia 31 de março, as portas do Estúdio-Escola Animaparque abriram-se para uma visita estratégica que uniu representantes do SESC (Nacional, Belo Horizonte e Cataguases), do Instituto Energisa, da Fundação Bauminas e da coordenação de Cinema e Animação da UEMG.

Este encontro validou a premissa de que a inteligência coletiva ganha vida ao juntar talentos locais e gestores do mercado. Uma das grandes novidades partilhadas pela equipa do SESC foi a proposta de realizar a Mostra SESC de Cinema em Cataguases, prevista para o segundo semestre.

Fórum Animaparque: O ápice do “Cinema Feito à Mão”
O encerramento da primeira edição do projeto Lab 2C aconteceu no dia 30 de abril, data de aniversário de Humberto Mauro, com o Fórum Animaparque: Cinema Feito à Mão. A programação contou com visitas guiadas aos estúdios de produção.

O evento brilhou com painéis que envolveram profissionais como Cesar Cabral (Coala Filmes) e os coordenadores Cláudio Santos e Pedro Marcos Oliveira. O ponto alto foi a Sessão Fábrica Animada, que revelou os grandes projetos desenvolvidos no laboratório: “Eu sou Alcina”, “O bloco do Ary” e “O palco animado de Humberto Mauro”. A agenda encerrou-se com os olhos no futuro, apresentando a próxima edição do Festival Ver e Fazer Filmes 2026.

Teatro de Bonecos e novas conexões em Juiz de Fora
No início de maio, entre os dias 1 e 3, a cidade de Juiz de Fora foi brindada com a Ocupação Giramundo. O icónico grupo mineiro, que possui mais de 55 anos de história e 40 espetáculos, ofereceu a palestra “O processo Giramundo” para artistas locais no Cinema Alameda, além de apresentar as obras “Cobra Norato” e “Um baú de fundo fundo” no Teatro Paschoal Carlos Magno. Coincidentemente, este período celebrou a revitalização do Cinema Alameda, que reabriu como centro de difusão cultural com foco no audiovisual brasileiro e na formação de público, através de parcerias entre a Prefeitura, a Funalfa e o Instituto Albert Sabin.

A Força do Território Criativo do Audiovisual em MG: Visita do Diretor da Ancine
O fortalecimento do audiovisual na Zona da Mata ganhou ainda mais peso com a visita de Paulo Alcoforado, diretor da Ancine, a Juiz de Fora. Em parceria com a UFJF e a Prefeitura, o debate centrou-se no Parque Científico e Tecnológico (PartecJF). Graças à robusta infraestrutura do Distrito Industrial, o PartecJF está preparado para receber estúdios modulares capazes de acolher grandes produções, reduzindo os custos operacionais em até 40% em comparação com eixos como o Rio de Janeiro e São Paulo. A agenda encerrou-se com a palestra de Alcoforado no recém-reaberto Cinema Alameda, destacando a importância de descentralizar a produção audiovisual.

O Intercâmbio Universitário e a Presença de Thiago Calçado
O ecossistema do Animaparque – que conta com ateliês técnicos, estúdios de som e espaços de animação em stop motion – acolheu, em junho, o Professor Simon Brethé, do pioneiro curso de Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD) da UFMG. Esta conexão aproximou o laboratório da Revista Quadros-Chave, uma publicação de referência em animação.

Como desdobramento deste intercâmbio, a discente da UFMG, Isabelle Pires, conduziu uma entrevista ao aclamado animador brasileiro Thiago Calçado. Thiago possui um currículo invejável, tendo sido animador sénior no filme vencedor de Óscares Pinóquio (de Guillermo del Toro), além de produções como Kubo, Ilha dos Cães e A Fuga das Galinhas.

Para consolidar a experiência, Thiago Calçado mergulhou nas raízes do cinema e do modernismo local numa visita ao Centro Cultural Humberto Mauro, guiado por Renatta Barbosa, encerrando este ciclo incrível de conexões e aprendizagem coletiva em Cataguases


Categoria: Animação, Arquitetura, Artesania, Artigo Acadêmico, Audiovisual, Curso, Festival, Filme, Memória em 07/06/2026    


 

Museus e Voltz 30 anos

Grande parte da nossa energia ao longo destas três décadas foi dedicada a pensar, desenhar e expandir a experiência em museus e espaços culturais.

Desde o início, temos como objetivo contribuir para transformar o patrimônio e a memória em ambientes vivos, interativos e acessíveis, consolidando na prática o conceito de “Museu Expandido” – espaços onde a expografia física dialoga de forma contínua com camadas digitais, atualizando conteúdos e gerando novas conexões de aprendizado.

Olhando para o nosso portfólio de museus e espaços de memória, temos muito orgulho desta jornada histórica com essa rede que participamos há anos: ✨ Criamos soluções audiovisuais e interativas pioneiras para o Museu de Artes e Ofícios (Cristiane Zago, Anna Flávia Dias Salles, Rodolfo Magalhães e Sérgio Mendes) ✨

Desenvolvemos plataformas e ambientes colaborativos como a inovadora Rede Educativa Inhotim (Maria Eugênia Salcedo, David Azevedo, Pedro Veneroso e Lucas Junqueira) e o site educativo do Museu das Minas e do Metal (Fábrica do Futuro). ✨ Produzimos conteúdos multimídia, retro-projeções e instalações para o Memorial Minas Gerais Vale (Lucas Junqueira e Luiz Matuto). Para o Museu da Liturgia criamos um terminal multimídia  junto ao projeto do Santa Rosa Bureau Cultural (Eleonora Santa Rosa, Ronaldo Barbosa, Marco Nick e para o Vagão dos Sentidos no Trem da Vale (Guilherme Lessa, Max Duarte, Fabiano Fonseca e Sérgio Mendes).

✨ Desenhamos identidades visuais marcantes, como as das exposições Arte Democracia Utopia (Emerson Bragança e André Travassos) e Crônicas Cariocas no Museu de Arte do Rio (MAR), e do projeto Memória Viva nos 50 anos do BDMG (Vecci e Lansky, Marcelo Braga, David Azevedo). ✨ E nos últimos anos, produzimos os conteúdos audiovisuais do Ponto Cultural CDL e a identidade e sinalização do Museu Casa Kubitschek, para a exposição de Clara Nunes no MUMO (Alexandre Rousset), Museu da Diversidade Sexual – SP (Valdy Lopes e Aline Arroyo e Rafael Maia), e mais recentemente, a identidade do Balaio Mineiro! (Regina Espósito e Victor Vinícius). Finalizamos com as soluções tecnológicas para a Casa Rosada Gasmig Minas em 2025 (Marcelo e marconi Drummond, Mauráicio Meireles, Marcelo Braga, Joshua Pavanelo e Daniel Colares).

Para comemorar a semana dos Museus, o nosso muito obrigado a todas e todos gestores, curadores, arquitetos, educadores, designers, programadores, pesquisadores e visitantes que dão sentido ao nosso trabalho e nos ajudam dar luz à cultura mineira, brasileira e a inovação em fluxo contínuo.

Saiba um pouco mais sobre o conceito de Museu Expandido >>


Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Audiovisual, Editorial, Educação, Exposição, Identidade Visual, Instalação, Memória, Museus, Performance, Plataforma, Sinalização, Video, Voltz em 19/05/2026    


 

Do acervo de chumbo às telas de cinema: a identidade de “O Silêncio de Eva”

Ao mergulharmos na pesquisa gráfica para o novo filme de Elza Cataldo, “O Silêncio de Eva”, detectamos uma coincidência rara: o primeiro anúncio do filme “A Primavera da Vida” (1926) utilizava a exata mesma fonte de chumbo que a Voltz Design adquiriu em 2006, vinda da histórica Tipografia Liberdade.
A partir desse vestígio, criamos a identidade visual e a animação de abertura de forma analógica e tátil. Utilizamos as matrizes originais de chumbo e impressas e os ornamentos do TipoLab (Laboratório de Tipografia da Escola de Design da UEMG).
O resultado é uma costura entre a memória gráfica da década de 1920 e a linguagem contemporânea. O filme, estrelado por Inês Peixoto e Bárbara Luz, investiga o apagamento histórico de Eva Nil em uma narrativa poética que mistura arquivo e encenação. É uma honra para a Voltz assinar a identidade visual de um projeto que resgata a força do ciclo de Cataguases e a trajetória de uma pioneira do nosso cinema.
Eva Nil, nome artístico de Eva Comello, nasceu no Cairo, em 1908, filha de italianos. Ainda criança, veio para o Brasil e se estabeleceu em Cataguases, cidade que teve papel importante nas primeiras décadas do cinema brasileiro. Ela integrou o chamado ciclo de Cataguases e atuou em filmes como “Valadião, o Cratera” (1925) e “Na Primavera da Vida” (1926), dirigidos por Humberto Mauro.
No fim dos anos 1920, quando vivia o auge da carreira, Eva deixou o cinema de forma abrupta e recusou convites para voltar às telas. Depois disso, passou a se dedicar à fotografia, registrando momentos familiares e eventos sociais. Sua trajetória, marcada por talento, ruptura e mistério, inspira o documentário. Elza Cataldo, diretora, produtora e roteirista, tem formação em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e doutorado pela Sorbonne, na França. Em sua trajetória, reuniu trabalhos no cinema, na pesquisa e na docência. Em “O Silêncio de Eva”, volta seu olhar para uma personagem esquecida e para as ausências deixadas pela história oficial.
Serviço
Lançamento do documentário “O Silêncio de Eva”
Data: 26 de março, quinta-feira
Local: Una Cine Belas Artes – R. Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes, Belo Horizonte
Classificação: livre

Categoria: #voltz30anos, Animação, Artesania, Filme, Memória, Tipografia, Video em 28/03/2026    


 

Retrospectiva 2025 :: Prospectiva 2026 :: (re)conexões, memória e fluxo

Ao fecharmos o ciclo de 2025, a sensação é de que estamos integrados na diversidade. Foi um ano de consolidar parcerias históricas, expandir fronteiras e preparar o terreno para uma celebração especial: em 2026, a Voltz completa 30 anos de movimento conectando pessoas e projetos. Confira alguns destaques da nossa atuação ao longo do ano:

DESIGN, MEMÓRIA, EDUCAÇÃO E PATRIMÔNIO
Atuamos na intersecção entre design e memória, transformando acervos e diversos conteúdos em experiências visuais.
Minas Profunda: Começamos o ano comemorando o lançamento do projeto de Educação Patrimonial “IPHAN +80“, coordenado por Andreia Di Bernardi da Akala, que rodou diversas cidades de Minas (Ouro Preto, Ouro Branco, Miguel Burnier, Belo Vale, Congonhas, Mariana, Juiz de Fora e Cataguases). Cuidamos da presença digital e de todo material gráfico que contou com as ilustrações de Ana Goebel. Implantamos com Sérgio Raphael o portal digital da “Palco Produções e da Cerâmica Saramenha” projeto do parceiro de sempre Paulo Rogério, onde também participamos da Escola Saramenha de Artes e Ofícios, em Santo Amaro de Botafogo. Na sequência desenvolvemos o design expográfico do projeto “Balaio Mineiro“, em Bocaiúva, no Centro de Memória – Casa Figueiredo Souza. A exposição convida o público a caminhar com Betinho, Chico Mário, Henfil e suas irmãs por momentos decisivos da história do país: da vida no interior de Minas às mudanças pelo Brasil; da militância política à resistência à ditadura militar; do exílio à luta pela anistia e à campanha pelas Diretas Já. Balaio Mineiro é uma travessia do sertão mineiro ao cenário nacional sob curadoria de Regina Souza e Yuri Ricardo e expografia de Clarissa Neves e Paulo Waisberg.

• Ícones de BH: Há 22 anos desenvolvemos a parte gráfica do Indie Festival e demos continuidade neste ano junto com Daniela Azzi, Francesca Azzi e Eduardo Cerqueira. Dessas longas parcerias assinamos junto com Bia Apocalypse, Marcos Malafaia, e Ulisses Tavares a identidade visual e sinalização da Ocupação Giramundo, que comemora seus 55 anos no Palácio das Artes. Atualizamos o conteúdo gráfico e audiovisual do Ponto Cultural CDL, que foi inaugurado em 2019 sob a coordenação da Cavalinho de Pau – Carlos Almeida e Heloísa Vidigal. Desenvolvemos também o catálogo para a exposição “Clara Nunes: Eu Sou a Tal Mineira”, em cartaz no MuMo – Museu da Moda, desde 2023, sob coordenação de Carol Ladeira e com projeto expográfico de Alexandre Rousset.

Para fechar o ano de 2025 realizamos as soluções gráficas, audiovisuais e interativas para a exposição “Habitar o Invisível/CoHabitar a Cidade”, com curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles e design expográfico de Marcelo Drummond, na Casa Rosada Gasmig Minas, novo espaço cultural gerido pelo Minas Tênis Clube. Ao longo do ano, contribuímos com o registro audiovisual de diversas atividades da “Memória Gráfica Mercado Novo“, um espaço colaborativo coordenado pelo designer e tipógrafo Flávio Vignoli, com participação constante de Emília Mendes e equipe do Labed/UFMG.


DESIGN COMO FERRAMENTA SOCIAL E INCLUSIVA

Participar da democratização do acesso e promover a diversidade da cultura brasileira seguem como nosso compromisso central. Por meio do “Festival AcessaBH“, usamos o design para integrar a acessibilidade universal através de uma produção cuidadosa e ousada de Laís e Daniel Vitral. Já a exposição “Pajubá – A hora e a Vez do Close” foi a grande atração da reabertura do Museu da Diversidade em maio/junho de 2024. Localizado nos corredores do Metrô República em São Paulo, essa exposição teve a curadoria de Marcelo Campos e Amara Moira e segue em cartaz celebrando a história e a cultura LGBTQIA+.

DESIGN EXPANDINDO FRONTEIRAS E CONEXÕES INTERNACIONAIS
• Registro e Identidades: No campo da fotografia, mais uma vez com Eugênio Sávio, criamos a identidade visual e a sinalização do principal evento do Brasil nessa área, o “14ª Edição do Festival de Fotografia de Tiradentes“. Com a curadoria de Amanda Bonam, Marcelo Campos e Bitu Cassundé, e com a parceria de longa data com Valdy Lopes e Aline Arroyo, realizamos o design da  exposição de fotos colorizadas da artista Telma Saraiva do Cariri, no MAR – Museu de Arte do Rio. Nas artes visuais nosso design dialogou com grandes nomes da arte mundial e atuamos no Ano Brasil–França com as exposições de “Niki de Saint Phalle – Sonhos de Liberdade na Casa Fiat de Cultura“. A mostra contou com a parceria da Prefeitura de Nice e do MAMAC, e com a colaboração da Niki Charitable Art Foundation e do grupo 24 Ore Cultura, de Milão. Com curadoria de Olivier Bergesi e Hélène Guenin e produção internacional de Cláudia Marques de Abreu / Regiane Rykovsky e expografia da arquiteta Isabella Vecci. Já a exposição “Play – FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand“, no Sesc Pinheiros (SP) também trabalhamos com Valdy e Aline sob a coordenação de Henrique Vizeu. Com curadoria coletiva e obras de mais de 40 artistas brasileiros e estrangeiros, a exposição convida o público a explorar as fronteiras entre tramas, tecidos, brinquedos e vestíveis.

DESIGN AUDIOVISUAL E TECNOLOGIAS PERMANENTES / EMERGENTES
Realizamos o AppWeb “50 que contam 50“, a convite do curador Roberto Moreira. Uma linha do tempo interativa percorre cinquenta anos da história do audiovisual experimental e da videoarte brasileira. Em paralelo, a partir do convite de Sávio Leite, com Ana Moravi, Sara Não Tem Nome e Joacélio Batista, produzimos o catálogo do “9º Timeline – Festival Internacional de Videoarte e Cinema Experimental“. E pra fechar o ano, celebramos os 50 anos da Fundação Torino produzindo uma instalação audiovisual para a exposição “Pausa para o Devir“, na Casa Fiat de Cultura. Com curadoria de Marconi Drummond, projeto expográfico de Ivie e Ísis Zapellini e design da equipe da Fundação Torino, a mostra reúne instalações de diferentes formas e materialidades criadas pela artista visual, educadora e contadora de histórias Stela Barbieri, que dialogam com produções coletivas da comunidade escolar.

Da videoarte e instalação audiovisual, fomos para o cinema, onde criamos identidades visuais para os filmes “O Silêncio de Eva” e “Marianas”, ambos dirigidos por Elza Cataldo da Persona Filmes. Na longa jornada com o Polo Audiovisual da Zona da Mata de MG atuamos na coordenação do LAB2.C - Laboratório de animação digital/stop motion com a Fábrica do Futuro e junto com Cesar Piva, também participamos da 2ª Semana de Arte de Cataguases. Em parceria com Angelo Pixel, Maria Eugênia Salcedo, Pablo Pires, Auá Mendes e equipe multidisciplinar, participamos da evolução a plataforma “Jandig” e do projeto “Mitologia Estendida“, que foram apresentados no “MozFest”, em Barcelona, unindo realidade aumenta e mista aos saberes ancestrais — projeto que, em 2026, será exibido em São Paulo. Este projeto também foi apresentado  para a comunidade acadêmica da Escola de Design da UEMG em BH e para pesquisadores do Labmídia da ECA/USP.

Fechamos o ano unindo a escuta ativa e a vanguarda tecnológica — IA, sistemas interativos/imersivos, realidade aumentada e mista — junto com a valorização dos ofícios, dos fazeres manuais e das narrativas históricas, criando experiências inclusivas e conectadas com o passado, o presente e apontando para o futuro.

Que venha 2026 — e os nossos 30 anos!

Muitos agradecimentos para os clientes, fornecedores e para todos aqueles que estiveram com a gente ao longo do ano.
Em especial para a rede parceiros que participou diretamente dos diversos projetos da Voltz, sob a coordenação de Alessandra Soares e Cláudio Santos entre 2024 e 2025: André Travassos, Bruno Araújo, Café, Daniel Colares, Estevam Gomes, Gustavo Santos, Joshua Pavanello, Lucas Miranda, Lucas Junqueira, Marcelo Batista, Marcelo Braga, Marcello Wykrota, Miguel Soares, Maria Eduarda Lopes, Patrícia Reis, Rafael Maia e Victor Vinícius.


Categoria: #voltz30anos, Acessibilidade, Animação, Aplicativo, Arquitetura, Arquivo, Artesania, Audiovisual, Editorial, Educação, Evento, Experimental, Exposição, Fashion, Festival, Identidade Visual, Instalação, Memória, Moda, Museus, Palestra, Planejamento Estratégico, Povos Originários, Presença Digital, Realidade Aumentada, Realidade Mista, Sinalização, Video, Voltz, Website em 28/12/2025    


 

Pausa – 50 anos da Fundação Torino



Direção, câmera e animação: Cláudio Santos
Direção de Produção: Alessandra Maria Soares
Roteiro: Patrícia Reis Alvim com citações de Stela Barbieri
Direção de fotografia, câmera, edição, animação e montagem: Bruno Araújo
Trilha Sonora: Cláudio Santos com inserções de trechos músicas do Disco Canoas de Stella Barbieri e de registros da oficina de música realizada na Fundação Torino em Setembro de 2025.

Categoria: Animação, Educação, Filme, Memória, Projeção Mapeada, Tipografia, Video em 18/10/2025    


 

50 que contam 50 – AppWeb

Realizamos esse projeto a partir do convite do pesquisador e curador Roberto Moreira. Além de Doutor em Semiótica, foi Gerente do Núcleo de Audiovisual do Itaú Cultural entre os anos de 2001 e 2011, sendo responsável pela gestão de projetos e desenvolvimento de pesquisa e programação com atuação nacional e internacional. Foi também professor de Alessandra Soares e Cláudio Santos Rodrigues na PUC Minas, onde desenvolvemos nossa conexão com a videoarte e com o audiovisual, tão presente em nossas vidas hoje.

Para o APP WEB – 50 QUE CONTAM 50 a Voltz Design teve a oportunidade de combinar, de maneira criativa, o que a pesquisa sobre a história da videoarte brasileira necessitava com a melhor solução de arquitetura da informação para o site. Era necessário criar uma forma inteligente de navegação fluida para o usuário acessar o conteúdo da pesquisa e ter uma experiência agradável de ver as obras proposta pela seleção curatorial.

Dessa maneira o usuário, ao acessar o site, compreende rapidamente a essência do projeto, uma linha do tempo que percorre cinquenta anos da história do audiovisual experimental brasileiro, e o estimulo interativo de percorrer esse conteúdo, conhecendo os vídeos que fazem parte do seleção.

Acesse: https://duplogaleria.com.br/50quecontam50


Categoria: Aplicativo, Audiovisual, Memória, Website em 12/03/2025